Quarta, 12 Junho 2019 15:03

DDI/Unifesp recebe equipes dos metrôs de Santiago e São Paulo

Grupo conheceu a estrutura montada pelo departamento, que evitou possíveis interferências provocadas pela passagem dos trens da Linha 5

Por José Luiz Guerra

Equipes do DDI/Unifesp e dos metrôs de Santiago e de São Paulo, além do vice-reitor da Unifesp, Nelson Sass
Equipes do DDI/Unifesp e dos metrôs de Santiago e de São Paulo, além do vice-reitor da Unifesp, Nelson Sass

Uma equipe de engenheiros do Metrô de Santiago visitou, na manhã do último dia 11 de junho, o Departamento de Diagnóstico por Imagem da Universidade Federal de São Paulo (DDI/Unifesp). Acompanhados por membros do Metrô de São Paulo, a equipe conheceu a estrutura montada pelo departamento para evitar que a passagem dos trens da Linha 5-Lilás interferisse no funcionamento dos equipamentos.

Com a presença do vice-reitor da Unifesp, Nelson Sass, participaram da reunião, por parte do DDI/Unifesp, o chefe do departamento, Henrique Carrete Junior, os docentes Nitamar Abdala e Thiago Farias, o administrador Maurício Chiappa e a física Camila Murata. Por parte do Metrô de Santiago, estiveram presentes o chefe de projetos, Felipe Rivas, o chefe de engenharia, Pablo Novoa, e o subgerente de engenharia e manutenção, Edorta Iglesias. Representando o Metrô de São Paulo, estiveram os assessores técnicos Antônio de Sousa e Adilson Takeuti.

Em razão da construção das novas estações da linha 5 Lilás, situadas próximas ao complexo do Hospital São Paulo e do Campus São Paulo da Unifesp, foi necessário avaliar os possíveis impactos que a novas instalações poderiam causar no funcionamento dos aparelhos de diagnóstico por imagem. Para isso, equipes do DDI/Unifesp e do Metrô de São Paulo se reuniram durante o processo de construção das novas estações, visando elaborar uma solução conjunta, uma vez que a distância entre os túneis e os equipamentos instalados no subsolo do DDI/Unifesp era inferior à recomendada pelos fabricantes das máquinas, o que poderia acarretar algum tipo de interferência. Ao longo das obras, os docentes do departamento avaliavam semanalmente os impactos nos aparelhos, seguindo critérios estabelecidos pelo American College of Radiology.

Durante os testes feitos pelo Metrô de São Paulo antes do início efetivo das operações, em 2018, o DDI/Unifesp analisou possíveis impactos provocados pela passagem dos trens, mesmo com carga máxima. “Realizamos testes cegos, sem saber em quais horários os trens passariam, e notamos que não houve nenhuma interferência no funcionamento dos aparelhos”, explica Thiago Farias, pesquisador responsável pelo Controle de Qualidade da Ressonância Magnética. O ineditismo da ação, aliás, virou objeto de estudo da Coordenadoria de Física Médica do departamento, que está trabalhando para a publicação de um artigo científico. Segundo Edorta Iglesias, a visita ao departamento foi produtiva. “Conhecemos uma estrutura nova e que certamente poderemos aplicar no metrô de Santiago. Tivemos alguns problemas semelhantes e esse processo irá nos ajudar a resolvê-los”, completou.

Engenheiros do Metrô de Santiago visitando as instalações do DDI/Unifesp
Engenheiros do Metrô de Santiago visitando as instalações do DDI/Unifesp


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