60 anos de 64: analisando uma herança difícil por meio do DOI-CODi

22 de Março 

WhatsApp Image 2024 03 14 at 12.59.57

 

 Em 31 de março de 1964, instaurou-se um regime civil militar no país, que foi mantido por 25 anos baseado numa aliança entre a sociedade civil e os militares. Este período levou o Brasil a experimentar diversas ações repressivas que foram criadas a partir da premissa de manter uma ordenação social contra as vozes que se opunham aos rumos de governança e de organização do país pelos governantes. Um desses aparelhos criado para tal finalidade do regime instaurado foi o DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna), que despontou a partir da Operação Bandeirante, deflagrada em 1969. O DOI-CODI, cujo prédio situa-se na Vila Mariana, em São Paulo, tornou-se um lugar simbólico, com a redemocratização, pois sobre ele recaem relatos, memórias, e elementos palpáveis de cultura sobre o regime repressivo cultivado nos anos de ditadura civil-militar. A Unifesp tem contribuído, como locus que abriga um projeto interinstitucional, coordenado pela Professora Claudia Regina Plens, do Departamento de História da EFLCH-UNIFESP, e coordenadora do LEA-Unifesp (Laboratório de Estudos Arqueológicos), que trata dos aspectos forenses, e também pelos professores Andrés Zarankín – Arqueologia da Repressão e da Resistência (UFMG) e Aline Carvalho – Arqueologia Pública (UNICAMP). A ideia deste webinário especial é a de dar publicização e divulgação científica a uma investigação de grande impacto na mídia e na sociedade nos últimos anos, que tem a Unifesp como centro de pesquisa.

Link para o evento