PROEC/Unifesp adere à Campanha 16 Dias de Ativismo Contra a Violência de Gênero

 A Universidade Federal de São Paulo, através de sua Coordenadoria de Direitos Humanos, vinculada à Pró-reitoria de Cultura e Extensão (PROEC), reafirma seu posicionamento contra toda forma de violência contra as mulheres, aderindo à campanha “16 Dias de Ativismo contra a Violência de Gênero”.

Foto Eleonora2

 

Assista o vídeo


Profa Eleonora Menicucci de Oliveira
Profa. Eleonora Menicucci de Oliveira

Eleonora Menicucci de Oliveira é  Profa. Titular Sênior do Departamento de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina da UNIFESP. Entre 2009 e 2011 foi Pró Reitora de Extensão da UNIFESP na gestão do Reitor Prof. Dr. Walter Albertoni. Foi Ministra-chefe da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República entre 2012 e 2015.

 

 

Sobre a Campanha
Texto: Profa. Dra. Eleonora Menicucci de Oliveira

Começou em 25 de novembro, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, a campanha realizada no Brasil e em 160 países chamada 16 dias de ativismo pela eliminação da violência de gênero. Ela se encerra no dia 10 de dezembro, data na qual se celebra o Dia Internacional dos Direitos Humanos, para lembrar que essa violência é uma questão de direitos humanos.


A data foi escolhida para lembrar as irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa Mirabal, conhecidas como “las Mariposas”. No dia 25 de novembro de 1960, elas foram brutalmente assassinadas pelo ditador Rafael Trujillo, da República Dominicana, a quem faziam oposição. Elas sofreram uma emboscada quando estavam em viagem para visitar os maridos, que estavam presos. O assassinato causou forte comoção no país e ajudou a aumentar a luta contra a ditadura, que culminou com a morte do ditador meses depois.


No Brasil, a violência contra as mulheres se tornou endêmica e sistêmica, atingindo todas as classes sociais de norte a sul e de leste a oeste no país.
Os dados são alarmantes.


Exigindo que a sociedade rompa o silêncio que acoberta a cumplicidade que banaliza a violência contra as mulheres: o silêncio é cúmplice da violência, já diziam as feministas desde a década de 70.

Hoje o cenário político que o Brasil vive, após o golpe parlamentar e misógino de 2016, agrava a perda de direitos com impactos gravíssimos na vida das mulheres.


Os retrocessos no campo dos direitos sexuais e reprodutivos fazem com que o Brasil dê marcha ré rasgando o Código Penal de 1940, ao aprovar em Comissão Especial a PEC 181, que institui o direito á vida desde a concepção.
Inaceitável que homens em sua grande maioria decidam proibir a interrupção da gravidez nos casos já descriminalizados no Brasil ; gravidez em decorrência de estupro; gravidez que coloca a vida da mulher em risco e nos casos de fetos anencefalos.


Pela vida das mulheres....


É um grito uníssono de todas as mulheres brasileiras
Nosso corpo nos pertence.


Cenário brasileiro

No Brasil, dados extraídos de diversas fontes apontam a banalidade da violência contra a mulher, tal o número assustador que eles mostram.Vejamos alguns deles.
Segundo a pesquisa “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil”, publicada pelo Instituto Datafolha em março de 2017:


• uma a cada três brasileiras com 16 anos ou mais foi espancada, xingada, ameaçada, agarrada, perseguida, esfaqueada, empurrada ou chutada nos últimos 12 meses.
• 40% das mulheres acima de 16 anos sofreram algum tipo de assédio, o que inclui receber comentários desrespeitosos nas ruas (20,4 milhões de vítimas), sofrer assédio físico em transporte público (5,2 milhões) e ou ser beijada ou agarrada sem consentimento (2,2 milhões de mulheres).
• Cerca de 66% de pessoas presenciaram uma mulher sendo agredida fisicamente ou verbalmente em 2016.
Já o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, de 2015 aponta que:
• A cada 11 minutos uma mulher é estuprada e a cada 7,2 segundos uma mulher é vítima de violência no Brasil. Infelizmente, há estimativas de que esse seja o registro de apenas 10% do total dos casos ocorridos.
De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), com base em dados de 2011 do Sistema de Informações de Agravo de Notificação do Ministério da Saúde:
• Cerca de 70% das vítimas de estupro são crianças e adolescentes. O crime é cometido principalmente por homens próximos às vítimas.
Segundo o Ministério da Saúde:
• Em 2016 foram recebidas, em média, notificações, de 10 estupros coletivos por dia.


No entanto, 30% dos municípios não fornecem esses dados ao Ministério da Saúde, o que indica a possibilidade de termos um número bem maior.


Segundo levantamento do Atlas da Violência 2017, divulgado pelo IPEA, enquanto a mortalidade por homicídio de mulheres não negras (brancas, indígenas e amarelas) caiu 7,4% no período analisado (passando para 3,1 mortes para cada 100 mil mulheres), a mortalidade de mulheres negras teve um aumento de 22%.


O mais escandaloso é que quanto mais fontes forem acessadas, maior será o número e formas do exercício dessa violência. Portanto, é preciso aproveitar a campanha 16 dias de ativismo para mostrar à sociedade que está na hora de dar um BASTA DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER.

Pró-Reitorias

Unidades universitárias

Campi

Links de interesse

Powered by jms multisite for joomla