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5 - CONDROBLASTOMA |
Também conhecido como Tumor de Codman, é um tumor benigno, classificado como benigno ativo (B-2) e que se caracteriza por um tecido muito celular e relativamente indiferenciado, constituído por células redondas ou poligonais, semelhantes aos condroblastos, e por células gigantes multinucleadas do tipo osteoclástico, isoladas ou em grupos. Em geral se encontra pouco material intercelular, mas é típica a presença de pequenas quantidades de matriz cartilaginosa intercelular com zonas de calcificação focal (22).
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS
As lesões costumam acometer a epífise dos ossos longos, em contato com a placa epifisária cartilaginosa, progredindo às vezes até a metáfise contígua. Os locais mais freqüentemente acometidos entre nossos pacientes foram a epífise proximal da tíbia, distal do fêmur e proximal do úmero. Raramente podem acometer ossos chatos ou o talo e o calcâneo. O tumor ocorre na fase tardia da adolescência, entre os 10 e 17 anos. Devido à localização epifisária, a queixa articular é freqüente. Alguns pacientes podem apresentar como primeiro sinal o derrame sinovial. No entanto, a invasão da articulação ocorre em apenas 10% dos casos.
DIAGNÓSTICO POR IMAGEM
O condroblastoma epifisário apresenta-se como uma área lítica arredondada, de 1 a 4 cm de diâmetro, geralmente delimitada por um halo de osso esclerótico.
São comuns as áreas de calcificação moteada. A cortical óssea da região pode estar insuflada e o osso subcondral destruído, dando a impressão de a lesão se abrir para a articulação (Fig. 55).

55. Aspecto radiográfico típico
de um
condroblastoma localizado na epífise proximal do úmero.
A tomografia axial computadorizada e a ressonância magnética são de valia ao mostrar com precisão a localização da lesão na epífise, as calcificações no interior da lesão e o comprometimento ou não da placa de crescimento e da epífise adjacente (Fig. 56).

56. Tomografia axial computadorizada
de um condroblastoma
de epífise proximal do úmero.
TRATAMENTO
O tratamento na Escola Paulista de Medicina é a curetagem com enxertia, com extremo cuidado durante a cirurgia para se evitar a lesão da placa de crescimento e da cartilagem epifisária, o que levaria a uma alteração do crescimento ou a uma degeneração articular precoce. A cirurgia realizada com limites marginais pode ser realizada com risco pequeno de recorrência. A curetagem simples, sem a utilização de enxertia é acompanhada de maior risco de recidiva local do que a curetagem com enxertia (19) (Figs. 57 e 58).
É relatada na literatura a rara ocorrência de malignização do condroblastoma epifisário. Outros autores acreditam que o "condroblastoma epifisário maligno" seja uma entidade clínico-patológica diferente. O encontro de áreas de transformação para cisto ósseo aneurismático é freqüente.
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