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É um tumor raro dos ossos longos que tem seu nome devido à semelhança histológica com o adamantinoma do maxilar inferior, apesar de não existir nenhuma relação entre ambos. Por isso, seria preferível denominá-lo angioblastoma maligno.
SINAIS CLÍNICOS
A maior incidência é dos 25 aos 50 anos. A principal queixa é a dor, seguida de tumefação, com o habitual antecedente traumático. Geralmente é uma lesão de baixo grau de malignidade, raramente dando metástases (pulmões e gânglios linfáticos).
ANÁTOMO-PATOLÓGICO
Há uma variação considerável nos aspectos celulares e na quantidade relativa de tecido epitelial e fibroso fusiforme em diferentes tumores ou em áreas diferentes do mesmo tumor. Isto dá à lesão alguma semelhança com o adamantinoma da mandíbula (ameloblastoma) e com outros tumores epiteliais do tipo basocelular (carcinoma basocelular da pele).
DIAGNÓSTICO POR IMAGEM
São mais comuns as lesões tibiais, mas há descrições de pacientes com lesões na fíbula e no fêmur. Na tíbia, costumam localizar-se na diáfise, com áreas líticas arredondadas, de bordos escleróticos. Pode haver alargamento ósseo. Pode haver imagem de bolhas de sabão, insuflando a cortical óssea (Fig. 88).
TRATAMENTO
A ressecção em bloco é o tratamento indicado. No entanto, mesmo após a ressecção com margens amplas, pode haver recorrência devido ao fato de alguns adamantinomas serem multicêntricos e não perfeitamente delimitados nas radiografias e na tomografia. Nas recorrências insistentes somos obrigados a proceder à amputação do membro.

88 - Radiografia mostrando o aspecto
típico de um
adamantinoma de tíbia.
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