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Equipamento de Proteção Individual (EPI)

Avental Óculos
Luvas
Respiradores
Lavagem
Descarte Mitos
Considerações finais

Os equipamentos de proteção individual objetivam proteger a saúde do trabalhador e minimizar os riscos de acidentes ocupacionais. O uso de EPI é uma exigência da legislação trabalhista brasileira através da Norma Regulamentadora (NR) 6 1.


O Ministério do Trabalho atesta a qualidade dos EPIs disponíveis no mercado emitindo o Certificado de Aprovação (C.A.). O fornecimento ou a comercialização de EPI sem o C.A. é considerado crime, de modo que comerciante e empregador ficam sujeitos às penalidades previstas em lei 2. Nesta página, são apresentados os EPIs mais frequentemente usados no laboratório.

  • Avental

Deve ser confeccionado em tecido de algodão tratado (queima mais devagar), para proteger o trabalhador dos respingos da substância manipulada no laboratório, mas é ineficaz em exposições extremamente acentuadas, incêndios ou grandes derramamentos 2. Outras especificações deste EPI consistem em:

- Comprimento até os joelhos e mangas compridas com fechamento em velcro 3.

- Fechamento com botões 3.

- Não possuir abertura lateral nem bolso, para não haver acúmulo de poeira ou outros resíduos 3. seta.JPG

  • Óculos de Segurança

Usar óculos de proteção deve ser uma medida adotada por todo profissional que trabalha em laboratório ou depósitos de reagentes ou resíduos químicos. Este EPI deve possuir C.A, leveza, confortabilidade, tratamentos anti-risco e antiembaçante, proteção lateral e cordão de segurança fixo 3. seta.JPG

  • Luvas

Um dos equipamentos mais importantes, pois protege as partes do corpo com maior risco de exposição: as mãos. Há vários tipos de luvas e sua utilização deve ser de acordo com o produto a ser manuseado 2.

A eficiência das luvas é medida através de três parâmetros:

1) degradação: mudança em alguma das características físicas da luva 3;

2) permeação: velocidade com que uma substância permeia através da luva 3;

3) tempo de resistência: tempo decorrido entre o contato inicial com o lado externo da luva e a ocorrência do produto químico no seu interior 3.

A tabela abaixo se refere ao tipo de luva indicado em relação ao composto químico manipulado.

 Tabela 1: Material da luva e indicações

Material Indicações
Cloreto de polivinila (PVC) Utilizado comumente em todos os setores industriais (para ácidos e álcalis) 3.
Borracha natural Ácidos, álcalis diluídos, alcoóis, sais e cetonas 3.
Nitrila
Ácidos, álcalis, alcoóis, óleos, graxa e alguns solventes orgânicos 3.
Neoprene Ácidos, sais, cetonas, solventes à base de petróleo, detergentes, alcoóis, cáusticos e gorduras animais 3.
Borracha butílica Ácidos, álcalis diluídos, alcoóis, cetonas, ésteres (tem a maior resistência avaliada contra a permeação de gases e vapores aquosos) 3.
Acetato de polivinila (PVA) Bom para solventes aromáticos, alifáticos e halogenados. Ruim para soluções aquosas 3.
Viton Especial para solventes orgânicos clorados e/ou aromáticos 3.
Silver shield Luva de cobertura, praticamente para todas as classes de produtos químicos (uso especial em acidentes) 3.
Látex Permeável à maioria dos produtos químicos 3. seta.JPG
  •  Proteção Respiratória

Geralmente chamados de máscaras, os respiradores objetivam evitar a inalação de vapores orgânicos, névoas ou finas partículas.  Devem estar sempre higienizados, e os filtros saturados precisam ser substituídos. É importante enfatizar que, se utilizados de forma inadequada, os respiradores tornam-se desconfortáveis e podem transformar-se numa verdadeira fonte de contaminação. Este EPI deve ser inserido em saco plástico e armazenado em local seco e limpo 2.

O respirador é usado apenas quando as medidas de proteção coletiva não existem, não podem ser implantadas ou são insuficientes, como: acidentes, limpeza de almoxarifados de produtos químicos e operações nas quais não seja possível a utilização de sistemas exaustores 3 ou capela. Nestas condições, deve-se utilizar máscara para vapores orgânicos, com filtro de carvão ativado 4. Em caso de incêndio, principalmente envolvendo compostos que liberam gases tóxicos, é necessário o uso de uma máscara de oxigênio independente do ar ambiente. seta.JPG

  • Lavagem

O EPI deve ser lavado e guardado corretamente, para assegurar maior vida útil. Deve também ser mantido separado das roupas da família.

O avental deve ser higienizado com água corrente e sabão neutro (de coco). Não deve ficar de molho. Em seguida, deve ser novamente enxaguado para se remover todo o sabão. O uso de alvejantes não é recomendado, pois danificará o tecido 4.

A vestimenta deve ser secas à sombra. Atenção: somente use máquinas de lavar ou secar quando houver recomendações do fabricante 4.

Botas, óculos de proteção e luvas devem ser enxaguados com água abundante após cada uso. É importante que a VISEIRA NÃO SEJA ESFREGADA, pois isto poderá arranhá-la, diminuindo a transparência 4.

Os respiradores devem ser mantidos conforme instruções específicas que acompanham cada modelo. Respiradores com manutenção (com filtros especiais para reposição) devem ser higienizados e armazenados em local limpo. Filtros não-saturados devem ser envolvidos em uma embalagem limpa para diminuir o contato com o ar 4. seta.JPG

  • Descarte

A durabilidade das vestimentas deve ser informada pelos fabricantes e checada rotineiramente pelo usuário. O EPI deve ser descartado quando não oferecer os níveis de proteção exigidos. Antes de ser descartada, a vestimenta deve ser lavada para que os resíduos sejam removidos, permitindo-se o descarte comum.

Atenção: antes do descarte, as vestimentas de proteção devem ser rasgadas para evitar a reutilização. seta.JPG

 

 

Bibliografia

  • 1 BRASIL. Normal Regulamentadora N° 6, de 08 de Junho de 1978. Dispõe sobre o Equipamento de Proteção Individual – EPI.

  • 2 UNESP: Campus de Bauru. Bauru: Universidade Estadual Paulista [acesso em 2010 Set 03] MANUAL DE USO CORRETO DE EQUIPAM [aproximadamente 20 telas]. Disponível em: http://www.bauru.unesp.br/curso_cipa/2_normas_regulamentadoras/5_epi.htm.

  • 3 Di Vitta PB. Gerenciamento de Resíduos Químicos de Laboratório. São Paulo: Universidade de São Paulo. [acesso em 2010 Set 23]; [142 slides em PowerPoint]. Disponível em: http://www.ib.usp.br/cipa/residuos_quimicos.ppt.

  • 4 Brain M. How Gas Masks Work. 1998. howstuffworks. [acesso em 2010 Out 03]; [aproximadamente 10 p.] Disponível em: http://science.howstuffworks.com/gas-mask2.htm.

 

 

 

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