Especialização em Informática em Saúde

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O Curso de Especialização em Informática em Saúde foi o primeiro curso a distância oferecido pela UNIFESP por meio do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB). Estamos agora no planejamento da sexta edição do curso (2019-2021) que tem como objetivo oferecer formação especializada, por meio de uma educação colaborativa a distância, a profissionais de diferentes áreas para a atuação profissional e pesquisa acadêmica em informática em saúde. Serão 300 vagas em 6 polos UAB de apoio presencial.

 

As inscrições para processo seletivo relacionado a esse curso serão abertas por meio de edital público, centralizado, coordenado pelo Núcleo UAB da UNIFESP (http://uab.unifesp.br). O processo seletivo para tutores também será organizado por meio de edital público. Caso tenha interesse em candidatar-se a ser aluno ou tutor no curso, leia o edital respectivo e preencha o formulário específico.

Endereços importantes

Mantenha-se informado pelos endereços abaixo:

Página do curso https://is.uab.unifesp.br
Notícias do curso no Twitter https://twitter.com/is_uab_unifesp

Notícias do curso no Facebook https://www.facebook.com/groups/uabis2017
Editais de seleção http://www.unifesp.br/reitoria/uab/editais

Objetivos do curso

Oferecer as condições necessárias à especialização em informática em saúde na modalidade educação a distância (EaD) aos profissionais interessados; socializar conhecimentos já produzidos e organizados em informática em saúde; desencadear novos processos sistematizados e orientados de produção de conhecimento em informática em saúde; proporcionar conhecimentos que colaborem para a gestão de serviços de informática no ambiente de saúde.

Público alvo

Este curso destina-se a profissionais graduados, com nível superior concluído, das áreas de saúde, biológicas, exatas e humanas com interesse de formação em informática em saúde.

 

Programa resumido

O curso de Especialização em Informática em Saúde, na modalidade à distância com carga horária de 520h em 18 meses, está organizado em disciplinas para apresentação dos temas mais relevantes da área, incluindo fundamentos da informática em saúde, fundamentos das ciências da saúde, fundamentos das ciências da computação, bases de dados em saúde, sistemas de informação em saúde, prontuário eletrônico do paciente, metodologia científica em informática em saúde, imagens médicas, telemedicina e telessaúde, padrões de normalização etc.

 

O curso oferece um módulo inicial de adaptação ao ambiente virtual de aprendizagem (Moodle) cujo objetivo consiste em tornar o aluno apto a acompanhar as disciplinas, a realização das tarefas por meio dos recursos digitais do ambiente e a interagir com tutores, professores e outros alunos. O curso oferece um módulo final de trabalho de conclusão de curso (TCC) no qual o aluno confecciona uma monografia sob orientação de professores especializados na área.

 

O curso é realizado na modalidade à distância baseada na web por meio de um ambiente virtual de aprendizagem específico (Moodle). Esse ambiente pode ser acessado por diferentes plataformas (computador pessoal, celular, tablet etc.) e de qualquer lugar. As interações são majoritariamente assíncronas, mas interações síncronas para discussão e plantão de dúvidas também são oferecidas ao longo do curso. O curso considera a participação presencial do aluno em encontros nos polos UAB para apoiar o ensino, trocar experiências e realizar avaliação. O curso conta com tutores qualificados para apoiar as atividades quanto à mediação e formação dos alunos. A interação entre os alunos e os tutores do curso ocorre pelo ambiente virtual de aprendizagem e nos encontros presenciais.

 

Estão previstos até 4 (quatro) encontros presenciais (preferencialmente no início, ao longo do curso e ao final), de participação obrigatória e de caráter avaliativo. Os encontros presenciais ocorrem aos sábados, no horário das 8h às 17h, nos polos UAB de apoio presencial. As datas dos encontros e os locais são publicados no ambiente do curso com antecedência mínima de 30 (trinta) dias. Após o período letivo possíveis avaliações de recuperação ocorrem presencialmente e exclusivamente na sede do curso.

 

Os alunos são avaliados por meio de atividades e provas on-line e também presenciais. As atividades consistem em participação on-line do ambiente virtual de aprendizagem; participação em fóruns; realização de tarefas individuais e em grupos; leitura e análise de materiais multimídia; avaliação de sua própria atividade e dos demais alunos; interação com alunos, tutores e professores; realização de pesquisa bibliográfica; confecção de resenhas; confecção de monografia para conclusão de curso sob orientação de um professor designado; entre outras. As provas on-line consistem de questionários a serem respondidos individualmente, em prazo definido, sem ou com rodadas de tentativas. Os alunos também são avaliados por atividades e provas presenciais, descritas antecipadamente aos encontros presenciais. As avaliações incluem critérios de participação como assiduidade, qualidade da interação, colaborações ao grupo, entre outros.

Principais temas abordados

História da informática em saúde

Fundamentos da informática em saúde

Fundamentos das ciências da saúde

Fundamentos das ciências da computação

Bases de dados em saúde

Sistemas de informação em saúde

Prontuário eletrônico do paciente

Metodologia científica em informática em saúde

Imagens médicas

Telemedicina e telessaúde

Padrões de normalização em informática em saúde

Gestão e economia em saúde

Tecnologias para capacitação profissional em saúde

Valor da inscrição e mensalidade

Curso gratuito, sem cobrança de matrícula e mensalidade.

 

Sobre a área de informática em saúde

A informática em saúde surgiu como uma aplicação da informática à medicina. Shortliffe (1995) explica que o surgimento da área ocorreu por 3 motivos principais:

1) devido aos avanços da computação e das tecnologias de informação e comunicação;

2) à consciência crescente de que a base de conhecimento da medicina e das demais áreas da saúde não pode ser gerenciada apenas em suporte papel;

3) à convicção de que o processo de tomada de decisão é tão importante para a medicina quanto a coleção de fatos nos quais estas decisões são baseadas, e que ambos podem ser otimizados com o auxílio da informática.

 

Shortliffe descreveu uma necessidade da implantação de setores de tecnologia nas escolas médicas, ação que tem se tornado uma realidade cada vez mais comum em todo o mundo. Nas últimas décadas a informática médica foi ampliando seu escopo para além da medicina, atrelando-se à necessidade de organização do conhecimento e da pesquisa em ciências da saúde (Marin e Sigulem 2009). Mais que isso, seu escopo inclui a ideia de otimizar processos relacionados às práticas dessas ciências, por meio das tecnologias da informação e comunicação, fomentando projetos multidisciplinares envolvendo informática e ciências da saúde. Tais fatos justificaram denominá-la informática em saúde.

 

Nos dias de hoje o processamento de informação e de comunicação tornou-se essencial para muitas atividades em ciências da saúde, incluindo: registro e recuperação de informação sobre pacientes; comunicação entre profissionais de saúde; acesso à literatura médica; seleção de procedimentos diagnósticos; interpretação de resultados de laboratório e coleção de dados clínicos (Georgiou 2002). A área vem se tornando essencial na pesquisa em ciências da saúde e, mais recentemente, nas pesquisas biológicas. Com isto, a informática em saúde vem se estabelecendo e se consolidando como uma área de conhecimento independente.

 

A informática em saúde é uma disciplina que envolve diversas áreas do conhecimento, tanto científicas, quanto tecnológicas e até mesmo artísticas, e vem sendo considerada de importância primordial para os avanços das ciências da saúde e da informática em todo o mundo. Esta importância foi enfatizada por Parent et al. (2001) ao afirmar, na década passada, que a globalização efetiva ainda estava em curso de se concretizar porque ainda não existia uma distribuição equitativa do uso das tecnologias da informação. Essa realidade é válida nos dias de hoje. Parent et al. propuseram ações para melhorar essa realidade no âmbito da saúde global que envolvem essencialmente a informática em saúde, tais como a implantação cada vez mais ampla de sistemas de informação em saúde na internet, a descentralização da avaliação da dados em saúde e o treinamento em informática em saúde.

 

Daniel Sigulem define uma prática médica digital como sendo um conjunto de técnicas, práticas, atitudes, modos de pensar e novos valores que se desenvolvem em consequência do crescimento do espaço digital (Sigulem 1997). Esta nova prática é uma exigência da sociedade do conhecimento. De maneira geral, a saúde digital está relacionada ao uso intensivo de tecnologias da informação e comunicação na área da saúde, como exemplos registro eletrônico de saúde, sistemas de apoio a decisão, sistemas de protocolos eletrônicos, estações de trabalho portáteis, ferramentas de comunicação, educação a distância, informação técnica digital, tecnologias convergentes (biotecnologia, nanotecnologia, neurociências, robótica) e telemedicina ou eSaúde (Healy 2007). A área da informática em saúde, portanto, pode ser considerada a área do conhecimento com foco no aprimoramento de uma prática médica digital a partir da aplicação de seus fundamentos, técnicas, métodos, processos, práticas e avaliações.

 

Referências

Georgiou A. Data, information and knowledge: the health informatics model and its role in evidence-based medicine. J Eval Clin Pract 2002 May;8(2):127-30.

Healy JC. The WHO eHealth resolution – eHealth for all by 2015? Methods Inf Med. [Internet] 2007 [cited 2013 Feb 5];46(1):2-4.

Marin HF, Sigulem D. Informática em saúde: oportunidade em busca de melhor qualidade em saúde. Journal of Health Informatics. 2009; 1:4-5.

Parent F, Coppieters Y, Parent, M. Information technologies, health, and globalization: anyone excluded? J Med Internet Res.2001;3(1):e11.

Shortliffe EH. Medical informatics meets medical education. JAMA 1995;273(13):1061, 1064-5.

Sigulem D. Um novo paradigma de aprendizado na prática médica da UNIFESP/EPM. São Paulo. Tese [livre-docência] – Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina. 1997.