NOTA DE DESPEDIDA DO PROF. PEDRO ARANTES

Despedida do Pedro Arantes

Car@s colegas, me despeço da ProPlan, onde atuei nos últimos oito anos com muita dedicação e entusiasmo, junto a uma equipe que foi também se formando no processo, tornando-se preparada para enfrentar desafios diversos, com criatividade e perseverança. Posso dizer que estruturamos esta Pró-Reitoria, suas diretorias e coordenadorias, a partir do que era uma pequena Secretaria, com pouca capacidade de ação. Instalamos o CoPlan (hoje CoPlad) e duas Câmaras Técnicas, formamos uma equipe e apoiamos os campi no seu planejamento e na estruturação de suas divisões de infraestrutura, com as quais atuamos de forma cooperativa por meio de Mesas Técnicas, e passamos a coordenar várias ações internas à reitoria, além dos relatórios anuais de gestão. Fomos ousados na produção de Planos e Projetos diversos, com ampla participação, metodologias inovadoras e resultados que hoje são referência nacional (PDInfras, PDI 2016-2020 e PDI 2021-2025, novo PPI, entre outros), além do novo Escritório de dados estratégicos, o EDados.

Os tempos não foram e não são fáceis, com ataques às universidades, cortes progressivos no orçamento e suspensão da expansão, levando a situações críticas, projetos que não puderam virar obras, obras em ritmo lento, precarização das infraestruturas e sua manutenção, um campus cancelado (em Embu) e outro em implantação fortemente limitada (na Zona Leste). A pandemia ainda agravou a situação que já era grave. Mas não ficamos parados, construímos alternativas, encontramos parceiros, tanto públicos e privados, no apoio parlamentar, das prefeituras e movimentos populares, procuramos ampliar o debate com a sociedade, na criação do CEUS, dos Observatórios e da cooperação com o MPF, atuando na garantia de direitos e como uma universidade envolvida na construção de uma sociedade mais justa, solidária e sustentável.

Desejo aos novos pró-reitores e a tod@s que continuam aqui na ProPlan um bom trabalho na nova gestão, que sigam atuando com compromisso com a coisa pública e com a garra e a ousadia que caracterizam a nossa equipe. Sigo na Unifesp, no meu Campus Guarulhos, no curso de graduação e pós-graduação em História da Arte, em linhas de pesquisa com diversos orientandos, e colaborando com a Zona Leste e com novos grupos e centros de estudos. Nos encontraremos, certamente, em muitas outras ocasiões, pois somos da mesma comunidade que tanto nos orgulha, a nossa Unifesp.

Por fim, queria dizer que nós, que atuamos no planejamento da Universidade, sabemos que o futuro não é um acaso, é possível antevê-lo, em condições historicamente determinadas, por certo, para podermos transformar o presente e definirmos aonde queremos chegar. A história não é um destino, é uma construção social. Esses tempos sombrios passarão, mas, para isso, precisaremos agir coletivamente, fazer, e não apenas esperar acontecer. Por isso, a nova gestão, que dá continuidade à nossa, tem como lema ‘Fazemos Unifesp’. E nos preparemos para atuar, em breve, num amplo processo de reconstrução nacional, em que as universidades deverão ter um papel decisivo. Não deixemos que nos destruam e sigamos de pé e com a cabeça erguida, cumprindo nossa missão para com o povo brasileiro.

Viva a Universidade Pública!