5 de fevereiro, dia Nacional da Mamografia

5 de fevereiro, dia Nacional da Mamografia

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Mamografia, detecção precoce do Câncer de Mama

 

O QUE É MAMOGRAFIA ?

É uma radiografia (chapa) das mamas. Esse exame apresenta uma baixa dose de radiação e fornece uma imagem do interior das mamas e parte das axilas. O médico analisa essas imagens e procura algo de anormal. Atenção! Nem todo achado anormal quer dizer que seja câncer de mama. Ao contrário, a maioria dos achados é benigna, mas muitas vezes precisam de uma análise do tecido (biópsia ou punção) Esses achados anormais podem ser nódulos ou calcificações que não são percebidos pelo exame de toque da mulher ou do Ginecologista, pois são muito pequenos ou localizados em regiões profundas das mamas. Também quando a mulher ou o seu médico percebe alguma alteração na palpação a mamografia pode ser necessária. Para a realização desse exame, utiliza-se o aparelho chamado de MAMÓGRAFO. A mama é colocada entre duas placas de acrílico para espalhar o tecido da glândula e é feita a radiografia. Para ter uma idéia, faça o seguinte: coloque sua mama entre mãos espalmadas e exerça uma pressão firme: esse é o desconforto que o exame pode causar. O melhor período para fazer o exame é logo após a menstruação. Quando a mama está dolorida ou inchada, a mamografia poderá ser desconfortável.

COMO É FEITA A MAMOGRAFIA ?

mamografia campus

Quem realiza o exame é um técnico em exames radiológicos especializado em fazer radiografias das mamas. O médico fará a leitura dessas imagens para verificar a existência de alguma alteração. Lembre-se que o exame realizado adequadamente e também interpretado por um profissional habilitado será muito importante para a detecção de pequenas alterações. A mamografia ainda é o exame para o rastreamento populacional do câncer de mama, para sua detecção em fases iniciais. A ultrassonografia, a ressonância e outras novas tecnologias poderão ser indicadas em situações especiais, conforme a orientação do médico. As mamas são colocadas sobre uma placa de acrílico e outra placa semelhante exerce uma pressão para que a mama fique com uma espessura uniforme. Esse detalhe faz toda a diferença! É a compressão que facilita a identificação de lesões suspeitas que possam estar escondidas atrás do  tecido mamário. Esse cuidado também evita o diagnóstico de lesões que não existem formadas pelas áreas mais densas da glândula que ficam sobrepostas, formando uma falsa imagem. A compressão dura alguns segundos e pode causar algum desconforto, mas você deve lembrar a importância desse detalhe! 

Evite marcar o exame para uma data que anteceda a menstruação, quando as mamas podem estar mais sensíveis!

AINDA SOBRE A MAMOGRAFIA ...

Embora a mamografia seja o principal exame para detectar anormalidades nas mamas, apenas uma BIÓPSIA poderá confirmar o diagnóstico, se benigno ou maligno. Um relatório médico (laudo) acompanha os filmes ou o CD que contem as imagens do exame. Geralmente o parecer neste relatório consta de uma classificação denominada BI-RADS, usada em quase todo o mundo para uniformizar o laudo. Essa classificação vai de 0 (zero) a 6 (seis) e cada uma delas sugere uma conduta específica. Se no laudo constar BI-RADS 4 ou 5 seu médico deverá solicitar uma BIÓPSIA.


BIÓPSIAS MAMÁRIAS

comunicasp biopsia

No passado, as biópsias mamárias eram apenas cirúrgicas (ou abertas). Era necessário internação, anestesia, maior tempo de recuperação e afastamento das atividades. Ainda, mais dolorosas, deixavam cicatrizes e custo elevado. Felizmente com a tecnologia foram desenvolvidas as biópsias fechadas – ou por agulha. Esse procedimentos são menos invasivos, menos demorados e menos dolorosos. São realizados em centros diagnósticos com anestesia local. Também não deixam cicatrizes e não deformam a mama. Seu custo também é inferior ao custo das biópsias cirúrgicas. Assim, hoje, a maioria das lesões mamárias que precisam ser investigadas podem ser analisadas por meio destes procedimentos menos invasivos.


Existem 3 tipos de biópsias disponíveis:

Tipo Descrição
PAAF Punção aspirativa com agulha fina - usualmente realizada quando a paciente apresenta CISTO – bolinhas de água, quando essas são dolorosas ao toque.
BIÓPSIA DE FRAGMENTO Também chamada de “core biopsia” - mais utilizada para a investigação de nódulos observados no exame clínico, na mamografia ou na ultrassonografia
BIÓPSIA À VÁCUO A biópsia mais recente de todas. Permite realizar remoção de fragmentos da lesão para sua análise, as vezes até com sua remoção completa. É a melhor  dentre as biópsias para o análise das microcalcificações agrupadas suspeitas.

 

COMO O MÉDICO FAZ AS BIÓPSIAS ?

Quando a lesão é PALPÁVEL, ou seja percebida pelas mãos, o médico pode realizar sem a ajuda de equipamentos de imagem. Porém se a lesão é IMPALPÁVEL, será necessário um método de imagem para direcionar o local correto e assim a agulha atingir o alvo (lesão). As lesões visíveis a ULTRASSONOGRAFIA são mais facilmente biopsiadas. A mulher fica deitada com os braços apoiados atrás da cabeça e a anestesia local é realizada. Com o auxílio do US o médico direciona a agulha para a área correta e coleta material da lesão para análise. Quando a lesão é apenas visível na mamografia é necessário realizar a biópsia guiada por esse exame. Existe uma maca adaptada que permite que a paciente fique deitada de bruços e com a mama encaixada em uma abertura. A mama é comprimida como quando se faz a mamografia e com o auxilio do computador a agulha é direcionada para o local exato da lesão. Então o médico poderá coletar o material para análise


A maioria das lesões que necessitam de biópsia NÃO são câncer de mama. Assim, biópsia NÃO é sinônimo de câncer!


POR QUE FAZER A MAMOGRAFIA ?

Realizar a mamografia anualmente após os 40 anos permite o diagnóstico precoce e isso significa:

  • chance cura é de 90 a 95%;
  • cirurgias menores;
  • tratamentos menos agressivos.

 

Você realizou MAMOGRAFIA no último ano ?   Defina o mês do seu aniversário para colocar seus exames em dia!

 

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ELABORADO POR

comunicasp simone elias

Professora Adjunta Doutora da Escola Paulista de Medicina - Universidade Federal de São Paulo Professora Orientadora do Programa de Pós-Graduação em Ginecologia da Escola Paulista de Medicina - Universidade Federal de São Paulo. Possui Pós-Doutorado na área de Radiologia Clínica (2008) pela Universidade Federal de São Paulo, Doutorado em Medicina (Mastologia) pela Universidade Federal de São Paulo (2004), Mestrado em Ginecologia pela Universidade Federal de São Paulo (1997) e Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos (1990). Tem experiência na área de Mastologia (clínica, diagnóstico e cirurgia) atuando principalmente nos seguintes temas: câncer de mama (rastreamento e detecção precoce), diagnóstico em Mastologia (mamografia, novas tecnologias e procedimentos invasivos), controle de qualidade e proteção radiológica em mamografia e qualidade de vida em sobreviventes de câncer de mama.

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