Cinemateca exibe Festival Jovem.Doc a partir desta terça-feira

Evento acontece de 25 a 27 de abril 

Por FapInforma

De 25 a 27 de abril, serão exibidos na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, os dez documentários vencedores do Edital Jovem.Doc. “A exibição de todos os filmes será um momento para celebrar a finalização desse projeto, que foi oportunidade para a carreira de seus participantes”, comenta a professora Clélia Rejane Antonio-Bertoncini, coordenadora do projeto. “A realização do Jovem.Doc é um fio de esperança num contexto de desestabilização da cultura nacional. Mantém viva a cultura em nosso país”, acrescenta.

A iniciativa é resultado do Programa de Fomento à Produção de Conteúdo Audiovisual Brasileiro, parceria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Cinemateca Brasileira. Os recursos são originados do Ministério da Cultura (Minc) e a Fundação de Apoio à Universidade Federal de São Paulo (FapUnifesp), é a instância responsável pelo seu gerenciamento.

Ao todo, foram 148 inscrições válidas, vindas das regiões brasileiras: Sul (26), Sudeste (81), Centro-Oeste (11), Nordeste (24) e Norte (6). Dessas, foram selecionadas 10 propostas (duas de cada região). Os finalistas foram contemplados com R$ 100 mil para realizar documentários com 26 minutos de duração.

De acordo com o edital, lançado em dezembro de 2014, podiam participar brasileiros entre 18 e 29 anos. A ideia, ao se determinar esse público-alvo, foi trazer a visão dos jovens sobre questões cotidianas nos centros urbanos brasileiros, as conexões que eles estabelecem com a mídia digital e como essa geração se apropria da construção dos processos sociais de cidadania. “É um projeto feito pela juventude, para mostrar suas questões, pelo seu olhar”, resume a professora.

Dos 10 documentários selecionados, nove estão finalizados. Apenas um ainda passa por acertos técnicos. Dois auditores, contratados pela Cinemateca, analisam as condições técnicas para as devidas correções, antes da exibição, e posterior arquivamento do material produzido.

Após o festival, algumas redes de televisão, entre elas o canal “Arte 1” e a “EBC”, estão sendo contatadas para retransmiti-los em suas grades de programação, em datas e horários a serem definidos.

Alguns dos filmes, também, participam de mostras e festivais pelo Brasil e no mundo, como é o caso do filme de Juscelino Ribeiro de Oliveira Júnior, “Deixa a Chuva Cair”, exibido no Festival de Cannes de 2016 na França.Deixa a Chuva Cair conta a história da violência na periferia da capital do Piauí, Teresina. Foi inspirado em composições do rapper Preto Kedé.

Confira a programação do evento:

Terça - 25/04
Foyer Sala Petrobras
18h Coquetel
Sala Petrobras
19h Abertura
20h Sessão de abertura: A batalha de São Bráz | Enquadro

Quarta - 26/04
Sala Petrobras
19h Ônibus hacker | Tomada da casa do povo
20h Confirmou Presença | Faixa

Quinta - 27/04
Sala Petrobras
19h A batalha de São Bráz | Deixa a chuva cair
20h Àquem Margens: Juventude e exclusão social em áreas de mineração | Intervenções urbanas
21h Plano aberto | Enquadro

Confira a sinopse dos documentários:

Àquem Margens: Juventude e exclusão social em áreas de mineração
Direção: Alexandra Duarte
Cotidiano, condições de vida, conflitos e sonhos de jovens moradores do Bairro Araguaia em Marabá, Pará, são tema do filme Àquem Margens: Juventude e exclusão social em áreas de mineração. Os jovens do bairro, originado de ocupação urbana e separado do restante da cidade pela Estrada de Ferro Carajás, ferrovia utilizada pela mineradora Vale para escoar os minérios explorados na região, são estigmatizados como moradores de um “lugar perigoso”. Eles e suas famílias vivem sem direitos e serviços públicos básicos, o que contrasta com a riqueza exportada continuamente pelo trilho que atravessa a ocupação e expõe a cidadania aquém margens do progresso.

A batalha de São Bráz
Direção: Adrianna Oliveira
Mercado de São Bráz, Belém, Pará, Norte do Brasil. Durante o dia, o espaço é uma feira em um prédio histórico abandonado, construído em uma época de grande riqueza na cidade. Mas nos sábados à noite, o lugar se transforma em uma das manifestações do hip-hop: a Batalha de MC’s. Jovens da periferia da cidade se reúnem para saber quem é o melhor MC da noite.

Confirmou presença
Direção: Caru Roelis
Documentário que aborda temas da atualidade que envolvem o universo de jovens em suas buscas por inclusão e liberdade, cidadania e participação na vida comunitária. Retrata as expressões da cultura urbana e principalmente a cultura digital como elo de mobilização para manifestos e alteração do meio em que vivem. O filme retrata a juventude brasileira, em seu aspecto de luta por causas sociais e a velocidade em que a internet transforma estas aspirações em verdadeiras ações de mobilização social.

Deixa a chuva cair
Direção: Juscelino Ribeiro
Na última década, um histórico conflito entre gangues tem se agravado, comprometendo seriamente o futuro de uma juventude inteira da região do Promorar, na zona Sul de Teresina. Com o intuito de pôr um fim à violência entre os jovens, os rappers Preto Kedé, Lu de Santa Cruz e Aliado Negro criaram A Irmandade. Aos poucos, o grupo - que sempre cantou sobre o cotidiano das comunidades - passou a abordar também questões como proximidade com o crime, expansão das drogas e preconceito com os moradores das periferias, além de denunciar casos de racismo e truculência por parte de policiais militares. Em uma manhã de agosto, uma canção de desabafo cheia de ira caiu como uma bomba nas mãos da mídia, da polícia e - principalmente - dos próprios músicos.

Enquadro
Direção: Lincoln Péricles
Eles falam sobre seus trabalhos e sobre a polícia. Matéria fantasmagórica.

Faixa
Direção: Roger Pires, Bruno Xavier, Pedro Rocha e Yargo Gurjão
Na cidade, as ruas são como veias. O cicloativismo exige ciclofaixas e outras coisas mais. Este documentário é tipo um “bike movie”. Ou mais simples mesmo: um filme de bike.

Intervenções urbanas
Direção: Lorena Figueiredo
Intervenção urbanas busca apresentar um novo olhar sobre o Distrito Federal, por meio das intervenções urbanas presentes no concreto da rua. Os inimagináveis assuntos, muitas vezes, esquecidos diante da rotina. São contrastados e interrogados, constituindo um personagem vivo no meio urbano.

Ônibus hacker
Direção: João Markun, Agnis Freitas, Camila Izidio
O documentário conta a história de um grupo de jovens ativistas e de uma viagem entre São Paulo e Brasília, dentro do Ônibus Hacker. No trajeto, acontecem as "Invasões Hackers" – ações de transformação local que fazemos nas cidades do percurso e contemplam oficinas, debates, intervenções e ações diversas, feitas pelos diferentes tripulantes do Ônibus. A fórmula se repete, mas é imprevisível - olhar, intervir, trocar e errar. Afinal, tentar e errar são as premissas de aprendizado no Ônibus Hacker.

Plano aberto
Direção: Elder Barbosa
Leonardo é militante de um coletivo autonomista do Complexo do Alemão que luta pela saída da UPP da favela. Geandra é uma atriz de um uma companhia de teatro marginal da Maré. Alice é uma cineasta que realiza cinema independente na zona norte da cidade. Zé faz parte da luta do Movimento Passe Livre por uma revolução urbana. Jovens ativistas vivem e constroem novas formas de resistência nas periferias do Rio de Janeiro.

Tomada da casa do povo
Direção: Alexandre Guilhão
Durante os dias 10 e 18 de julho de 2013 a câmara de vereadores da cidade de Porto Alegre foi tomada por manifestantes do chamado “Bloco de Luta pelo Transporte Público”, este documentário discute os fatos que levaram o Bloco a decidir pela ação, analisar como foram e quais os resultados dos 9 dias, bem como, a repercussão que se teve na mídia, entre a população e entre os vereadores.

Outros detalhes podem ser acessados pelo site do projeto: www.jovemdoc.org.br.

A Cinemateca está localizada no Largo Senador Raul Cardoso, nº 207, Vila Clementino, zona Sul de São Paulo.

 

Última modificação em Sexta, 28 Abril 2017 12:32

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