Ração Irradiada

A ração utilizada no CEDEME em todos os seus modelos é irradiada e segue a seguinte composição:

 

Composição básica do produto

Milho integral moído, farelo de soja, farelo de trigo, carbonato de cálcio, fosfato bicálcico, cloreto de sódio, premix vitamínico mineral e aminoácidos.

Níveis de Garantia por Quilograma do Produto

Umidade (máx)................................... 12,5%

Proteína bruta (min)............................ 22,0%

Extrato etéreo (min)............................  4,5%

Matéria mineral (máx).......................... 10,0%

Matéria fibrosa (máx)..........................  8,0%

Cálcio (máx)......................................  1,4%

Fósforo (min).....................................  0,8%

Enriquecimento por Quilograma do Produto

Vitaminas

Vitamina A 25.200,00 UI; vitamina D3 2.100,00 UI; vitamina E 60,00 mg; vitamina K3 12,50 mg; vitamina B1 14,40 mg; vitamina B2 11,00 mg; vitamina B6 12,00 mg; vitamina B12 60,00 mcg; niacina 60,00 mg; ácido pantotênico 112,00 mg; ácido fólico 6,00 mg, biotina 0,26 mg; colina 1.100,00 mg.

Microelementos Minerais

Ferro 50,00 mg; zinco 60,00 mg; cobre 10,00 mg; iodo 2,00 mg; manganês 60,00 mg; selênio 0,05 mg; cobalto 1,50 mg.

Aminoácidos

Lisina 100,00 mg; metionina 300,00 mg.

Aditivos

Antioxidante 100,00 mg.

Biossegurança

As instalações destinadas e edificadas para biotérios deve atender aos níveis de biossegurança com o objetivo de propiciar condições adequadas de trabalho. O trabalho em bioterios envolve riscos: ergonômicos, mecânicos, físicos, químicos e biológicos. Em referencia aos 3 últimos, aplica-se o princípio da precaução, com o objetivo de minimizar a exposição aos agentes potencialmente perigosos tanto ao traballhados quanto ao meio ambiente.

Com o objetivo de controlar os riscos para a saúde e meio ambiente, recorre-se às barreiras de contenção para limitar a ação dos agentes potencialmente perigosos. Na edificação do biotério, o risco biológico é inerente e tais barreiras são imprescindíveis para a manutenção da integridade dos trabalhadores, comunidade e meio ambiente; garantindo também a qualidade das atividades de pesquisa. As barreiras separam as áreas contaminadas de outras áreas através de antecâmaras, autoclaves com dupla porta etc...

A contenção é alcançada com a combinação de 3 elementos:

  • Boas práticas de laboratório
  • Equipamentos de proteção individual (EPI) e coletiva (EPC)
  • Instalações físicas adequadas

elementos contenção

 

São as combinações acima demosntradas que determinam o Nível de Biossegurança Animal: NBA 1, NBA 2, NBA 3, NBA 4. De acordo com a quarta edição do Guia de Biossegurança da Secretaria de vigilância em Saude do Ministério da Saúde as definições sao:

NBA 1: recomendado para trabalhos que envolvam agentes bem caracterizados, que não sejam conhecidos por provocarem doenças em humanos adultos sadios e que apresentem um risco potencial mínimo para a equipe laboratorial e para o meio ambiente.

NBA 2: envolve práticas com agentes associados a doenças humanas. Esse nível é indicado tanto para riscos advindos da ingestão, quanto para exposições da membrana mucosa e cutânea. O NBA 2 baseia-se nos requisitos de práticas padrões, procedimentos, equipamentos de contenção e instalações do NBA 1.

NBA 3: envolve as práticas adequadas para o trabalho com animais infectados por agentes nativos ou exóticos que apresentem potencial elevado de transmissão por aerossóis e risco de provocar doenças fatais ou sérias. O NBA 3 baseia-se nos requisitos de práticas padrões, procedimentos, equipamentos de contenção e instalações do NBA 2.

NBA 4: envolve práticas adequadas para o trabalho com animais infectados com agentes perigosos ou exóticos que exponha o indivíduo a um alto risco de infecções que podem ser fatais, além de apresentarem um potencial elevado de transmissão por aerossóis ou de agentes relacionados com um risco de transmissão desconhecido. O NBA 4 baseia-se nos requisitos de práticas padrões, procedimentos, equipamentos de contenção e instalações do NBA 3. 

Procedimentos Operacionais

Os procedimentos operacionais realizados no CEDEME objetivam atender às necessidades dos animais que produz, cuidando dos interesses específicos dos pesquisadores.

 

FORRAÇÃO PARA CAIXAS DE ANIMAIS DE LABORATÓRIO 

A forração dos microisoladores no CEDEME é feita na forma de FLOCOS obtida de madeira inodora, na cor marfim, sem tratamento químico, ausência de poeira, lascas, farpas, britas e impurezas oriundas de outros materiais e espécies vegetais. As informações técnicas são:

Espécie de madeira: Pinus spp., Pinaceae, material atóxico, teor de umidade: na faixa de 09 a 14%, com capacidade mínima de absorção da água: maior ou igual a 300%, a quantidade de fungos manchadores ou apodrecedores é de até 0,5% do total examinado em nível macroscópico, 

Este produto apresenta várias vantagens: 

1.maior capacidade de absorção permitindo um maior intervalo entre as trocas de animais.

2.menor quantidade de poeira cuja presença em excesso é bastante prejudicial aos animais e aos técnicos que realizam as trocas e o manuseio deste insumo, além de causar entupimento nos bicos de exaustão das racks ventiladas prejudicando seu funcionamento.

3.maior uniformidade do tamanho dos flocos facilitando a determinação da quantidade a ser colocada nas caixas.

4.comprovado impacto positivo no bem estar dos animais por ser um produto de madeira inodoro, leve, macio ao tato e que permite a confecção de ninho*.

 

*Vale observar que o CEDEME adota o enriquecimento ambiental apenas para as maternidades por meio de introdução de uma folha de papel toalha esterilizada nas caixas das matrizes como forma de auxiliar e melhorar a confecção do ninho.

 

NÚMERO DE TROCAS

Após diversos testes realizados no CEDEME com ratos e camundongos e nos diferentes modelos de microisoladores utilizados, obtivemos resultados que corroboram com as vantagens acima descritas. Observou-se que a troca de estoques de camundongos com até 6 animais adultos por microisolador passou a ser quinzenal ao invés de semanal. Também houve redução significativa de trocas de microisoladores com até 4 ratos adultos que passaram a ser realizadas 1 vez por semana quando antes eram 2 vezes por semana.

Não foram observados comportamentos característicos de estresse como canibalismo, brigas ou agressividade entre os animais expostos ao insumo.

 

QUANTIDADES DE FLOCOS UTILIZADAS

A quantidade de material colocada na caixa/microisolador deve ser aquela necessária para atingir uma altura de APROXIMADAMENTE 2 CM DE FORRAÇÃO.

Para manutenção de camundongos: em uma caixa para camundongos com 540 cm2 de piso são necessários cerca de 100 gramas de flocos para atingir a altura de 2cm. Com isso, é possível manter até 6 camundongos adultos fazendo trocas quinzenais.

Para manutenção de ratos: para caixas de ratos, é possível manter 4 ratos adultos com trocas realizadas uma vez por semana.