Edifício dos Ambulatórios/Hospital-Dia e Hospital da Criança e do Adolescente são temas da oficina do PDInfra

O encontro da segunda oficina do PDInfra contemplou as áreas físicas dos dois imóveis assistenciais

Por Loane Carvalho

Profa. BeatrizDando continuidade às oficinas de trabalho do Plano Diretor de Infraestrutura do Campus São Paulo (PDInfra), dentro do Tema 1 (Desafios da organização das atividades assistenciais para o ensino no século XXI no contexto do sistema de saúde - perspectivas para 5, 10 e 20 anos), representantes acadêmicos e administrativos estiveram reunidos no dia 23 de setembro.

No encontro, que ocorreu no Anfiteatro Leitão da Cunha, a coordenadora da Comissão do PDInfra do CSP e vice-diretora do Campus São Paulo, Beatriz Amaral de Castilho, apresentou aos participantes os responsáveis pelas exposições e o tópico da segunda oficina: “Situação atual e perspectivas das atividades nos imóveis do Campus – o Edifício dos Ambulatórios/Hospital-Dia (Rua Botucatu, 821) e Hospital da Criança e do Adolescente”. 

   

  

Profa. RosanaA diretora do Campus São Paulo, Rosana Fiorini Puccini, apresentou a situação atual e as perspectivas dos imóveis assistenciais, comparando os números de imóveis alugados e próprios, no período de abril de 2013 a julho de 2016.

Fez uma síntese do trabalho de avaliação dos imóveis feito pela Comissão do PDInfra em conjunto com a Pró-Reitoria de Planejamento da Universidade Federal de São Paulo (ProPlan/Unifesp), o qual foi analisado também nas Congregações da Escola Paulista de Medicina (EPM) e Escola Paulista de Enfermagem (EPE), Conselho de Campus e no Conselho Gestor do Hospital São Paulo (HSP/HU).

Além dessa avaliação e como resultado das discussões sobre as desocupações e destinos das atividades, foi proposta a construção de três edifícios: 1) Edifício Acadêmico para atividades didáticas (anfiteatros, laboratórios didáticos), na Rua Dr. Diogo de Faria, 779 (na continuidade dessas discussões, estas atividades e o destino deste terreno estão sendo revistos); 2) Edifício Acadêmico, para laboratórios de pesquisa, na Rua Pedro de Toledo, 697; e, 3) Edifício Assistencial, localizado entre Rua Pedro de Toledo, Rua dos Otonis e Rua Varpa, 426. Em reunião da Congregação da EPM, realizada em maio de 2014, foi feita uma indicação para que este edifício assistencial fosse destinado ao Hospital da Criança e do Adolescente, uma vez que havia uma discussão mais consolidada a respeito desse atendimento. O Prof. José Ferraro, diretor superintendente do Hospital Universitário da Universidade Federal de São Paulo (HSP/HU-Unifesp), levantou questões e problemas quanto à confluência do atendimento prestado à criança junto com o adulto e que existia a necessidade de se levar a pauta para o Conselho Gestor do Hospital Universitário, buscando definir a abrangência dessa assistência e as relações com o atendimento já existente.

 

 

Edifício dos Ambulatórios/Hospital-Dia

A destinação do prédio localizado na Rua Botucatu, 821, foi o foco das apresentações feitas pelo diretor superintendente do HSP/HU-Unifesp, José Roberto Ferraro, o diretor administrativo do HSP/HU-Unifesp, Marcelo Cincotto Esteves dos Santos, o diretor da Gerência de Engenharia e Infraestrutura Hospitalar (HSP/HU-Unifesp), Carlos Cesar Meireles, e o diretor de Tecnologia da Informação (HSP/HU-Unifesp), Nelson Akamine.

“Atualmente, o paciente tem que se deslocar por vários imóveis assistenciais da Vila Clementino, considerando a complexidade do atendimento”. Segundo Prof. Ferraro, a utilização do prédio terá “o paciente como foco de atendimento”, e desta forma conseguirá atendê-lo sem que precise transitar por vários locais.

Marcelo dos Santos discorreu a respeito da metodologia de como será a ocupação dos espaços. Conforme destacou o diretor administrativo, o critério de seleção para a ocupação levou em consideração os ambulatórios que prestam atendimento ao adulto, com ênfase na necessidade de adequação segundo as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), realização de procedimentos, possibilidade de atuação multidisciplinar, entre outras. 

A estrutura e o serviço a ser prestado em cada andar foram assuntos apresentados pelo engenheiro Carlos Meireles. “O prédio contará com sete elevadores, controle de acesso, sistema de geradores, central de gás e ar-condicionado, água de reuso, e está sendo estudada a utilização de energia solar para alguns sistemas”, segundo informado por Meireles. O projeto idealizado teve a execução do contrato dividida em duas etapas: a fase um foi concluída em 13/08/2015 e o término da fase dois está previsto para julho/2017.

A relação das especialidades dentro desse edifício ambulatorial ficou sob responsabilidade do diretor de Tecnologia da Informação, Nelson Akamine. O especialista concorda com o pensamento do Prof. Ferraro em relação à dificuldade que a distribuição das atividades assistenciais nos imóveis da Vila Clementino ocasiona para os pacientes. Mediante esta situação, surge a necessidade de recriar o fluxo de atendimento. O diretor de TI elencou as “três tendências na assistência em saúde: 1) Foco no paciente; 2) Assistência multiespecializada; e, 3) Technology reboot” (agregar simultaneamente todas as tecnologias que melhoram a eficiência da assistência). 

 

Prof. Ferraroakamine

 

Instituto da Criança e do Adolescente

A chefe do Departamento de Pediatria da EPM/Unifesp, Ana Lucia Goulart, apresentou o histórico da discussão de ter um prédio destinado ao atendimento da criança e do adolescente. “A partir da gestão do Prof. Fernando José de Nóbrega, em 1979, que começou a se pensar em um Instituto e fazer o plano para este. Passou por várias gestões até chegar nos dias atuais”, relatou Profa. Ana Lucia. O planejamento básico do hospital pediátrico objetiva o atendimento integral de elevada qualidade, que possa incorporar as tecnologias modernas e que, consequentemente, contempla o ensino, a pesquisa e, também, o aprimoramento da assistência. 

A estrutura predial exposta pela coordenadora de arquitetura da Gerência de Engenharia e Infraestrutura Hospitalar (HU/HSP), Bruna Marrocos, contemplou áreas físicas que foram projetadas para abrigar a maioria dos ambulatórios pediátricos que estão distribuídos na Vila Clementino, unidades de internação e suprir as carências de terapia intensiva, especialidades cirúrgicas e diálise.

 

Após as apresentações foi aberto espaço para discussão, tendo sido acordada a importância de se levar a discussão sobre o Hospital da Criança e do Adolescente para o Conselho Gestor do Hospital.