Automutilação: cresce alerta entre crianças e adolescentes no Brasil

A escola é vista por autoridades e especialistas com um papel central na identificação dos casos

Cada vez mais comuns entre crianças e adolescentes, as automutilações trazem à tona feridas emocionais de meninos e meninas e mobilizam escolas em planos de intervenções e ações preventivas.

O Brasil não tem dados específicos sobre o número de jovens que se automutilam. Nos corredores dos colégios e consultórios, porém, a sensação é de aumento. 

Para o médico Gustavo Estanislau, especialista em Psiquiatria da Infância e Adolescência e coordenador do Projeto Cuca Legal da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ainda é comum que as escolas reajam diante de casos de autolesão ou com susto excessivo ou banalização. Ele defende a abertura ao diálogo e o acompanhamento profissional.

“Temos de ter cuidado para não sobrecarregar o educador, mas fortalecê-lo para identificar e fazer ao menos o primeiro movimento de encaminhar ao orientador.”

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Projeto Cuca Legal

É uma iniciativa ligada ao Departamento de Psiquiatria da da Unifesp que visa à promoção de saúde mental e a prevenção de transtornos mentais em ambientes de ensino, através do desenvolvimento de programas de intervenção baseados em evidências científicas.

cucalegal 2Idealizado pelo professor Rodrigo Bressan em 2006, e coordenado por Adriana Fóz até 2017, o Cuca Legal passou a ser uma referência na área, fundamentado na premissa de que a disseminação adequada de informações sobre saúde mental é fundamental para o desenvolvimento de fatores protetores que levam ao bem estar e para a redução dos fatores de risco que estão associados ao surgimento e às complicações dos transtornos mentais. (Fonte: Projeto Cuca Legal)

 

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Fonte: Saúde Estadão