VI - TUMORES DA MEDULA ÓSSEA

2 - LINFOMA ÓSSEO

Esta lesão foi descrita pela primeira vez por Parker e Jackson em 1939 (72). Antes disso, a lesão estava agrupada com o tumor de Ewing. No entanto, as características clínicas, os achados patológicos e o prognóstico são diferentes para os pacientes com linfoma e para os pacientes com tumor de Ewing. A denominação "reticulossarcoma" era utilizada freqüentemente para descrever esse tumor. Contudo, o termo linfoma é preferível. A maioria dos linfomas ósseos consiste em uma mistura de células. As leucemias linfocíticas pouco diferenciadas e a doença de Hodgkin também atingem o osso; por isso "linfoma" é o termo preferível para todo o grupo. Cerca de 40% de todos os linfomas ósseos são aparentemente primários do osso. A avaliação pré-operatória é necessária, para se excluir a possibilidade de doença sistêmica ou metastática. Se os estudos de estadiamento não revelarem evidências de alguma doença adicional, o tumor pode ser considerado primário. Se outras sedes de envolvimento forem encontradas, a lesão óssea deve ser considerada secundária (100) (Fig. 80).

Figura 80
80. Radiografia dos membros inferiores
de um paciente portador de linfoma ósseo.
Note que há uma discreta alteração do
trabeculado na região proximal da tíbia
esquerda. Note também as linhas transversais
que aparecem nas metáfises dos ossos longos
dos pacientes submetidos à quimioterapia
e que representam as linhas de parada
de crescimento ósseo.

A distribuição etária dos pacientes com linfoma ósseo primário é a mesma dos linfomas de outras localizações; isto é, a maioria dos pacientes são adultos de meia idade ou idosos. O linfoma ósseo é raro em crianças. A doença óssea se manifesta como dor localizada, difusa ou mesmo como fratura patológica. No exame radiográfico, a lesão aparece como uma área lítica, irregular e sem limites precisos de destruição óssea, de aspecto moteado e permeativo, podendo acometer qualquer osso do esqueleto. Pode se apresentar como um achatamento de várias vértebras, ou haver espessamento e expansão do osso (Fig. 81)

81 A
Figura 81 A

81 B
Figura 81 B

81. Radiografia (A) e tomografia computadorizada (B) da bacia de uma paciente portadora de linfoma de todo o ilíaco.

O tratamento consiste na radioterapia nas lesões localizadas e na quimioterapia para a doença sistêmica. A cirurgia ortopédica pode ser necessária nos casos de fraturas (Fig. 82)

Figura 82
82. Radiografia de punho de um paciente portador de linfoma de rádio.

O prognóstico da lesão depende do estágio no momento do aparecimento da lesão e do início do tratamento, além da resposta individual do paciente à terapêutica estabelecida.

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