epmpq.gif (1789 bytes) BANCO DE TESES ILKA R VECHIATTI

O consumo de mídia, a internalização do padrão cultural de beleza magra feminina, insatisfação corporal e o comportamento alimentar de estudantes universitárias de nutrição, educação física e letras. 

Orientador: Prof Dr Miguel R Jorge

 

RESUMO

Objetivos: Avaliar a exposição aos tipos de mídia que evidenciam o padrão de beleza magra feminina, a internalização deste padrão, a insatisfação corporal, peso corporal e comportamentos inadequados para o controle do peso em universitárias de Letras (L), Nutrição (N) e Educação Física (EF). Métodos: Foram utilizados questionários auto-aplicados, em universitárias de Letras, Nutrição e Educação Física; o “Cuestionário de Influencias sobre el Modelo Estético Corporal (CIMEC-26)  (OOLOCAR O NOME COMPLETO DOS QUESTIONÁRIOS E DEPOIS AS SIGLAS) e o Psychosocial Risk Factors Questionnaire (PRFQ) para avaliar a internalização do padrão cultural de beleza magra feminina, o Body Shape Questionnaire (BSQ) para avaliar a insatisfação corporal, o “ Bulimic Investigatory Test Edinburgh (BITE) e o “Eating Attitudes Test” (EAT) para avaliar o comportamento alimentar. Foi acrescentado a estes instrumentos um questionário contendo perguntas sobre dados demográficos, nosológicos e o consumo de mídia. Resultados: os grupos de N, EF e L não foram diferentes quanto aos escores obtidos nos instrumentos utilizados neste estudo, ainda que estudantes de EF e N consumam mais revistas que evidenciam o padrão de beleza magra feminina. O consumo deste tipo de revista mostrou-se relacionado a maiores escores em um dos instrumentos utilizados para avaliar a presença de comportamentos alimentares anormais, o “Bulimic Investigatory Test - Edinburgh” (BITE), e a maior internalização do padrão cultural de beleza magra feminina. Esta mostrou-se relacionada a maiores taxas de insatisfação corporal e de comportamentos alimentares anormais. Estes comportamentos também estiveram relacionados a antecedente de sobrepeso/obesidade e à prática atual ou pregressa de dieta. Conclusões: Ao contrário de nossa hipótese inicial, este estudo mostrou que, apesar das diferenças quanto aos interesses profissionais e à exposição à mídia, as estudantes de N e EF não foram diferentes das estudantes de L na internalização e na valorização do padrão cultural de beleza magra feminina, assim como não apresentaram diferenças quanto ao risco para desenvolver sintomas de transtornos alimentares. Em mulheres jovens, a exposição ao padrão cultural de beleza magra feminina, independente do tipo de carreira escolhida, aumenta a internalização deste padrão e se relaciona a presença de comportamento alimentares alterados verificados pelo BITE. A maior internalização do padrão de beleza magra se relaciona à maior insatisfação corporal e aumenta o risco para o desenvolvimento de comportamentos alimentares anormais. Outros fatores que aumentam o risco para o desenvolvimento destes comportamentos são a prática de dieta pregressa ou atual, a insatisfação corporal e apresentar antecedente de sobrepeso/obesidade.