Terça, 22 Março 2016 10:27

Especial "Eu, Mulher na Unifesp": Debora Farsula Matias

Durante o mês de março, a Unifesp homenageia algumas das mulheres que fizeram e continuam fazendo história na universidade

Por Carine Mota

A seguir, Debora Farsula Matias, docente no Núcleo de Educação Infantil - Escola Paulistinha de Educação e mãe de duas filhas, conta sobre a sua vida e dedicação às crianças há 15 anos. 

“Sinto-me muito valorizada aqui dentro”

Quem sou eu
Meu nome é Debora Farsula Matias. Estou na instituição há 15 anos. Me formei em 2000 e iniciei na Unifesp em 2001. Comecei no Centro Infanto-Juvenil de Cultura e Lazer. As crianças ficavam até o ensino fundamental 1, com idade entre sete e 12 anos. Lá funcionava como uma escola de reforço escolar, as crianças tinham atividades pedagógicas aqui na Escola Paulistinha de Educação e depois iam para lá. Eles faziam as tarefas da escola, lição de casa, aula de yoga, de canto e teatro e também faziam as refeições, o almoço e os lanches. Por volta de 2003 e 2004, a escola se mudou para cá, para a rua Varpa, e continuamos as atividades normais.

O lugar que a Unifesp ocupa na minha vida
A Unifesp é minha segunda casa, abriu as portas para a minha área de serviço, onde exerço a função de pedagoga e também o lugar que acolheu as minhas filhas. Elas entraram aqui no berçário e ficaram até o fundamental 1, que é o quinto ano, com crianças na faixa etária de 10 e 11 anos. A Paulistinha, que agora é o Núcleo de Educação Infantil, é muito importante porque antigamente as crianças iam para os serviços dos pais e ficavam lá, uma coisa muito cansativa, porque os pais têm que ter a concentração, a responsabilidade com o serviço e não dava para ficar olhando o que os filhos estavam fazendo, mas os pais levavam porque não tinham com quem deixar. E o antigo reitor criou a escola para que os pais ficassem sossegados. Agora os pais podem ir para o serviço e ficam tranquilos sabendo do nosso trabalho. Quando conto a minha história que as minhas filhas estudavam no mesmo local que o meu trabalho, as pessoas falavam que é uma coisa diferente. Tudo aqui é muito perto, consultório das crianças quando ficam doente, a sala de saúde que avisa imediatamente aos pais que a criança não está se sentindo bem. Os pais vêm buscá-los e já os levam ao Núcleo de Assistência à Saúde do Funcionário (NASF).

As histórias mais marcantes que vivi na universidade
O que mais marcou foi poder criar as minhas filhas no meu local de trabalho. Ver o crescimento delas, a preocupação da equipe toda no conteúdo pedagógico, cuidado com a alimentação correta, a área da saúde que também se preocupa muito com as crianças. Isso me deixou muito tranquila para poder trabalhar e isso não tem preço.

A mulher no comando
Sinto-me representada pela reitora que está fazendo reformas administrativas e está com projetos de manutenção e melhorias para a escola. Tem um grupo de Núcleo de Educação Infantil que possibilitou a organização do regimento da escola e também implantou o novo regimento, entre outras coisas. Ela não esquece da escola, se preocupa muito com as crianças e com os funcionários.

Professora mulher e mãe
É maravilhoso ser professora aqui, para mim é uma continuação do meu papel de mãe. Eu me preocupo muito com o bem-estar das crianças, quando elas chegam se estão bem de saúde, com a alimentação que é fundamental e gosto muito do que faço. Me preocupo se elas estão entendendo o conteúdo. Eu me apego às crianças, elas encontram a gente no corredor, abraçam, dão beijo. As mães também são maravilhosas, valorizam muito o nosso trabalho, lembram de tudo o que aconteceu, do cuidado que nós tivemos com eles. Cuidei de um aluno que era do berçário e agora está comigo novamente. Ai a mãe fala: “Olha ela trocava a sua fralda e hoje é sua professora de novo, que bom”. Isso é muito gratificante.

O trabalho
Trabalho de segunda a sexta, com crianças da educação infantil, de 5 e 6 anos. Eu os oriento no conteúdo pedagógico, na rotina das refeições e higiene pessoal. Tem o cronograma de aulas de artes, inglês, educação física e eles também fazem atividades aqui na biblioteca, quadra, parque, solar e subsolo. O período é integral, as crianças chegam às 6h45 e a última vai embora por volta das 19h30. Eu me integro através da elaboração de projetos educacionais, de planejamentos, reuniões e capacitações oferecidas para os funcionários da escola. Sinto-me muito valorizada aqui.

Debora fora da escola
Mãe, esposa e dona de casa. Saio daqui, pego minhas filhas na casa do meu pai, as levo para casa, faço a janta, ao mesmo tempo que as oriento no conteúdo pedagógico com as lições de casa, todos os dias. Quando não são as lições de casa são as provas, semanas de prova, agora elas estão em provas. Já passo o dia inteiro longe delas então esses momentos com as minhas filhas e família é fundamental.

Lido 7035 vezes Última modificação em Quarta, 30 Março 2016 10:34

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