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Avaliação da eficácia e tolerabilidade da mirtazapina no transtorno depressivo: metanálise de estudos comparativosbar102.jpg (2735 bytes)     

         Orientador: Prof. Dr. José Alberto Del Porto

Objetivos: avaliar a eficácia da mirtazapina ( novo antidepressivo com atuação nos sistemas noradrenérgico e serotninérgico) no transtorno depressivo em comparação com antidepressivos tricíclicos e placebo; estabelecer seu perfil de tolerabilidade, analisando os efeitos adversos.

Desenho do estudo: metanálise de estudos controlados, duplo-cegos e randomizados.

Material e métodos: a pesquisa bibliográfica foi realizada pelo sistema Medline a partir do ano de 1990, ano de publicação do primeiro estudo clínico sobre mirtazapina, até 1997. Utilizamos os termos ORG 3770 e mirtazapine, que permitiu o acesso aos dez estudos incluídos neste trabalho. Além disso, obtivemos dados do laboratório Organon. Os estudos foram avaliados por dois examinadores "cegos", obtendo-se escores de qualidade.

Resultados: a mirtazapina demonstrou eficácia significantemente superior comparada a placebo (OR=0,36; IC95%= 0,25-0,51: p<0,0001), resultado que foi equivalente ao da amitriptilina (OR=0,37; IC95%= 0,26-0,82; p<0,0001). A comparação entre mirtazapina e ADT não revelou diferença estatisticamente significante entre as drogas. O mesmo foi observado ao se avaliar o número de pacientes que abandonaram o tratamento por falta de eficácia em ambos os grupos. O abandono do tratamento por efeitos adversos foi maior entre os pacientes tratados com ADT (p=0,01). A análise da interrupção prematura do tratamento por qualquer razão não expressou diferença entre os grupos. A frequência de sedação/sonolência foi a mesma em ambos os grupos, entretanto, a mirtazapina apresentou siginificantemente menos boca seca, em comparação com os ADT, respectivamente 9% e 14% (p=0,01).

Conlcusões: Esta revisão sistmeática de literatura sugere que em termos de eficácia a mirtazapina é superior ao placebo e comparável aos ADT no tratamento do transtorno depressivo de moderado a grave; os efeitos anticolinérgicos foram significantemente menos frequentes nos pacientes tratados com mirtazapina do que com ADT.

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http://www.unifesp.br/dpsiq/posgrad/teses/borborem.htm

Webmaster: Denise Razzouk

Data da última modificação:18/03/99