Segunda, 13 Janeiro 2020 14:31

Pesquisadoras da Unifesp são destaque em produção científica mundial

Ao lado da UEM e da UFSM, universidade está entre as dez do mundo com maior produção acadêmica de mulheres

RankingMulheres2019 portal

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a Universidade Estadual de Maringá (UEM) e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) estão entre as dez instituições de ensino superior com maior produção acadêmica realizada por mulheres, de acordo com o ranking global divulgado pela Universidade de Leiden, da Holanda. Os dados foram destaque em uma matéria do Jornal O Globo, publicada na segunda-feira (13/1):

“Para o resultado, o Centro de Estudos da Ciência e Tecnologia da Universidade de Leiden considerou artigos publicados no banco de dados internacional Web of Science, entre 2014 e 2017. Para descobrir o gênero de cada autor, o levantamento usa um algoritmo que tem 90% de precisão e leva em conta nome e nacionalidade.

A UEM tem a maior proporção de mulheres cientistas no Brasil (54%) e, no ranking global, ficou atrás apenas da Universidade Médica de Lubin, na Polônia. (...) Na Unifesp, a reitora Soraya Smaili atribui a oitava colocação no ranking a um conjunto de fatores. Entre eles, a presença feminina nos cargos de liderança.

— Ao assumir a reitoria em 2013, me tornei a primeira mulher a ocupar esse cargo na universidade, junto com a então vice-reitora Valéria Petri, e isso teve grande impacto. Criamos uma gestão com maioria feminina. O propósito não era apenas buscar diversidade de gênero, mas dar vazão a um conjunto de mulheres que têm talento e já estavam na universidade, mas não eram vistas.

Essa participação colocou o assunto em pauta e estimulou debates e espaços de atuação junto com professoras, técnicas de administração e estudantes. Apesar dos avanços, a reitora acredita que ainda há muito a ser conquistado no aspecto da diversidade.

— Alguns espaços ainda não foram assumidos por um número maior de mulheres. Ainda temos poucas professoras nos mais altos postos, entre os pesquisadores com níveis mais altos do CNPQ, nos conselhos superiores das universidades, nas agências de fomento à pesquisa... É necessário abrir esses espaços para que mulheres possam atuar. Não significa criar privilégios, mas sim garantir espaços em que possam mostrar seu potencial."

 

Lido 3913 vezes Última modificação em Sexta, 17 Janeiro 2020 07:56

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