X - LESÕES PSEUDO-TUMORAIS

8 - TUMOR MARROM DO HIPERPARATIREOIDISMO

É um processo que apresenta inúmeras áreas osteolíticas, de aspecto cístico, principalmente nos ossos longos e maxilares.

A lesão é causada pela excessiva produção de hormônio paratireoideano devida a um único (80-85%) ou múltiplos adenomas de paratireóide, hiperplasia primária difusa da glândula ou carcinoma de paratireóide (menos de 1%).

As alterações do esqueleto são devidas ao excesso de hormônio paratireóide e conseqüente reabsorção osteoclástica associada à hipercalcemia. O excesso de destruição tenta ser compensado pela neoformação óssea, resultando em aumento de fosfatase alcalina.

Acomete os pacientes na 3ª e 4ª décadas e predominantemente as mulheres.

São massas circunscritas de tecido caracterizadas pela presença de numerosas células gigantes osteoclásticas, geralmente dispostas em grupos e separadas por um tecido fibroso ricamente vascularizado, com zonas de formação óssea. O tecido ósseo circundante mostra com freqüência sinais de reabsorção osteoclástica exagerada e neoformação óssea osteoblástica. Em muitos casos encontram-se zonas de hemorragias recentes ou antigas.

O tumor marrom do hiperparatireoidismo se confunde facilmente com o tumor de células gigantes, muito embora não apresente as células mononucleadas típicas deste último e o tecido seja com freqüência mais fibroso do que no TGC. A principal distinção entre um e outro tumor é a diferente distribuição esquelética. O hiperparatireoidismo costuma afetar os ossos longos em suas diáfises e não em suas epífises, ao contrário do tumor de células gigantes (Figs. 119 e 120).

Figura 119
119 - Aspecto típico do comprometimento do esqueleto pelo hiperparatireoidismo,
onde se evidenciam lesões no V metacarpeano direito, em várias falanges à direita,
na falange distal do polegar esquerdo e em várias falanges à esquerda.

120 A
Figura 120 A

120 B
Figura 120 B

120 - Aspecto dos ossos da perna (A) e do úmero (B) de
um paciente portador de hiperparotireoidismo, onde se
evidenciam múltiplas lesões císticas e uma osteopenia evidente.
Note no úmero a fratura de aspecto característico.

TRATAMENTO

O importante é o tratamento do distúrbio da paratireóide. A nível do esqueleto, muitas vezes são necessárias a imobilização ou a osteossinte das fraturas. No entanto, se houver controle das lesões primárias, a regressão das lesões ósseas pode ser completa, sem nenhum tratamento local.

Última atualização: [an error occurred while processing this directive]

Página anterior