Quinta, 08 Setembro 2016 10:36

Óleo de peixe pode auxiliar na prevenção de doenças

O uso do suplemento pode se tornar uma ferramenta na luta contra a obesidade e o diabetes tipo 2

Por Mariane Santos

Foto Flickr Aardvark Ethel ok
Foto Flickr - Aardvark Ethel

Um estudo feito por pesquisadores da Unifesp constatou que o consumo de suplementos de óleo de peixe, em camundongos, pode prevenir os efeitos de uma dieta rica em gordura. A pesquisa foi publicada recentemente no The Journal of Physiology.

O resultado é fruto do trabalho de mestrado e doutorado da estudante Roberta  Dourado Cavalcante da Cunha de Sá, sob a orientação de Maria Isabel Cardoso Alonso Vale, professora do Departamento de Ciências Biológicas da Unifesp.

Durante oito semanas animais sadios foram submetidos a uma dieta rica em gordura (59% de energia a partir de gordura) ou uma dieta de baixo teor (9% de energia a partir de gordura). O suplemento foi introduzido quatro semanas antes do início das dietas e mantido até o final, resultando 12 semanas de uso contínuo. Amostras de gordura corporal foram analisadas e comparadas com animais que não haviam consumido o óleo.

Os camundongos que se alimentaram apenas com a dieta rica em gordura tiveram  mudanças significativas no metabolismo, como intolerância à glicose, resistência à insulina, dislipidemia e alteração na secreção da proteína adiponectina (dentre outras citocinas) que atua na regulação da glicemia e ácidos graxos. Já os que fizeram o uso do óleo de peixe, simultaneamente à dieta, mostrou que a suplementação foi capaz de prevenir todas as alterações metabólicas.

O resultado sugere que o complemento é benéfico e pode auxiliar na prevenção da obesidade, diabetes tipo 2 e dislipidemia em seres humanos, e impede alterações nos depósitos de gordura (subcutâneo ou visceral).

“Demonstramos que o consumo contínuo do suplementos de óleo de peixe em condições saudáveis podem ser utilizados como prevenção a obesidade e até mesmo o desenvolvimento da resistência à insulina. Análises com seres humanos ainda precisam ser melhor investigadas e podem tornar-se uma ferramenta na luta contra a obesidade e o diabetes tipo 2 na população”, explica Maria Isabel.

 

Lido 5786 vezes Última modificação em Quinta, 23 Novembro 2017 17:35

Mídia