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1. Sinopse Programa comemorativo dos 75 anos da Universidade Federal de São Paulo, a serem completados em junho de 2008. O programa inclui um livro, uma exposição, a escolha de uma nova logomarca institucional, um seminário de âmbito nacional e contribuições para a ampliação do acervo histórico da Universidade. 2. Justificativa Ao longo de seus setenta e cinco anos de atividade, a UNIFESP reuniu, em vários sentidos, um amplo e diversificado patrimônio, no qual se incluem a amplitude de sua produção científica e sua importância como formadora de profissionais. Ao propor uma agenda comemorativa, a Universidade compromete-se com a preservação desse patrimônio e suas especificidades. Uma brevíssima informação acerca das políticas de preservação do patrimônio histórico no Brasil demonstra as transformações e permanências na abordagem do tema. Desde a criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1937, o patrimônio edificado (centros históricos, edifícios e monumentos) vem sendo privilegiado. A princípio, foram preservados apenas os exemplares considerados de grande valor arquitetônico, os espaços do poder e os edifícios cujos projetos haviam sido assinados por arquitetos e/ou engenheiros reconhecidos. Todavia, a transformação da sociedade pela ação dos sujeitos históricos trouxe mudanças também na concepção de patrimônio, que passou a incorporar outros bens em função de movimentos e demandas sociais. Saberes (os conhecimentos de naturezas variadas), modos de fazer (as diversas formas de execução/confecção de bens materiais e imateriais) e expressões (científicas, religiosas, festivas e literárias, por exemplo) em seus diferentes suportes passaram a figurar no rol das preocupações preservacionistas. Assim, o patrimônio histórico é, hoje, entendido tanto em sua dimensão material (traçados urbanos ou viários, edificações, objetos tridimensionais e acervos arquivísticos) quanto intangível. Profissionais de diferentes áreas têm se interessado pela questão e contribuído para o seu desenvolvimento. Historiadores, arquitetos, antropólogos, arqueólogos, arquivistas e psicólogos, entre outros, têm como dever profissional refletir sobre a memória e seus diferentes suportes. Todavia, não se trata apenas de uma questão de categorias profissionais delimitadas: a memória é, acima de tudo, um direito conquistado e implementado no campo da cidadania – como o processo de transformação do próprio conceito de patrimônio deixa claro. É nessa direção que este projeto caminha, ao propor eventos, símbolos, reflexões historiográficas, acesso a materiais de caráter histórico e envolvimento da comunidade universitária ao longo do processo. Encampando uma programação ampla e com a participação ativa de seus membros, a Universidade coloca-se à frente de uma reflexão cuja ressonância social é inegável. O quadro vivenciado pela UNIFESP hoje é propício à reflexão sobre sua própria memória e patrimônio, ao expandir-se e ao redefinir sua identidade, podendo vir a inspirar instituições que passem por processos semelhantes em todo o país. 3. Considereações gerais A importância da data em questão deve-se não apenas à antiguidade e à tradição, mas também ao momento atual vivido pelos membros que compõem a instituição. Ao mesmo tempo em que o início do século XXI apresenta-se propício a um balanço do percurso, a UNIFESP transforma-se em uma universidade strictu sensu, expandindo suas áreas de atuação, sua oferta de cursos e ampliando sua presença física em várias cidades do Estado. A ocorrência da efeméride em 2008 possibilita a inserção da história institucional em uma história mais abrangente, ou seja, a do próprio país. Em todo o Brasil, ocorrerão celebrações relacionadas aos 200 anos da vinda da Corte portuguesa para o Rio de Janeiro, episódio considerado como marco no processo de emancipação política. Daí a proposta de reflexão acerca da história do ensino superior no Brasil, que completará 200 anos em 2008, associada à reflexão sobre a trajetória da UNIFESP em seus 75 anos de existência e ao processo de ampliação do ensino público superior, expressado no aumento da rede de universidades federais nos primeiros anos do século XXI. O papel desempenhado por São Paulo e a especificidade da inserção do estado na federação desde pelo menos a década de 1930 (recortando a questão do ensino superior) também serão objetos importantes para reflexão no seminário proposto. 4. Objetivo geral Elaborar, ao longo dos anos de 2007 e 2008, uma programação variada e que envolva todas as instâncias universitárias no sentido da preservação da memória, da reflexão sobre a história e da projeção do futuro da instituição. A pauta dessa programação será detalhada a seguir. Todos os itens foram pensados como acontecimentos de visibilidade junto à comunidade acadêmica, particularmente da UNIFESP, envolvendo docentes, funcionários e alunos, tanto em sua elaboração como em sua fruição. 5. Resultados
6) Equipe A equipe responsável pelo desenvolvimento desta programação contará, inicialmente, com 4 professores do curso de História, sendo um deles o coordenador; O trabalho de levantamento de dados para a pesquisa e organização dos acervos será feito por 6 alunos do curso de História, contratados como bolsistas de iniciação científica; A equipe será reforçada em momentos específicos por comissões temáticas, a saber:
Além desses profissionais, a execução dos itens programados deverá contar com o aporte de serviços de terceiros (consultores, fornecedores de bens e serviços, equipe de montagem, equipe operacional). |
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