epmpq.gif (1789 bytes) BANCO DE TESES MARIA INÊS QUINTANA

Validade do composite international diagnostic interview (CIDI/OMS) versão 2.1 em serviços de saúde mental no Brasil. 

Orientador: Prof Dr Sérgio Baxter Andreoli

 

RESUMO

 Objetivo: avaliar a validade concorrente do Compositive International Diagnostic Interview (CIDI 2.1), utilizando como padrão ouro o diagnóstico médico. Método: amostra composta por 185 indivíduos, procedentes de hospitais psiquiátricos, ambulatórios de especialidades psiquiátricas, serviços comunitários e de atenção primária à saúde, selecionados intencionalmente, segundo nove grupos diagnósticos formulados por psiquiatras utilizando o método LEAD (Longitudinal, Experts Clinicians, All Data). Instrumentos: CIDI 2.1 (lápis e papel), versão para diagnósticos ao longo da vida, aplicado por 16 entrevistadores leigos, treinados com o procedimento padrão da OMS. Análise: validade concorrente dos diagnósticos do CIDI no último ano. Resultados: Foram encontrados os seguintes valores, respectivamente, para a sensibilidade e a especificidade do CIDI 2.1: Transtornos Decorrentes do Uso de Álcool (79,5% e 97,2%); Transtornos Decorrentes do Uso de Outras Substâncias Psicoativas (77,3% e 100%); Esquizofrenia e Outros Transtornos Psicóticos (28,6% e 93,9%); Episódio Maníaco e Transtorno Afetivo Bipolar (38,9% e 96,4%); Transtorno Depressivo (82,5% e 93,8%); Transtorno Fóbico-Ansioso (80,6% e 93,5%); Transtorno Obsessivo Compulsivo (18,2% e 98,9%); Transtorno Somatoforme (41,7% e 90,8%); Transtorno Alimentar (45,5% e 100,0%). Conclusão: o CIDI mostrou-se válido na clínica para os diagnósticos de Transtornos Decorrentes do Uso de Álcool e Outras Substâncias Psicoativas, Transtorno Depressivo e Transtorno Fóbico-Ansioso. As prováveis explicações para o pior desempenho nos demais diagnósticos foram: necessidade de algum julgamento clínico do entrevistador leigo; dificuldade no manuseio do Diagrama de Especificação de Resposta; dificuldade de compreensão dos entrevistados; e falta de mecanismos para atestar a veracidade das informações. A condição de entrevistadores leigos causa limitações que podem ser minimizadas pelo treinamento com foco nos sintomas e questões que necessitam de raciocínio clínico e interpretações culturalmente determinadas.