Sexta, 23 Dezembro 2022 07:20

Atividade de extensão apresenta a Paleontologia a alunos(as) de Diadema e Santos

Projeto Paleopop promoveu encontros com crianças atendidas por ONG e da rede pública de ensino

Por Daniel Patini

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A professora Fernanda Quaglio ensina a crianças do ensino básico da Prefeitura de Santos que insetos de 40 milhões de anos estão preservados em âmbar preservado em área onde hoje se encontra parte do mar Báltico

O projeto de extensão Paleopop realizou, recentemente, duas atividades relacionadas à Paleontologia com alunos(as) de uma Organização Não Governamental (ONG) de Diadema e da rede pública de ensino básico de Santos. As iniciativas envolveram estudantes de graduação dos campi Diadema e Baixada Santista da Unifesp, como forma de integrar ações para a curricularização da extensão.

No dia 29 /11, graduandos(as) do Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia do Mar (BICT-Mar), do Campus Baixada Santista, estiveram no Centro Educacional da Zona Noroeste da Secretaria Municipal de Educação (Seduc) da Prefeitura de Santos. Já no dia 7/12, o teatro da ONG Rede Cultural Beija-Flor recebeu os(as) alunos(as) do curso de Ciências Ambientais, do Campus Diadema.

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A coordenadora do Paleopop mostra aos(às) alunos(as) fóssil de mesossaurídeo, réptil de 250 milhões de anos que viveu em um mar raso, onde hoje é parte do interior de SP, e demonstra às crianças teste em conchas atuais e fósseis com composição carbonática

O projeto se propõe a levar, de forma lúdica e integrada, temas ligados à Paleontologia, tais como: aspectos relacionados ao passado da vida e do planeta; a identidade cultural do nosso país, a partir do conhecimento sobre o valor científico do conteúdo fossilífero em nosso território; e o entendimento de que o planeta é dinâmico e que mudanças intensas podem mudar o rumo evolutivo da vida.

“O público em geral, e até mesmo estudantes de graduação e dos ensinos fundamental e médio no Brasil, desconhece que o território brasileiro preserva depósitos fossilíferos de grande importância científica mundial. Conhecer os fósseis é extremamente importante para entender o passado da vida na Terra e como a vida influenciou o meio ambiente e vice-versa, além de ajudar a entender os possíveis parâmetros que controlam as mudanças climáticas passadas e atuais”, relata Fernanda Quaglio, coordenadora do projeto.

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Simulação com crianças atendidas pela ONG Beija-Flor sobre escavação de fósseis de Paraphysornis brasiliensis, ave de grande porte que viveu há 30 milhões de anos na região do município de Taubaté (SP)

Segundo Lígia Vicente, coordenadora pedagógica da ONG Rede Cultural Beija-Flor, localizada no Bairro Eldorado e próxima ao Campus Diadema, “os(as) estudantes da Unifesp fizeram um ótimo trabalho com os(as) nossos(as) alunos(as), os(as) quais ficaram entretidos(as) e demonstraram grande interesse pela ação”. O local presta atendimento gratuito a crianças e jovens de 6 a 18 anos e a suas famílias, que vivem em situação de risco e vulnerabilidade social.

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Estiudantes de Ciências Ambientais desenvolvem, com crianças atendidas pela ONG Beija-Flor em Diadema, jogo lúdico Bingo dos Fósseis e atividade sobre o fóssil Ubirajara jubatur, importante dinossauro preservado em rochas de 110 milhões de anos no Nordeste do Brasil

Fotos: Paleopop/Divulgação

 

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