O número e a qualidade dos óvulos (oócitos) da mulher diminuem com o passar do tempo. Assim, é de se esperar que haja maior dificuldade para a gravidez quanto maior a idade. Isto é particularmente importante após os 37 anos, quando a velocidade de perda de oócitos parece aumentar, de modo a influir mais decisivamente no resultado dos processos utilizados para a reprodução. Evidentemente, não se pode assumir a priori, antes de exames adequados, que o potencial de reprodução é pequeno baseando-se apenas na idade. De fato, trata-se apenas de uma referência, não aplicável diretamente à todas as pacientes. Se ficar evidente a impossibilidade de utilização dos próprios oócitos para a reprodução, então pode se optar pela obtenção de gravidez por meio de utilização de oócitos provenientes de outra paciente (ovodoação).
Doação de oócitos (ovodoação)

 

 

 

 

 

 

 

As pacientes doadoras provém de casais inférteis cujo tratamento é a fertilização in vitro. Se tiverem até 30 anos, não tiverem antecedentes pessoais ou familiares de doenças graves, e seus exames genéticos, hormonais e infecciosos mostrarem normalidade, podem ser candidatas a doação de óvulos.

Neste caso, alguns dos óvulos retirados após a punção da doadora serão doados ao casal receptor, e fertilizados com os espermatozóides (spmtz) do marido da receptora, como mostra o esquema ao lado. Os outros oócitos (não doados) serão fertilizados com os espermatozóides do marido da doadora.

Os embriões formados serão transferidos para dentro do útero das pacientes. No caso da receptora, o endométrio já foi previamente preparado enquanto a doadora realizava o ciclo para fertilização in vitro.

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