Banco de Teses : Anne
Lise Sandoval Silveira Scappaticci (Mestrado)
Departamento de Psiquiatria da Unifesp
Interação precoce mãe-bebê: um estudo comparativo entre
mães adolescentes e mães adultas
Orientador: Prof Dr. Eduardo Iacoponi
Este estudo estabelece uma comparação entre mães adolescentes e mães adultas enquanto interagem com seus recém-nascidos no segundo dia após o parto. Os dados foram colhidos numa maternidade da zona sul de São Paulo. Seguindo um critério aleatório de seleção, mães que: a) haviam dado à luz com o parto normal e com boas condições obstétricas; e b) seus recém-nascidos normais e com boas condições neonatais; foram convidadas a participar desta pesquisa. O método incluiu a observação do vídeo da mãe enquanto amamentava o seu bebê e a catalogação de cada uma das interações mãe-bebê em um protocolo. Os resultados indicam um pequeno número de diferenças significativas entre os dois grupos. O grupo de adolescentes era composto por um maior número de primíparas do que o grupo de adultas. Foi um grupo acompanhado mais pelos pais durante a gestação do que grupo de mães adultas, que foi mais acompanhado pelos maridos. Finalmente, o peso ao nascer do recém-nascido da mãe adolescente foi menor comparado ao peso dos bebês das mães adultas, embora não fosse abaixo do esperado para a população geral. A análise não-paramétrica, utilizando o teste do qui-quadrado, revelou-se útil para o cálculo das possíveis diferenças entre as interações mãe-bebê dos dois grupos. Dos nove itens de interação analisados, dois deles, respectivamente, a) mãe oferece o seio ao bebê e b) mãe estimula o bebê, apresentaram uma diferença significativa do ponto de vista estatístico. O grupo de mães adolescentes ofereceu o seio e estimulou mais seus recém-nascidos embora o contraste maior deveu-se ao fato do grupo de mães adultas ter oferecido seio e ter estimulado o bebê por menos tempo. A conclusão destes resultados não pode ser generalizada tratando-se de uma amostra específica e, na ausência de um parâmetro de validade, não é possível estabelecer se as mães adolescentes desta amostra são mais adequadas do que as outras. Contudo, é interessante entender estes resultados como uma contribuição que deve ser aprofundada por outras pesquisas, principalmente por eles não confirmarem o padrão descrito na literatura, ou seja, que mães adolescentes tenderiam a interagir menos com seus bebês. |
http://www.unifesp.br/dpsiq/posgrad/teses/anelise.htm
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Razzouk Data da última modificação: 25/04/00