Portal do Governo Brasileiro Atualize sua Barra de Governo

O SUS em Questão – O Financiamento da Saúde Pública, Demandas Setoriais e Locais

Campus Diadema realiza seminário sobre financiamento da saúde pública

Evento foi marcado por debate sobre temas como financiamento do SUS e inovação tecnológica

Valquíria Carnaúba

 

O Campus Diadema da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) realizou, neste sábado (19/11), o seminário “O SUS em Questão – O Financiamento da Saúde Pública, Demandas Setoriais e Locais”. A abertura, precedida por uma apresentação de pôsteres, contou com a presença do diretor acadêmico do Campus Diadema, professor João Miguel de Barros Alexandrino, e da professora Ligia Azzalis, coordenadora da Câmara de Extensão de Diadema.

O evento, organizado pela professora do Departamento de Ciências Biológicas (ICAQF/Unifesp), Cláudia Fegadolli, trata-se de uma ação do projeto de extensão denominado ¨Comprimidos", desenvolvido em componentes curriculares da Unidade Curricular (UC) Farmácia Social - coordenada pela professora Solange Nappo. Colaboram também com a UC e o projeto as professoras Daniela Oliveira de Melo e Márcia Terezinha Lonardoni Crozatti.

O público estimado do seminário foi de cerca de 100 pessoas. “Houve intensa participação e interesse de estudantes, e teve como característica diferenciada a participação de movimentos sociais organizados de Diadema, como o Conselho Popular de Saúde e do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB)”, conta a professora Cláudia.

Foram abordados temas que envolvem a saúde pública, como as implicações da PEC 241/2016 (PEC 55), acesso a medicamentos, doenças raras, inovação tecnológica e produção de medicamentos no sistema público de saúde. Para a abordagem desses assuntos, foram convidados a professora do Departamento de Prática em Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), Marilia Louvison, o Conselho Popular de Saúde de Diadema, bem como estudantes do curso de Farmácia da Unifesp.

Pesquisadores da Unifesp realizam expedições à Serra do Japi

Por meio da Unidade Curricular Biologia de Campo, docentes e alunos do Campus Diadema estudam biota da Mata Atlântica, utilizando recursos ambientais locais

Por Valquíria Carnaúba

A diversidade na Serra do Japi é muito grande. Seus 354 km², localizados no interior paulista, reservam uma infinidade de animais e plantas típicos da Mata Atlântica. Espécies como o sapinho-pingo-de-ouro (sapinho-dourado), jaguatirica e macacos bugio destacam-se entre suas formas típicas de vida. Dada a importância da biota regional, alunos e docentes do curso de Ciências Biológicas do Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp - Campus Diadema) aproveitam a temporada de primavera-verão para realizar visitas à Reserva Biológica Municipal da Serra do Japi (Jundiaí). As expedições têm duas finalidades: desenvolver pesquisas científicas e ensinar os alunos a trabalharem em campo.

As visitas são organizadas anualmente. José Eduardo de Carvalho, professor do Departamento de Ciências Biológicas da Unifesp, conta que são os próprios docentes que conduzem as atividades. “As excursões ocorrem sempre na mesma época, que coincide com o período de reprodução e multiplicação da maioria dos animais e plantas da Mata Atlântica. Levamos cerca de 20 alunos e 5 docentes que permanecem por uma semana”.

Carvalho explica que a iniciativa surgiu em 2010, ano em que ele e outros professores do curso de Ciências Biológicas decidiram ofertar a Unidade curricular (UC) denominada Biologia de Campo aos alunos de graduação. “A primeira edição foi realizada na Estação Ecológica da Juréia-Itatins, em Peruíbe (SP). Contudo, no ano seguinte, os alojamentos locais passaram por uma grande reforma e foram interditados. A procura por um novo local culminou na parceria com a Prefeitura de Jundiaí, por meio da Fundação Serra do Japi, para a realização de estudos na Base Ecológica”.

Com a UC Biologia de Campo, os alunos desenvolvem pequenos projetos de pesquisa científica, utilizando os recursos ambientais locais com o intuito de exercitar o método de observação, formulação de perguntas, além da elaboração e teste de hipóteses. O professor conta que as instalações da Base Ecológica da Serra do Japi são utilizadas também para a Disciplina de Ecologia de Campo do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Evolução, também ofertado pelo Campus Diadema. “A riqueza da fauna e da flora locais é valiosa para a formação do Biólogo”, finaliza.

Reportagem na TVE Jundiaí sobre o assunto:  https://www.youtube.com/watch?v=eSNdHnSTfTA&feature=youtu.be

LEGENDA DAS FOTOS:

foto 3 - Uma das inúmeras espécies de mariposa

foto 5 - Alunos da UC Biologia de Campo 2016 apresentando seus seminários na Base Ecológica da Serra do Japi

foto 7 - Espécie de mariposa com manchas que se parecem olhos nas asas.

foto 8 - Alunos da UC Biologia de Campo 2016 observando girinos em um lago na Serra do Japi

foto 11 - Hypsiboas bishoffi, uma espécie de perereca que ocorre na Serra do Japi

foto 13 - Insetos noturnos atraídos pela luz na armadilha luminosa

foto 14 - Turma de alunos e docentes da UC Biologia de Campo 2016 (curso de Ciências Biológicas - UNIFESP Diadema)

foto 16 - Espécie de cobra coral falsa, do gênero Erythrolamprus, encontrada na Serra do Japi

foto 17 - Besouros sobre a base de uma folha.

foto 18 - "Mão-pelada" ou "guaxinim", espécie de mamífero

foto 20 - Sapinho dourado, Brachycephalus ephippium.

Convênio entre Unifesp e Alpargatas viabiliza produção de calçados sustentáveis

Parceria trará benefícios ao consumidor final, ao meio ambiente e à pesquisa nacional

Por Valquíria Carnaúba 

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) fechou parceria, este ano, com a empresa de calçados e artigos esportivos Alpargatas S.A. Trata-se de um convênio para execução de projeto de pesquisa da universidade para incorporação de fibras naturais em calçados produzidos a partir de formulações de elastômeros. A validade do convênio é de dois anos – período que pode ser prorrogado mediante aditivo a ser celebrado pelas partes envolvidas.

A coordenadora do projeto, professora Cristiane Reis Martins, junto aos bolsistas do Campus Diadema, Alexandre Oka Thomaz Cordeiro e Nina Cordeiro Skurczenski, alunos respectivamente do Programa de Pós-Graduação Interunidades em Engenharia e Ciência de Materiais e do curso de graduação em Engenharia Química, afirma que a motivação para o estudo foi o potencial de uso de fibras vegetais como agentes de reforços em compósitos poliméricos – no caso, os elastômeros.

image002

“Os compósitos são plásticos de alta performance amplamente utilizados no mercado calçadista. É comum, durante sua produção, a aplicação de fibras inorgânicas (a exemplo da fibra de vidro) como agentes de reforço dos calçados. A substituição traz vantagens, posto que as fibras vegetais, originadas de fontes renováveis, são biodegradáveis, têm baixo custo e minimizam o impacto ambiental”. A pesquisadora pontua ainda que esse tipo de fibra possui menor densidade e provoca menor desgaste nos equipamentos convencionais de processamento de polímeros.

A parceria trará benefícios não somente ao consumidor final e ao meio ambiente, mas também para a pesquisa nacional. “O projeto possibilitará que os equipamentos adquiridos sejam incorporados ao patrimônio e façam parte do Núcleo Multiusuário de Materiais e Manufatura Mecânica (N4M) do Campus Diadema, abrindo portas a futuras patentes e colaborações com outros docentes e pesquisadores da Unifesp”, comemora.O diretor do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT/Unifesp), Jair Chagas, departamento que atuou para a consolidação do convênio, comemora. “O calçado será concebido com base no eco design, incorporando características culturais brasileiras”. Os materiais utilizados, como as fibras vegetais e a madeira, também estão atrelados à ideia de sustentabilidade ambiental, o que pode vir a ser um diferencial de design e ampliar a competitividade do produto nacional.O projeto contou com a parceria da Fundação de Apoio à Universidade Federal de São Paulo (FapUnifesp), interveniente administradora, ou seja, a entidade que administrará os fundos providos pela Alpargatas em razão da pesquisa científica e tecnológica, contratada por meio deste convênio.

 

Novos departamentos acadêmicos são criados no Campus Diadema

Aprovação pela Pró-Reitoria de Administração representa passo importante na reorganização do campus

No dia 1º de novembro, a Pró-Reitoria de Administração aprovou ad referendum a criação de seis novos departamentos acadêmicos no Campus Diadema. Tal iniciativa está no escopo da reorganização administrativa em curso na unidade, em consonância com o planejamento do Plano Diretor do campus.

O processo contou com a mobilização de docentes, que constituíram um grupo de trabalho específico junto à congregação do campus, e organizaram a proposta. A iniciativa contou com total apoio da Reitoria, que aprovou a demanda assim que todos os documentos e etapas necessários foram cumpridos. O próximo passo será a constituição das respectivas chefias e conselhos, a cargo do campus.

Os novos departamentos são:

-Departamento de Ciências Ambientais
-Departamento de Ciências Farmacêuticas
-Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva
-Departamento de Engenharia Química
-Departamento de Física e Matemática
-Departamento de Química

Os departamentos já existentes são:

-Departamento de Ciências Exatas e da Terra
-Departamento de Ciências Biológicas

Subcategorias

Subcategorias