epmpq.gif (1789 bytes) BANCO DE TESES  SANDRA CRISTINA PILLON

O Uso do Álcool e a Educação Formal dos Enfermeiros 

Orientador: Prof Dr Ronaldo Laranjeira

 

RESUMO

Objetivo: Avaliar os conteúdos teóricos – práticos adquiridos na graduação e pós – graduação pelos enfermeiros e suas percepções em trabalhar com alcoolistas. Métodos: Este estudo foi realizado na Universidade Federal de São Paulo e Hospital São Paulo. Os instrumentos utilizados foram “The Marcus Alcoholism Questionnaire”, “The Seaman Mannello Nurses’ Attitudes Toward Alcohol and Alcoholism Scale” e “The Tolor-Tamarin Attitudes Toward Alcoholism Scale”, a Escala de Atitudes e Crenças dos Enfermeiros com relação ao Alcoolismo e um questionário para identificar os conteúdos que receberam durante a formação educacional. Da amostra total 86% (N = 319) sujeitos participaram do estudo (59.7% enfermeiros assistenciais, 22.7% docentes de enfermagem e 17.6% estudantes de enfermagem). Resultados: Conteúdos teóricos, 70% dos participantes assinalaram que receberam poucas ou nenhuma informação a respeito dos problemas orgânicos, familiares e sociais relacionados ao álcool; 87% receberam pouca ou nenhuma informação sobre as populações de risco ou específicas e 95% receberam pouca ou nenhuma informação referente às intervenções de enfermagem aos pacientes alcoolistas. A escala de Seaman & Mannello foi a mais significante. Referente a influencia do conhecimento sobre as percepções dos enfermeiros, encontramos que o conhecimento teórico – prático sobre o uso de álcool e conseqüências adquirido interferem nas percepções “intervenções de enfermagem aos alcoolistas”. O baixo conhecimento sobre “populações de risco” influencia na percepção dos enfermeiros quanto ao preparo profissional em trabalhar com essa população e finalmente que os mínimos conhecimentos sobre a assistência de enfermagem aos alcoolistas são indiferentes nas percepções dos enfermeiros. Os resultados mostram uma visão positiva do enfermeiro em relação ao alcoolismo. Avaliaram o alcoolismo como doença, e que o alcoolista deve ser tratado e não punido. Conclusão: Os espaços deixados pelo ensino podem estar contribuindo para as atitudes neutras e negativas o que pode estar comprometendo a oferta de cuidados a essa população. A educação formal sobre o uso do álcool e suas conseqüências, apresenta limitações, principalmente no âmbito da assistência em oferecer cuidados adequados e nos manejos dos pacientes com problemas ou dependentes de álcool. A habilidade de identificar os problemas relacionados ao alcoolismo dentre os outros problemas de saúde, é uma condição imprescindível para o enfermeiro estar capacitado para a assistência ao paciente alcoolista.

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