Informes e Recomendações CEUA

  1. Prezados Pesquisadores,

    A Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA) informa que os Médicos Veterinários, Responsáveis Técnicos e Coordenadores de Biotério setoriais têm o direito de solicitar aos pesquisadores o formulário contendo as informações do projeto e a carta de aprovação da CEUA a fim garantir o suporte necessário para o bem-estar animal.

    Certos de contar com a compreensão de todos,

    CEUA 

  2.  A CEUA RECOMENDA : Quando há administração de Tramadol em roedores considerar a associação de outros agentes como Dipirona, Meloxicam e outros.
  3. A CEUA INFORMA : Projetos não registrados no sistema CEUA

     Informamos que, a partir de 01/08/2017, somente os projetos registrados no sistema CEUA serão apreciados pela relatoria.
    A secretaria CEUA orientará os pesquisadores, que possuem projetos offline, sobre os procedimentos para a inclusão online.
  4. Orientação sobre como inserir no sistema CEUA o número de animais quando Proles são utilizadas nos experimentos.
    a)      Inserir no formulário o número de machos e número de fêmeas que darão origem a Prole.
    b)      Descrever nos procedimentos que a Prole será utilizada.
    c)      Prole não deve ser contabilizada.
    Atenção: Se o pedido inicial de animais for de neonatos,  estes devem ser contabilizados.

Como fazer diluição de anestésicos

COMO FAZER DILUIÇÃO DE ANESTÉSICOS

Recomenda-se diluição dos medicamentos para camundongos e pequenos roedores para termos melhor precisão nas doses oferecidas.
Observe que há substâncias fotossensíveis, a qual necessita ser preparada protegida da luz, em frasco âmbar ou envolto em papel alumínio.

Cetamina (100 mg/ml): diluir para 50 mg/ml. Misture 1 (um) ml da cetamina com 1 (um) ml de solução de água estéril ou salina 0,9%
estéril em tubo Eppendorf ® estéril.
Identifique com a concentração atualizada e data da diluição.

Xilazina (20 mg/ml): diluir para 2 mg/ml. Misture 1 (um) ml da xilazina com 9 (nove) ml de solução de água estéril ou salina 0,9%
estéril em tubo Eppendorf ® estéril.
Identifique com a concentração atualizada e data da diluição.

Acepromazina (2 mg/ml): diluir para 1 mg/ml. Misture 1 (um) ml da acepromazina com 1(um) ml de solução de água estéril ou salina
0,9% estéril em tubo Eppendorf ® estéril.
Identifique com a concentração atualizada e data da diluição.

Midazolam (5 mg/ml): diluir para 1 mg/ml. Misture 1 (um) ml da midazolam com 4 (quatro) ml de solução de água estéril ou salina
0,9% estéril em tubo Eppendorf ® estéril.
Identifique com a concentração atualizada e data da diluição.

Referência bibliográfica:
https://animalcare.ubc.ca/sites/default/files/documents/Guideline%20-20Rodent%20Anesthesia%20Analgesia%20Formulary%20%282016%29.pdf

Contato

 CONTATO POR E-MAIL: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

               SEMPRE que enviar um e-mail para a CEUA informe:

                Número CEUA, nome completo do pesquisador principal e título do projeto

 CONTATO POR TELEFONE NOS HORÁRIOS:

               Segunda-feira 09h às 11h

               Quarta-feira 09h às 11h

               Sexta-feira 09h às 11h

           Telefone: 5576-4848 VoIP 1239

 PARA CONTATO PRESENCIAL FAVOR AGENDAR POR E-MAIL

 

Princípio dos 3 R's

Existe um compromisso da comunidade científica mundial em seguir os Princípios de Russell-Burch (1959) de “redução, substituição e refinamento” no uso de animais, conhecido como Princípio dos 3R’s. Mesmo que datada do final da década de 50, os princípios de William Russell e Rex Burch ainda mantêm-se ativa nos meios científicos e acadêmicos. Deve sempre haver reflexão para tentar reduzir o número de animais por procedimento experimental em um estudo, substituir o uso de animais sempre que possível e aprimorar métodos já descritos para minimizar o desconforto animal são imperativos.

 

O que são os 3 R's?

REDUCTION (redução)

Estabelecimento de banco de dados, facilitação de acesso à literatura especializada e estímulo a publicação de resultados negativos.

Qualidade genética, sanitária e ambiental dos animais possibilita uma menor dispersão dos resultados portanto diminuição do número de animais utilizados;

Planificação das experiências a fim de poder compartilhar os mesmos animais.

 

REPLACEMENT (substituir)

Substituição de estudos em animais vertebrados vivos, por invertebrados, embriões de vertebrados ou microorganismos;

Trabalhos com órgãos e tecidos isolados de animais;

Técnicas “in vitro” utilizando cultura de tecidos e células;

Sistemas físico-químicos mimetizantes de funções biológicas;

Simulação de processos fisiológicos utilizando computadores.

 

REFINEMENT (refinar)

Refinar os protocolos experimentais para minimizar a dor ou o estresse sempre que possível

Como refinar?

Obter treinamento adequado antes de executar qualquer experimento;

Usar técnicas apropriadas para o manuseio dos animais;

Assegurar que as dosagens das drogas estão corretas;

Identificar a dor ou o estresse e estabelecer procedimentos para prevenir ou aliviá-los;

Usar analgésicos e anestésicos apropriados para experimentos potencialmente dolorosos;

Realizar cirurgias de forma asséptica para evitar infecções;

Realizar uma única cirurgia por animal;

Estabelecer cuidados pós-cirúrgicos adequados.

Obter treinamento adequado antes de executar qualquer experimento;

Usar técnicas apropriadas para o manuseio dos animais;

Assegurar que as dosagens das drogas estão corretas;

Identificar a dor ou o estresse e estabelecer procedimentos para prevenir ou aliviá-los;

Usar analgésicos e anestésicos apropriados para experimentos potencialmente dolorosos;

Realizar cirurgias de forma asséptica para evitar infecções;

Realizar uma única cirurgia por animal;

Estabelecer cuidados pós-cirúrgicos adequados.

 

Poderíamos acrescentar mais 2 R's :

Respeito – trabalhar com uma vida, conhecer comportamento de cada espécie, suprindo necessidades, com manipulação e instalações adequadas;

Relevância – considerando a importância do trabalho, justificar o uso animal, pensar até que ponto os procedimentos e resultados podem ser extrapolados para a realidade de um tratamento para o ser humano ou outro animal.

                                                                                        Deve-se pensar sobre

o grau de prejuízo (físico, emocional e comportamental, entre outros)

a que o animal será submetido

X

benefício em relação à ampliação do conhecimento na área de investigação;

melhoria na qualidade da compreensão de mecanismos fisiológicos, patológicos, toxicológicos; aprimoramento de informações sobre saúde humana e animal

 

                                                                                   

                                                                                        Fazer sempre uma

avaliação da relação maleficência / beneficência