III - TUMORES PRODUTORES DE TECIDO ÓSSEO

3 - OSTEOBLASTOMA


É uma lesão benigna ativa com estrutura histológica semelhante à do osteoma osteóide, do qual se diferencia pelo maior tamanho (geralmente maior do que 1,5 cm), pela habitual ausência de uma zona periférica de formação óssea reativa e pela maior agressividade.

CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS

Acomete indivíduos na infância e na adolescência. Costuma acometer as vértebras (principalmente os segmentos do arco neural), o ilíaco, as costelas e os ossos das mãos e dos pés. Não costuma ser tão doloroso como o osteoma osteóide.

DIAGNÓSTICO POR IMAGEM

Radiograficamente são lesões predominantemente osteolíticas, raramente predominando o conteúdo osteoblástico (Fig. 24).

Figura 24
24. Radiografia da mão, mostrando um osteoblastoma
na falange proximal do III quirodáctilo.

Devido à natureza benigna dessas lesões, em geral são bem circunscritas. No entanto, a destruição óssea pode se mostrar tão agressiva que a lesão pode sugerir um tumor ósseo maligno. A expansão óssea e a dilatação aneurismática são achados que podem se associar ao osteoblastoma (Fig. 25)

25 A
Figura 25 A

25 B
Figura 25 B

25 C
Figura 25 C
25. Radiografia de frente (A) e perfil (B) da coluna cervical de um paciente portado
r de um osteoblastoma da 6ª vértebra cervical. Note o adensamento ósseo
evidenciado na radiografia e na tomografia (C).

 

TRATAMENTO

O tratamento do osteoblastoma consiste na ressecção da lesão com margens amplas. Isso é necessário devido à agressividade local de algumas formas de osteoblastoma. As cirurgias intra-capsulares ou marginais ocasionam as recorrências, geralmente com comportamento mais agressivo do que o da lesão inicial. Nenhum método adjuvante, seja rádio ou quimioterapia, deve ser utilizado no tratamento desta ou de outras lesões benignas do esqueleto.

O prognóstico é bom após a cirurgia realizada com margens amplas de ressecção.

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