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5 - OSTEOSSARCOMA JUSTACORTICAL |
Também conhecido como osteossarcoma paraostal, é uma lesão maligna de baixo grau, diferente do osteossarcoma central e que se caracteriza por ter sua origem na superfície externa do osso e por sua grande diferenciação estrutural (Fig. 41)

41. Radiografia mostrando aspecto típico
de um osteossarcoma
justacortical na região metafisária proximal
do úmero.
Estes tumores têm um crescimento relativamente lento e seu prognóstico é diferente daquele do osteossarcoma central (22).
O osteossarcoma justacortical costuma afetar adolescentes e adultos jovens e aparece na região diáfiso-metafisária dos ossos longos, principalmente na extremidade distal do fêmur (na região poplítea) e na extremidade proximal do úmero (na região axilar), em forma de massas circunscritas e às vezes lobuladas que se aderem ou rodeiam a cortical do osso (Fig. 42).
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Somente na fase tardia, devido ao seu crescimento e à destruição da cortical óssea, o tumor acomete a cavidade medular central. Okada (70) demonstrou invasão medular em 22% dos pacientes e tecido não mineralizado atípico em 51% dos pacientes com invasão dos tecidos moles ao redor da le são em 46% dos pacientes. É um tumor raro em comparação ao osteossarcoma central.
Do ponto de vista histológico, o tecido neoplásico está constituído por uma densa massa de trabéculas ósseas, freqüentemente maduras e laminares, que se fundem com a cortical óssea contígua, entremeadas com tecido fibroso e às vezes com cartilagem. As células neoplásicas apresentam pleomorfismo, mas não apresentam atividade mitótica, exceto em uma fase tardia, quando se produz a invasão dos tecidos adjacentes. O osteossarcoma justacortical pode ter o diagnóstico diferencial muito difícil com a miosite ossificante, sobretudo nas primeiras fases do desenvolvimento (22).
Os osteossarcomas justacorticais são lesões malignas de baixo grau e devem ser tratadas somente por cirurgia. Não indicamos a quimioterapia para essa modalidade de osteossarcoma. Deve-se proceder a uma ressecção com margens amplas, lembrando que pode haver tecido não mineralizado neoplásico ao redor da lesão e a substituição por uma endoprótese ou por auto ou homoenxerto. Da mesma forma que os osteossarcomas centrais, não respondem à radioterapia. A ressecção incompleta está associada a um risco elevado de recidiva local e a desdiferenciação, que pode ocorrer em aproximadamente 15% dos casos, está associada a um prognóstico pior (70).
PROGNÓSTICO
O prognóstico dessas lesões é bom, raramente havendo recorrência após cirurgia realizada com margens amplas. A sobrevida em 5 anos é de aproximadamente 90%, sendo as mortes na maioria dos pacientes devidas à desdiferenciação da lesão (70). As metástases pulmonares são raras.
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