Quinta, 29 Setembro 2016 18:21

EFLCH/Unifesp promove I Dia Aberto

Instituição recebeu estudantes do ensino médio, que tiveram a oportunidade de conhecer o campus e os cursos oferecidos

Por José Luiz Guerra

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Abertura do I Dia Aberto

A Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Paulo (EFLCH/Unifesp) promoveu, no último dia 27 de setembro, o I Dia Aberto. O Encontro reuniu cerca de 500 estudantes do terceiro ano do Ensino Médio de sete escolas públicas ligadas à Diretoria Regional Guarulhos Sul. O evento teve como objetivo apresentar a esses alunos as dependências do campus, os cursos de graduação e ações de extensão oferecidas.

“É uma grande satisfação recebe-los em nossa universidade”, disse o diretor acadêmico da EFLCH/Unifesp, Daniel Vazquez, na abertura do evento. Vazquez fez uma breve apresentação da história da Unifesp e do Campus Guarulhos, falando de seus cursos de graduação e pós-graduação, indicadores acadêmicos, projetos de extensão e da relação da instituição com o bairro dos Pimentas. O diretor ressaltou que o ingresso na EFLCH/Unifesp acontece, em sua totalidade, pelo Sistema de Seleção Unificado (SiSU), por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Ressaltou ainda que quase 60% dos alunos da instituição são oriundos de escolas públicas, índice maior do que o exigido pela Lei de Cotas. Falou também sobre os auxílios oferecidos pela universidade aos alunos de baixa renda. “A Unifesp é um patrimônio da educação brasileira e também de vocês”, concluiu. Em seguida, os coordenadores dos seis cursos de graduação – Ciências Sociais, Filosofia, História, História da Arte, Letras e Pedagogia – apresentaram aos estudantes o que cada curso oferece e o campo de trabalho disponível.

Após a abertura, os alunos secundaristas, a maioria deles inscritos no Enem 2016, fizeram uma visita monitorada às dependências do campus, onde tiveram oportunidade de conversar com professores e com monitores, estudantes da EFLCH/Unifesp que, voluntariamente, se propuseram a falar de suas experiências nas aulas e o que os vestibulandos podem esperar dos cursos. Para facilitar a integração, a coordenação dos cursos e os monitores organizaram salas temáticas, nas quais aconteceram rodas de conversas, exposições de trabalhos, apresentações musicais e exibições de vídeos. Os visitantes também participaram de uma atividade a convite da Cia do Caminho Velho, grupo de teatro criado na EFLCH/Unifesp e que promove cursos de teatro e apresentações artísticas.

Welflen Gasque, aluno do Colégio Inocoop II, se inscreveu para o vestibular em diversas universidades e se interessou em saber um pouco mais sobre o curso de Ciências Sociais. “Sabia o básico sobre o curso e hoje estou tirando as dúvidas entre algumas áreas nas quais estou indeciso. Gosto muito da área de humanas, como Ciências Sociais, História e Filosofia”. Ele celebrou a chance de poder conhecer melhor o campus, ter contato com alunos e professores e, quem sabe, de entrar na universidade. “ A Unifesp é uma universidade pública muito boa. Vi os dados apresentados em relação às cotas e que a maioria dos estudantes daqui vieram da periferia e da escola pública e isso me chamou ainda mais a atenção. Não tinha pensado em fazer minha faculdade aqui, mas vendo os levantamentos, acho que é possível sim”, completou.

Na sala 217, reservada para o curso de Letras com Habilitação em Português/Francês, quem entrava, a encontrava decorada com bandeiras da França, bexigas coloridas, palavras e expressões nativas, músicas típicas e outros itens alusivos ao país. Os que saiam, levavam as cores azul, branca e vermelha pintadas na bochecha. Bárbara Jacob, uma das monitoras da sala e estudante do oitavo termo do curso, elogiou a iniciativa da EFLCH/Unifesp. “Quando eu estava no Ensino Médio, não sabia qual carreira seguir e gostaria muito que tivessem feito isso comigo. Não tive a oportunidade de ir à uma universidade e conhecer os cursos”, disse. A ideia da decoração da sala, segundo ela, surgiu na recepção dos calouros do curso. Para a monitora, o esforço deu resultado. “Acho que as pessoas gostaram. Muitos deles não pensam em fazer Letras, mas já tiveram a curiosidade de aprender francês e reconheceram as músicas que estavam tocando”, completa.

Diego Ambrosini, coordenador do curso de Ciências Sociais, esteve na sala temática do curso, que recebeu uma grande quantidade de estudantes. Para ele, a experiência de abrir as portas da universidade às escolas da região foi gratificante. “Mais importante do que mostrar os cursos é mostrar a eles que existe uma universidade pública na periferia de Guarulhos e que eles têm chances de estudar aqui”.

Desde 2015 a EFCLH/Unifesp pensava em promover o I Dia Aberto, mas conseguiu realizá-lo agora. “Quando voltamos para o bairro dos Pimentas, após a construção do novo edifício acadêmico, apresentamos a ideia na Congregação, que a aprovou. A partir daí, trabalhamos durante os dois últimos meses para viabilizá-lo”, afirma Tiago Tranjan, docente do curso de Filosofia e um dos organizadores do evento. Após conversar com estudantes secundaristas e diretores das escolas, ele recebeu retorno positivo e já pensa no formato dos próximos encontros. “Como hoje era um projeto-piloto, queríamos limitar um pouco e convidar apenas as escolas de Guarulhos Sul. Agora precisamos avaliar e pensar se podemos realizar outros eventos como esse, chamando um público maior”, diz Tranjan.

Andréia Menezes, docente do curso de Letras com Habilitação em Português/Espanhol e também membro da organização do evento, explicou que o formato das salas foi definido entre a coordenação dos cursos e seus professores e monitores e explicou como seu curso organizou as salas. “No nosso caso, houve uma autonomia bem grande dos alunos. Mostramos projetos de extensão da área, mas também outras coisas, como alunos tirando fotos caracterizadas e música ao vivo. Isso tudo foi ideia dos alunos”, complementa. Luciano Pinto, professor de Latim no curso de Letras e que também auxiliou na montagem do I Dia Aberto, agradeceu aos alunos da EFLCH/Unifesp pelo empenho. “Sem eles, o evento dificilmente teria o sucesso que a gente avalia que teve. Eles se envolveram muito nas reuniões, com muitas ideias, propostas de salas temáticas coloridas e animadas, o que colaborou no acolhimento dos alunos secundaristas, que era um dos nossos grandes objetivos”, finalizou.

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Estudantes do Ensino Médio durante abertura do evento

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Alunos circulando pelo campus

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Sala temática do curso de Letras, com habilitação em Português/Francês

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Alunas secundaristas visitando sala temática do curso de Letras, com habilitação em Português/Francês

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Docentes e monitores do curso de História conversando com os estudantes

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Alunas visitando sala temática do curso de Pedagogia

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Alunos do ensino médio pulando corda com membros da Cia do Caminho Velho

 

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