BANCO DE TESES: MARCELO
FEIJÓ
A eficácia da terapia interpessoal nos transtornos do espectro depressivo.
Orientador: Prof. Dr. Jair Mari
RESUMO Introdução: A Psicoterapia é uma forma de tratamento, que se utiliza da comunicação e relacionamento sistematizado, entre o terapeuta e um ou mais pacientes. Esta é uma forma terapêutica que diferencia a psiquiatria das demais especialidades médicas. Dentro da psiquiatria pode ser indicada para o tratamento das diversas patologias, devendo assim ter um caráter médico. Com relação aos transtornos depressivos, várias formas de psicoterapia são usadas há bastante tempo, porém a avaliação de sua eficácia dentro de modelos científicos empíricos tem recebido recentemente atenção dos pesquisadores. Objetivo: O objetivo deste trabalho foi avaliar a aplicabilidade da terapia interpessoal, uma forma breve, manualizada, originalmente desenhada para o tratamento da depressão maior e a sua eficácia e aceitação no tratamento dos transtornos do espectro depressivo. Métodos: Foi realizado um ensaio clínico controlado, randomizado, comparativo entre a moclobemida e a moclobemida mais a terapia interpessoal no tratamento de pacientes com transtorno distímico. Além deste estudo foi realizada uma revisão sistemática dos achados de pesquisa sobre a eficácia da terapia interpessoal para transtornos depressivos. Conclusões: A terapia interpessoal adaptada para a distimia teve boa aplicabilidade na língua Portuguesa, entre pacientes ambulatoriais de baixo poder econômico e nível educacional. A terapia combinada não foi superior a medicação sozinha, porém existe uma tendência de manutenção da melhora no decorrer do tempo no grupo da terapia combinada. Apesar de não ser uma diferença estatisticamente significativa, em parte devido ao poder estatístico reduzido devido ao tamanho da amostra. A revisão sistemática e a metanálise demonstraram que no tratamento dos transtornos depressivos a terapia interpessoal é mais eficaz que o placebo e outras formas de psicoterapia, é tão eficaz quanto a medicação e a terapia cognitiva comportamental, e a terapia combinada não ofereceu potencialização quando comparada com a medicação sozinha.
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