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Informações aos Alunos, Residentes
e Profissionais de Saúde
Transtorno
Depressivo em Pacientes Internados Psic.
Tatiana Lerman
O
termo depressão descreve um
transtorno do humor que pode
variar dentro de um espectro
que vai do grave ao leve e transitório.
Muitas vezes um evento pode
ser o desencadeante, inclusive
o próprio adoecer ou mesmo a
internação, que pode determinar
no paciente a perda de autonomia,
uma dependência para cuidados
básicos e o medo frente ao diagnóstico
e suas possíveis conseqüências.
O
transtorno depressivo é caracterizado por sintomas que passam a
interferir nas atividades normais do paciente. Os sintomas prejudicam
o funcionamento social, ocupacional e relacional do indivíduo. Nestes
casos é muito importante a comunicação com familiares, uma vez que
estes podem trazer informações de como o paciente estava antes da
internação e se houve ou não mudanças em seu comportamento ou humor.
Para
um diagnóstico de depressão
os sintomas devem estar presentes
há mais de duas semanas e menos
de dois anos. Não devem ser
ocasionados pelo uso de drogas,
ou por qualquer outra condição
médica, além de não ser induzido
por medicações. Para diferenciar
do luto, este é aceito como
normal por um período de aproximadamente
dois a três meses.
Os
episódios depressivos duram
geralmente entre 3 a 12 meses,
quando não tratados. Em casos,
onde os sintomas permanecem
por mais de dois anos o diagnóstico
é distimia.
Distimia:
é um quadro depressivo leve,
intermitente, de início insidioso,
em que o indivíduo sofre oscilações
de humor, de intensidade variável
ao longo do dia e de um dia
para o outro, durante anos.
Quanto mais crônico menor a
capacidade de autocrítica, podendo
ser confundido com a personalidade
do paciente, com seu “jeito
de ser”.
Os
sintomas podem ser relatados
através de uma queixa subjetiva
do próprio paciente, do relato
dos familiares ou amigos ou
ainda partirem de uma observação
objetiva do profissional da
saúde. Cinco ou mais sintomas
devem estar presentes para se
fechar um diagnóstico, sendo
obrigatória à presença de pelo
menos um entre os dois primeiros
da lista a seguir:
Principais
Sintomas da Depressão:
- Humor
deprimido ou irritável;
- Anedonia
– diminuição intensa do
prazer na maioria das atividades
diárias;
- Perda
do apetite, ganho ou perda
de peso atípico ( >ou
< 5% do peso corpóreo);
- Desânimo,
falta de energia, desinteresse,
fadiga;
- Diminuição
da libido;
- Perda
da capacidade de planejar
o futuro, falta de esperança;
- Insônia
ou dormir mais que de costume;
- Sentimentos
ou ideação de culpa;
- Hiporreatividade
ou hiperreatividade geral
– menor ou maior resposta
aos estímulos;
- Lentificação
ou agitação psicomotora;
- Dificuldade
de concentração;
- Pensamento
de cunho negativo;
- Alteração
do juízo de realidade;
- Constipação;
boca seca ou cefaléia.
São
freqüentes ainda muitas queixas
físicas, como cansaço, dores
em geral, especialmente cefaléia
e lombalgias; queixas cardíacas;
gastrintestinais; gênito-urinárias
e respiratórias. O predomínio
da sintomatologia física, inclusive
insônia e inapetência, em detrimento
do humor depressivo podem dificultar
o diagnóstico diferencial. Geralmente,
a intensidade e a freqüência
das dores acompanham as oscilações
de piora e melhora da depressão.
A dor é descrita como difusa,
profunda, acompanhada de intenso
sofrimento psíquico, cuja localização
pode ser múltipla ou variável
no decorrer do tempo.
Podemos
observar ainda em relação ao
paciente:
- Desatenção
com a aparência pessoal,
lentificação ou agitação
psicomotora, fraco contato
visual, tendência ao choro;
- Afeto
constrito e intenso;
- Humor
depressivo, irritável, frustrado,
triste;
- Fala
- monossilábica, sem espontaneidade,
pausas longas, tom de voz
baixo, suave e monótono;
- Conteúdo
do pensamento predominantemente
sem esperança, sensação
de inutilidade e culpa,
preocupações somáticas,
indecisão, ideação suicida,
pobreza de conteúdo, alucinações
e delírios com temas congruentes
de culpa, pobreza, perseguição
merecida, preocupação somática;
- Dificuldade
de concentração, capacidade
de atenção diminuída, queixas
de memória fraca, aparente
desorientação, pensamento
abstrato pode estar prejudicado;
- Insight
e julgamento podem estar
prejudicados em virtude
de distorções do pensamento
congruente com o humor deprimido.
Diagnóstico
diferencial (outros transtornos
do humor):
- Reação
de ajustamento: curto episódio
que pode estar associado
a uma experiência estressante,
tal como no luto.
- Transtorno
depressivo unipolar: presença
de 5 ou mais sintomas no
mesmo período por pelo menos
2 semanas.
- Distimia:
sintomas mais leves, porém
persistentes, humor depressivo
por 2 ou mais anos.
- Transtorno
bipolar: episódio depressivo
intercalado com episódio
maníaco.
- Depressão
secundária ao uso de medicação,
drogas, ou outra doença,
tais como câncer, causas
neurológicas entre outras.
- Depressão
com sintomas psicóticos.
Referências
Bibliográficas
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N. J. Prática Psiquiátrica
no Hospital Geral. Interconsulta
e Emergência. Artes Médicas.
Dalgalarrondo,
P. Psicopatologia e Semiologia
dos Transtornos Mentais.
Artes Médicas.
First,
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Hale
A. S. (1997) ABC of mental
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(5 July)
Kaplan
H. I., Sadock B. J. Manual
de Psiquiatria Clínica.
Artes Médicas.
Louzã
Neto, M. T. Wang, Y. Elkis,
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Artes Médicas.
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