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FATORES ESTRESSORES EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA:

AVALIAÇÃO DO PACIENTE, PERCEPÇÃO DA FAMÍLIA E EQUIPE

Orientador: Prof. Dr. Luiz Antonio Nogueira Martins

Título: Estressores em Unidade de Terapia Intensiva: Avaliação do paciente

Autores: Maria Alice Novaes, Alessandra Aronovich Vinic, Marcos Ferraz, Elias Knobel.

Recebido em: 01 de Abril de 1997

Aceito em: 24 de Setembro de 1997

Publicado em: Intensive Care Medicine (1997) 23:1282-1285

Resumo:

Objetivo: Estudar os estressores físicos e psicológicos para os pacientes internados em UTI e correlacioná-los com diferentes variáveis demográficas.

Desenho: Corte transversal.

Método: Foram entrevistados 50 pacientes, aleatoriamente, durante a primeira semana de internação na UTI. Utilizou-se a Escala de Estressores em Terapia Intensiva (I.C.U.E.S.S. - Intensive Care Unit Environmental Stressor Scale) e fichas de identificação para registro das variáveis.

Resultados: Ter dor, não conseguir dormir e ter tubos no nariz e na boca foram considerados os principais estressores físicos. Não ter controle de si mesmo e não saber quando as coisas vão ser feitas, foram os principais estressores psicológicos. Não foi encontrada correlação dos estressores com o tipo de tratamento, nem com o escore APACHE (Acute Physiologic and Chronic Health Evaluation).

Conclusão: Os resultados demonstram que as principais intervenções devem ser no sentido de aliviar a dor do paciente e controlar o nível de ruídos a fim de possibilitar o sono. Do ponto de vista psicológico, deve-se estimular sua autonomia para que este recupere o controle de si mesmo. Deve-se oferecer informações a respeito dos procedimentos que serão realizados num curto período de tempo.

Título: Estressores em UTI: Percepção do paciente, família e equipe de saúde.

Autores: Maria Alice Fontes Pinto Novaes, Elias Knobel, Anna Margherita G. T. Bork, Oscar Fernando Pavão dos Santos, Luiz Antônio Nogueira Martins, Marcos Bosi Ferraz

Recebido em: 03 de Março de 1999

Aceito em: 19 de Outubro de 1999

Publicado em: Intensive Care Medicine (1999) 25:1421-1426

Resumo:

Objetivo: Comparar a avaliação do paciente a respeito dos fatores estressores presentes em Unidade de Terapia Intensiva com a visão dos familiares e da equipe multiprofissional. Apontar semelhanças e diferenças de percepção dos estressores a fim de otimizar a intervenção ao paciente.

Desenho: Corte transversal.

Local: UTI Geral de Hospital particular.

Pacientes e participantes: No período de 01 de abril a 30 de junho de 1996, foram avaliados: 50 pacientes durante a primeira semana de internação na UTI, 50 respectivos familiares e 50 membros da equipe multiprofissional envolvidos diretamente no cuidado destes pacientes.

Material e Resultados: A Escala de Estressores em Terapia Intensiva (I.C.U.E.S.S. - Intensive Care Unit Environmental Stressor Scale) foi administrada a todo os pacientes. Os familiares e a equipe multiprofissional foram solicitados a completar a escala baseada na sua percepção a respeito dos fatores de estresse para o paciente. Sentir dor, ter tubos no nariz ou na boca, estar preso por tubos e não conseguir dormir, foram considerados pelos pacientes, familiares e equipe de saúde os principais estressores. A equipe multiprofissional avaliou a intensidade dos estressores maior do que os pacientes. Não foi encontrada diferença estatisticamente significante entre a intensidade dos estressores avaliada pelo paciente e a intensidade avaliada pela família e pela equipe multiprofissional.

Conclusão: Sentir dor, não conseguir dormir, ter tubos no nariz ou na boca foram considerados os principais estressores pelos três grupos. Não foi encontrada correlação estatisticamente significante entre o escore de estresse total dos pacientes e dos familiares (r=0,193), entre os pacientes e a equipe (r= -0,002), ou entre o escore total de estresse da equipe e da família (r=-0,185). Os resultados sugerem alguns pontos em comum entre a visão dos familiares e da equipe em relação aos fatores estressores, porém a intensidade da avaliação de cada grupo corresponde à própria percepção.

Palavras Chave: Estresse, Estressores, Unidade de Terapia Intensiva, Avaliação do Paciente, Família, Equipe de Saúde

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