epmpq.gif (1789 bytes) BANCO DE TESES ROSANA TRINDADE SANTOS RODRIGUES

Qualidade de vida em transplante hepático: um estudo comparativo de pacientes transplantados e não transplantados. 

Orientador: Prof Dr Luiz Antonio Nogueira Martins

 

RESUMO

Introdução: O transplante hepático é um recurso da medicina altamente sofisticado que permite a substituição do fígado doente por um saudável. O paciente bem sucedido no procedimento cirúrgico tem melhora física significativa, apesar de ter que ser acompanhado pelo médico durante toda a vida. Além disso, também terá que tomar medicações imunossupressoras para evitar a rejeição. Considerando todos os aspectos do tratamento a maior preocupação das equipes transplantadoras é com a qualidade de vida destes pacientes. Objetivos: Avaliar a qualidade de vida de pacientes portadores de doença hepática crônica transplantados e não transplantados de fígado.Comparar a qualidade de vida de pacientes portadores de doença hepática crônica transplantados de fígado com pacientes que aguardam o transplante em Lista de Espera. Avaliar e comparar a prevalência de sintomas depressivos e o grau de dependência física dos dois grupos de pacientes. Método: Um grupo de 15 pacientes transplantados de fígado e um grupo de pacientes não transplantados em lista de espera para o transplante hepático. Foram utilizados os seguintes instrumentos: Ficha sócio demográfica, Short-form Health Survey (SF-36), Inventário de Beck e índice de Karnofsky. Para a análise estatística utilizamos o banco de dados do SPSS for Windows, Versão 6.0. Para responder às perguntas do estudo, foram realizados teste Mann-Whitney. Foram ainda calculados os coeficientes de correlação de Pearson e, para todos os testes estatísticos deste estudo, arbitrou-se o nível de significância em p£0,05. Resultados: A qualidade de vida dos pacientes transplantados de fígado apresentou melhores resultados quanto aos domínios do componente físico - capacidade funcional (p=0,031) e estado geral de saúde (p=0,015). No entanto houve piora nos domínios aspectos emocionais (p=0,019) e aspectos sociais (p=0,010) do componente mental. No grupo de pacientes transplantados os resultados obtidos não revelaram estarem correlacionados com variáveis como sexo, ocupação, escolaridade, estado civil e tempo de transplante. Constatamos apenas a correlação entre diagnóstico e aspecto social (p=0,049), que mostrou que pacientes com diagnóstico de cirrose por vírus B e C e hepatite auto-imune estão piores no aspecto social. No grupo de não transplantados constatamos correlação entre a variável ocupação e os domínios dor (p=0,039) e estado geral de saúde (p=0,016), mostrando que estes fatores contribuíram para as limitações nas atividades laborais dos pacientes antes do transplante. Os resultados do Inventário de Beck mostraram que os pacientes transplantados apresentaram escores para depressão maiores que os não transplantados, mas não foi estatisticamente significante (p=0,786). O índice de Karnofsky mostrou que os pacientes transplantados apresentaram melhores resultados, embora a diferença entre os grupos não tenha sido estatisticamente significante (p = 0,168). Conclusões: Os pacientes transplantados de fígado apresentaram melhora da qualidade de vida no que diz respeito à função física, mas pioraram a condição psicossocial.