epmpq.gif (1789 bytes) BANCO DE TESES RODRIGO A BRESSAN

Depressão na Esquizofrenia: psicopatologia, nosologia e psicofarmacologia 

Orientador: Prof Dr Jair J Mari

 

RESUMO

Sintomas depressivos ocorrem com grande freqüência e são potencialmente graves para pacientes com esquizofrenia. Esta tese é composta por estudos avaliando três aspectos da depressão na esquizofrenia: psicopatologia, nosologia e psicofarmacologia. Os aspectos psicopatológicos foram estudados através da tradução da Calgary Depression Scale for Schizophrenia (ADDINGTON et al. 1990) para o português. A Escala Calgary para Depressão em Esquizofrenia foi utilizada em 80 pacientes com esquizofrenia e mostrou alta confiabilidade entre-examinadores, validade concorrente e especificidade. A escala foi considerada um bom instrumento para ser utilizado no Brasil. Os aspectos nosológicos foram estudados através da avaliação da utilidade dos critérios diagnósticos para episódio depressivo em pacientes com esquizofrenia presentes no Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais 4a edição – DSM IV (American Psychiatric Association, 1994) e na Classificação Internacional das Doenças 10a Edição – CID 10 (Organização Mundial Da Saúde, 1992) para pacientes com esquizofrenia clinicamente estáveis. O critério Depressão Pós-Esquizofrênica da CID 10 restringe o diagnóstico aos 12 meses que seguem o episódio psicótico agudo, limitando a sua utilidade para pacientes que apresentam episódios depressivos fora deste período. O critério Transtorno Depressivo Pós-Psicótico da Esquizofrenia do DSM IV teve um melhor desempenho sugerindo a incorporação deste critério ao eixo I do DSM IV para que este diagnóstico possa ser mais amplamente utilizado. O aspecto psicofarmacológico estudado nesta tese foi a hipótese de que medicações antipsicóticas induzem sintomas depressivos utilizando a técnica de tomografia por emissão de fóton único (SPET). Os achados sugerem que uma excessiva ocupação de receptores D2 de dopamina (>78%) induzida por antipsicóticos está associada a maior intensidade de sintomas depressivos.