Espaços administrativos e de apoio a infraestrutura são assuntos abordados em oficina

A construção de espaços compartilhados foi sugerida durante a oficina do PDInfra-CSP

Por Loane Carvalho

Na última sexta-feira (25/11) foi realizada a oficina de trabalho “Situação atual e necessidades para atividades administrativas. Sugestões”. O encontro faz parte do ciclo de oficinas organizadas pela Comissão do Plano Diretor de Infraestrutura do Campus São Paulo (PDInfra-CSP).

A reunião, que contou com a participação de representantes acadêmicos da Escola Paulista de Enfermagem (EPE) e da Escola Paulista de Medicina (EPM),  e  administrativos do Campus, teve o intuito de “levantar os problemas e as possíveis abordagens para aprimorar o atendimento dos setores administrativos e de  infraestrutura, visando a melhoria dos serviços prestados à comunidade e os de apoio às Escolas Paulistas de Enfermagem e de Medicina” - graduação, pós-graduação e extensão, segundo a coordenadora da Comissão, Beatriz Castilho.

Diferentemente dos outros encontros organizados pela Comissão do PDInfra-CSP, este não contemplou apresentação sobre a temática a ser discutida entre os participantes. A oficina de trabalho foi feita de maneira aberta às discussões, conforme as perspectivas a serem pautadas pelas pessoas que compareceram ao Anfiteatro Leitão da Cunha.

 

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As oficinas do PDInfra-CSP são acompanhadas por Ricardo Florez (de amarelo), representante da empresa responsável pela construção do Plano Diretor. Crédito: Marli Fortunatti

 

O pró-reitor de Planejamento (ProPlan/Unifesp), Ésper Cavalheiro, sugeriu que “a vice-diretora do Campus São Paulo, Beatriz Castilho, e as diretoras da Escola Paulista de Enfermagem (EPE/Unifesp), e da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp),  poderiam sintetizar quais são as dificuldades da administração do CSP e da EPE e EPM e como elas poderiam ser trabalhadas”.

De acordo com Janine Schirmer, diretora da EPE, “a Escola de Enfermagem não possui estrutura administrativa mínima como a diretoria gostaria que fosse”.

O “Campus São Paulo, a EPE e a EPM estão ainda aprendendo a funcionar sob esta forma de organização, que foi definida há cerca de seis anos no estatuto e regimento geral”, segundo Beatriz. “Toda a questão administrativa e de infraestrutura é direcionada para a Diretoria de Campus. E as questões acadêmicas cabem às Diretorias das Escolas”, complementou.

O atual organograma da Diretoria do CSP, elaborado na gestão da Profa. Rosana Puccini, diretora do Campus, em conjunto com os profissionais vinculados aos departamentos do Campus e suas divisões, foi um ponto questionado pelo pró-reitor da ProPlan. Segundo Ésper, “nem todos conhecem a estrutura administrativa do Campus São Paulo. Para construir necessidades futuras é preciso saber onde nós estamos. Quais são as divisões, quantas estruturas, quantas pessoas tem em cada setor, como é que estamos trabalhando hoje. Em cima deste diagnóstico a gente começa a ver o que está faltando e descrever. O futuro se constrói com diagnóstico atual, e ele tem que ser feito para saber onde queremos chegar em 5, 10 e 20 anos”.

A vice-diretora do CSP, Beatriz Castilho, informou que “o organograma da estrutura administrativa do Campus está disponível na página web do Campus, sendo importante que a comunidade conheça essa estrutura”; também mencionou que as escolas devem avaliar quais as atividades administrativas que gostariam de ter na sua composição, evitando a duplicação do serviço e esforços.

 

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O organograma do Departamento de Administração do CSP foi uma das questões abordadas durante o encontro. Crédito: Marli Fortunatti

 

Segundo Emília Sato, diretora da EPM, “No ponto de vista da EPM, não temos necessidade de ter setores com atividades administrativas. A demanda é feita pela Escola, mas quem tem que atender, dentro do possível, é o Campus. Não temos essa necessidade administrativa. Sugiro que o Campus tenha um setor de apoio jurídico, que pudesse atender às duas escolas.”

A diretora comentou com os participantes que a Escola Paulista de Medicina comprometeu o espaço do Museu, que retrata a história das duas Unidades Universitárias, para abrigar a Diretoria da EPM. “A Escola precisa de um espaço para as peças pertencentes ao Museu, esta é uma dívida que temos. Prometemos que um dia construiríamos este espaço”, ressaltou.

Espaços compartilhados

As duas diretoras trouxeram a sugestão de ter um espaço compartilhado para a Secretaria da Graduação, contemplando os cursos da EPM e da EPE, e concordam que esta proposta pode ser estendida aos cursos da pós-graduação. “A ação diminuiria a demanda por espaços e recursos humanos para as atividades administrativas da graduação e pós-graduação”, segundo Emília.

“As peculiaridades dos programas de Pós-Graduação dificultam a existência de uma secretaria única para o serviço”, segundo Gilles Landman, que representou neste encontro a Câmara de Pós-Graduação e Pesquisa da EPM/Unifesp. “A ideia poderia ser trabalhada com áreas de conhecimento, uma fusão interessante”, complementou.

O assessor da Diretoria do Campus São Paulo, Rudolf Wechsler, participou da discussão e abordou a ocupação do prédio Octávio de Carvalho, antigo local da Reitoria. “O edifício funciona com atividades administrativas do Campus SP e algumas acadêmicas. A ocupação atual deveria ser repensada, pois algumas atividades têm sido duplicadas e perde-se o fluxo, fazendo com que as pessoas não tenham conhecimento de onde estão essas estruturas.”

Segundo Rudolf, “existem espaços que não são utilizados com tanta frequência. A falta de espaços integrativos é insustentável e faz com que a integração entre os conhecimentos e as pessoas não ocorra. É um momento de integração, não de duplicação e ociosidade”.

O diretor do Departamento de Infraestrutura, Paulo Fernandes, ratificou que o serviço não deve ser duplicado entre as três instâncias (EPE, EPM e Campus). “A parte administrativa deve olhar para o Campus como um todo e atendendo às duas escolas, para que não ocorra duplicação de responsabilidade e de competência.”

A utilização de um sistema informatizado que possibilite a interação entre os serviços foi objeto de discussão citado pela chefe da Divisão de Serviços Gerais do CSP, Silmara Siqueira. “O sistema é um ponto a ser considerado para o Campus e que fará muita diferença para o usuário”. Silmara também abordou a otimização dos espaços, pois, segundo ela, “a dispersão dos imóveis torna inviável a redução dos custos com os serviços terceirizados e dificulta o planejamento”.

Os participantes da oficina do PDInfra-CSP apontaram outros aspectos que serão analisados na construção do Plano Diretor: a falta de comunicação e informação; a integração entre as áreas administrativas e de infraestrutura; a modernização da infraestrutura existente; a manutenção corretiva e preventiva; a qualidade de vida e segurança do trabalho; e outros que independem do PDInfra, mas precisariam ser trabalhados, como a mudança cultural; a questão do quadro insuficiente de recursos humanos, e sua reposição, e os sistemas informatizados.