Departamento de Medicina

Sumário do triênio fevereiro de 1999 - fevereiro de 2002

O Departamento é dirigido por seu Conselho, composto pelo Chefe do Departamento, pelos Professores Titulares (membros natos), pelos Chefes de Disciplinas (enquanto no exercício da função) e por representantes eleitos por seus pares. No triênio 1999-2002 o Conselho do Departamento reuniu-se em 32 ocasiões. Por dever de ofício o chefe do Departamento (ou o vice-chefe no seu impedimento) participou regularmente das reuniões do Conselho de Graduação, do Conselho de Extensão, do Conselho Técnico-Administrativo, assim como do Conselho da SPDM.

Conselho do Departamento de Medicina

Chefe do Departamento

Durval Rosa Borges

Vice-chefe do Departamento

Antônio Carlos Camargo Carvalho

Disciplina

Titular

Chefe

Cardiologia

Antônio Carlos Camargo

Carvalho Ângelo Amato Vicenzo de Paola

Clínica Médica

Antônio Carlos Lopes

Antonio Carlos Lopes

Doenças Infecciosas e Parasitárias

Antônio Carlos Campos Pignatari

Reinaldo Salomão

Endocrinologia

Antônio Roberto Chacra
Maria Teresa Zanella
Rui Monteiro de Barros Maciel

Antônio Roberto Chacra

Gastroenterologia

Durval Rosa Borges

Sender Jankiel Miszputen

Geriatria

 

Luiz Roberto Ramos

Hematologia

José Elias Curi Kerbauy

José Elias Curi Kerbauy
José Orlando Bordin

Medicina de Urgência

 

Álvaro Nagib Atallah

Nefrologia

Artur Beltrame Ribeiro
Nestor Schor

Sérgio Antônio Draibe

Pneumologia

Manuel Lopes dos Santos

Osvaldo Shigueomi Beppu

Reumatologia

Emília Inoue Sato

Daniel Feldman Pollak

Representação

Representante

Professor Associado

Oscar Fernando Pavão dos Santos

Professor Doutor

Valter Correia de Lima

Técnico administrativo

Bráulio Luna Filho

Residente

Rodrigo Luppino Assad

Aluno de graduação

Victor Fiorini

Convidados

Representante

Setor de Medicina Laboratorial

Adagmar Andriolo

Setor de Radioterapia

Roberto Araújo Segreto

Setor de Oncologia Clínica

Nora Manoukian Forones

COREME

Arnaldo Lopes Colombo

Secretaria

Marina Santos Portugal


Missão
O Departamento de Medicina da Unifesp tem como missão integrar o progresso da ciência biomédica ao ensino e ao desenvolvimento da Medicina.

Introdução
Em 2001 o Departamento de Medicina completou 50 anos (Borges DR. Departamento de Medicina. Folha Médica 2001; 120: 69-113). Foi o primeiro departamento criado em escola médica no Brasil, fato que merece destaque na história da Unifesp:

Datas significativas na história da Unifesp e seu Departamento de Medicina

Evento

Data

Fundação da Escola Paulista de Medicina (EPM)

1 de junho de 1933

Sede definitiva da EPM (Rua Botucatu)

30 de setembro de 1936

Estaca fundamental do Hospital São Paulo (HSP)

30 de setembro de 1936

Inauguração do Pavilhão Maria Thereza

19 de junho de 1937

Reconhecimento oficial da EPM

31 de maio de 1938

Início de funcionamento do HSP (4 andares)

1940

Criação do Departamento de Medicina (6 Disciplinas)

9 de junho de 1951

Federalização da EPM e constituição da SPDM* 

21 de janeiro de 1956

Inauguração dos Laboratórios de Farmacologia e Bioquímica

agosto de 1956

Início da Residência Médica

1957

1a reunião do Conselho do Departamento de Medicina

10 de abril de 1965

Criação do curso Biomédico

1966

Reestruturação do Departamento de Medicina (12 Disciplinas)

abril de 1967

Internato passa a ser de dois anos (5a e 6a séries)

1971

Início de programas de pós-graduação stricto sensu

1973

Possibilidade de mais de um Titular por Disciplina

1978

Reimplantação dos concursos à Livre Docência

1988

Transformação da EPM em Universidade (Unifesp)

15 de dezembro de 1994

Implantação do Centro de Pesquisas Clínicas e Cirúrgicas

novembro de 1997

Reimplantação de vestibular próprio

2002

*SPDM: Sociedade Paulista para o Desenvolvimento de Medicina

Desde sua fundação o Departamento teve como chefes: Jairo Ramos (1951-1965), Horácio Kneese de Mello (1966-1970), Oswaldo Luiz Ramos (1970-1973), Octávio Ribeiro Ratto (1973-1976), Moacyr Pádua Vilela (1976-1979), Octávio Ribeiro Ratto (1979-1981), José Kerbauy (1981-1984), Horácio Ajzen (1984-1987), Duílio Ramos Sustovich (1987-1990), Oswaldo Luiz Ramos (1990-1996), Nestor Schor (1996-1999, tendo Emília Inoue Sato na vice-chefia) e Durval Rosa Borges (1999-2002, tendo Antônio Carlos Camargo Carvalho na vice-chefia). Com a entrada em vigor do Regimento Geral da Unifesp (janeiro de 1997) o vice-chefe de departamento deixou de ser indicado, para ser eleito pelo Conselho, nos mesmos moldes que o chefe.

O Departamento de Medicina é o maior dentre os 23 departamentos da Unifesp. É integrado por 11 Disciplinas (Cardiologia, Clínica Médica, Doenças Infecciosas e Parasitárias, Endocrinologia, Gastroenterologia, Geriatria, Hematologia, Medicina de Urgência, Nefrologia, Pneumologia e Reumatologia) e 3 Setores (Medicina Laboratorial, Radioterapia e Oncologia Clínica). Conta em seu quadro permanente com 96 docentes (dos 645 da Unifesp) e 119 técnico-administrativos de nível superior (dos 1011 da Unifesp). Recebem, do CNPq, bolsa de Produtividade em Pesquisa 32 docentes. As atividades pedagógicas do Departamento ocupam 26% da grade curricular do curso de graduação em Medicina, a maior participação dentre os 23 departamentos. Mantém significativa atividade de iniciação científica para alunos de graduação, conduz 9 programas de pós-graduação stricto sensu, 13 programas de residência médica e diversos cursos de especialização, para médicos e não-médicos. Em 2000 foram geradas 115 teses (mestrado e doutorado) e publicados 309 artigos originais, dos quais 97 em periódicos com índice de impacto superior a 1. As Disciplinas coordenam 61 ambulatórios e setores especializados de atendimento.

Aposentadorias e afastamentos
Em 2001, ao completar 70 anos de idade, aposentou-se o ex-chefe do Departamento José Kerbauy. Até a aposentadoria chefiou a Disciplina de Hematologia e coordenou seu Programa de Pós-graduação.

No período1999-2002, por motivo de aposentadoria ou afastamento voluntário, deixaram o quadro permanente de docentes do Departamento de Medicina: Caio Roberto Chimenti Auriemo (Setor de Medicina Laboratorial), Dirceu Vieira dos Santos Filho (Disciplina de Cardiologia), Eulógio Emílio Martinez Filho (Disciplina de Cardiologia), José Lázaro de Andrade (Disciplina de Cardiologia) e Tânia Leme da Rocha Martinez (Setor de Medicina Laboratorial).

Memória
No período faleceram os ex-chefes do Departamento Horácio Kneese de Mello (1914-1999), Octávio Ribeiro Ratto (1916-1999) e Oswaldo Luiz Ramos (1928-1999). Resumos biográficos estão nos anexos 1, 2 e 3, respectivamente.

Eventos significativos da Unifesp no triênio 1999-2002, de interesse do Departamento

  1. Currículo Nuclear do curso de Medicina completou cinco anos de implantação. Foi estruturado e implantado quando Durval Rosa Borges exercia o cargo de Pró-Reitor de Graduação.
  2. Criação do FADA (Fundo de Auxílio aos Docentes e Alunos). Nos anos 2000 e 2001 vinte docentes do Departamento de Medicina foram contemplados com bolsas (Prêmio) de Produtividade em Pesquisa.
  3. Reforma do Estatuto da Unifesp. Entre as modificações o novo estatuto prevê que Setores podem ser vinculados tanto a Disciplinas (sub-especialização) como a Departamentos (embrião de futura Disciplina).
  4. Novas regras para o concurso de Livre Docência (com ênfase na carreira científica) elevaram o nível das exigências para a inscrição dos candidatos e aproximaram o concurso de modelo universitário, substituindo modelo com características colegiais. As principais modificações para a inscrição foram: o candidato deve ter orientado no mínimo um Doutor e deve demonstrar independência científica, caracterizada por linha de pesquisa própria, apoiada por captação de recursos e resultando em publicações na literatura indexada. As principais modificações para o concurso foram: o tema da prova didática será escolhido pelo candidato no momento da inscrição, dentre os vinte pontos da lista sugerida pelo Departamento e aprovada pela Comissão de Livre-docência; o candidato escolherá 12 dentre os 20 pontos para sortear o tema da prova escrita; o candidato apresentará, não uma tese, mas sim texto que sistematize criticamente sua obra, ou parte dela. O memorial continua tendo o maior peso relativo (4) para o cálculo da média final.
  5. Criação do Título de Professor Afiliado: é título de caráter provisório (renovável a cada 3 anos) a ser concedido pelo CONSU, após análise de solicitação dos Departamentos, a profissional portador de título de Doutor com experiência em ensino, pesquisa e/ou assistência especializada e desempenho de atividades na Unifesp. O Conselho do Departamento de Medicina resolveu que as indicações das Disciplinas serão avaliadas segundo os seguintes critérios mínimos: é pré-requisito o postulante ter publicado trabalho resultante de sua tese de Doutorado em periódico indexado na base de dados do ISI e/ou publicado, após o Doutorado, dois trabalhos em periódicos indexados na mesma base de dados. Cumprido este pré-requisito serão apreciadas a qualidade/relevância do projeto e a coerência entre o currículo do candidato e o projeto apresentado. Caso o projeto seja de pesquisa (e não educacional) o postulante deverá ter perfil equivalente ao exigido pelo CNPq para a concessão de bolsa de produtividade em pesquisa. No caso de projeto educacional deve haver previsão de produção intelectual. Em sua reunião de dezembro de 2001 o CONSU aprovou a indicação dos 19 primeiros professores afiliados da Unifesp, sendo 7 do Departamento de Medicina: Aluízio Barboza de Carvalho (médico), Dulce Elena Casarini (bióloga), Gianna Mastroianni Kirszjn (médica), Lílian Cuppari (nutricionista), Maria Eugênia Fernandez Canziani (médica) e Mirian Aparecida Boin (biomédica) da Disciplina de Nefrologia e Suely S. Roizemblatt (médica) da Disciplina de Clínica Médica.
  6. A partir de 2002 reimplantação de vestibular próprio da Unifesp para seus cinco cursos de Graduação.

Eventos significativos do Departamento no triênio 1999-2002

  1. Reestruturação das Disciplinas de Clínica Médica e de Medicina de Urgência. Esta criou o Setor de Medicina Baseada em Evidências.
  2. Criação da Disciplina de Geriatria.
  3. Criação do Centro de Estudos Professor Jairo Ramos. Foi acreditado como órgão suplementar da Unifesp pelo CTA em 19 de janeiro de 2002. Tem CNPJ 03.495.128/0001-61 e conta corrente 9486-2 na agência 1898-8 do Banco do Brasil. Seu estatuto determina que a presidência seja ocupada pelo chefe do Departamento e a vice-presidência pelo vice-chefe.
  4. Reunião extraordinária do Conselho em homenagem a Oswaldo Luiz Ramos.
  5. Seminário sobre Residência Médica (programa no anexo 4).
  6. Reformulação dos Programas de Residência Médica do Departamento, coordenada por Arnaldo Colombo e Valter Correia de Lima, para implantação em 2003. Haverá ciclo geral de dois anos, pré-requisito para residência nas especialidades.
  7. Avaliação dos Residentes: Ao final do ciclo geral iniciou-se em 2000 avaliação formal e objetiva, coordenada por Valter Correia de Lima, com a colaboração do Departamento de Informática em Saúde.
  8. Prêmio Jairo Ramos concedido a Residente do Departamento que se destaque ao final do ciclo geral. A soma (R$ 9.000,00 em 2001 e R$ 10.000,00 em 2002) provem dos direitos autorais da família Jairo Ramos, relativos ao livro Atualização Terapêutica, que em 2001 teve publicada sua 20a edição. Em 2001 o prêmio foi concedido aos Residentes Ronald Feitosa Pinheiro (Hematologia) e Rogério Silicani Ribeiro (Endocrinologia). Em 2002 o prêmio foi concedido ao Residente Maurício Galvão Pereira (Nefrologia). A escolha dos premiados foi baseada em conceito dos preceptores, em votação dos próprios residentes e no desempenho na avaliação objetiva.
  9. Gestores de unidades de internação do HSP. Indicados pelo Departamento foram aprovados pela SPDM Carlos Alberto Balda (Disciplina de Nefrologia), Afonso Carlos Neves e Francisco Estivallet Finamore Junior (Disciplina de Medicina de Urgência).
  10. Seminário dos 50 anos do Departamento (programa no anexo 5). Foi integralmente gravado em vídeo.
  11. Alocação de novas vagas de docentes: O MEC permitiu abertura de concurso para 19 novas vagas de Professor Adjunto no quadro docente permanente da Unifesp, com o pré-requisito de que os candidatos tenham o título de Doutor. A Reitoria determinou que os departamentos de Medicina, Cirurgia e Pediatria recebessem cada um 2 vagas, que outros 13 departamentos recebessem 1 vaga cada um. Sete departamentos não foram contemplados. Para avaliar as necessidades do Departamento de Medicina em relação ao destino destas duas novas vagas o Conselho do Departamento reuniu-se duas vezes: uma em reunião ordinária e outra em reunião extraordinária, esta com caráter decisório. Na reunião ordinária, após definição dos critérios que deveriam ser adotados para as indicações (que incluíam necessidade de Disciplinas e Setores e qualidade acadêmica de possíveis candidatos), foi determinado que, no prazo de 10 dias, as Disciplinas e Setores encaminhassem ao Departamento a justificativa de suas necessidades e os curricula vitarum de possíveis candidatos. O Conselho nomeou Comissão, presidida pelo Chefe do Departamento e composta pelos Professores Adagmar Andriolo, Ângelo Amato Vicenzo de Paola e Luiz Roberto Ramos, para analisar os currículos e as justificações encaminhados pelas Disciplinas e Setores, como preparo da reunião extraordinária. Foram recebidas justificações e currículos das 11 Disciplinas e de 2 dos Setores do Departamento. Os 37 currículos recebidos (33 MD e 4 PhD) revelaram candidatos de alta qualificação e, em sua quase totalidade, alcançando o nível exigido para a concessão do título de Professor Afiliado. Na avaliação da qualificação acadêmica dos candidatos foram consideradas a formação (sendo valorizado estágio pós-doutoral em centro de excelência), a atividade (sendo valorizada a responsabilidade por Setor das Disciplinas e formação de recursos humanos) e a produção intelectual (sendo valorizado o produto do número de trabalhos publicados multiplicado pelo índice de impacto do periódico). Na avaliação das necessidades das Disciplinas ficou evidente que estas em muito ultrapassam as 2 vagas disponíveis, não só para repor perdas ocorridas no período 1995-2001, com reflexo no ensino de graduação, mas também para permitir o desenvolvimento de novas áreas de atuação e de pesquisa. Esta avaliação foi levada à reunião extraordinária do Conselho do Departamento de Medicina, sendo possível identificar, no atual momento, dois grupos de Disciplinas, um (Disciplinas de Geriatria, Doenças Infecciosas e Parasitárias, Cardiologia, Endocrinologia e Nefrologia) melhor avaliado que o outro (com 6 Disciplinas e 2 Setores). Depois de consistentes debates, ficando claro que os critérios adotados aplicam-se à presente situação, e levando em consideração o binômio qualidade acadêmica/necessidades, o Conselho do Departamento de Medicina decidiu pela abertura de concurso nas Disciplinas de Geriatria e de Doenças Infecciosas e Parasitárias, com jornada de trabalho de 40 horas. Publicado o edital, o concurso teve seu período de inscrição de 17 de dezembro de 2001 a 17 de fevereiro de 2002. Inscreveram-se 2 candidatos à Geriatria e 4 candidatos à DIPA (detalhes dos concursos no anexo 6).
  12. Cursos comuns aos programas de pós-graduação do Departamento: em 2001 foi realizado curso de Biologia Molecular (coordenação de Mirian A. Boim, Janete Cerutti e Neusa P. Silva) e para o primeiro semestre de 2002 estão programados os cursos de Bases inflamatórias de doenças (coordenação de Mirian A. Boim) e de Planejamento de pesquisa clínica (coordenação de Adauto Castelo, Bráulio Luna, Ricardo Sesso e Luiz Eduardo Nery).

Destaques no triênio 1999-2002

  1. José Osmar de Abreu Medina Pestana (Disciplina de Nefrologia) e Antonio Carlos Campos Pignatari (Disciplina de Doenças Infecciosas e Parasitárias) ocuparam o cargo de Diretor Clínico do HSP.
  2. Rui Monteiro de Barros Maciel (Disciplina de Endocrinologia) e Nestor Schor (Disciplina de Nefrologia) ocuparam o cargo de Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa.
  3. Manuel Lopes dos Santos ocupou o cargo de Pró-Reitor de Extensão.
  4. Durval Rosa Borges participou da comissão de reforma dos Estatutos, presidiu a comissão que regulamentou a criação do título de Professor Afiliado e participou da comissão que modificou o regulamento do concurso de Livre Docência. Antônio Carlos Camargo Carvalho foi eleito representante dos professores titulares no CTA.
  5. Laboratórios do Departamento participam dos programas Genoma Câncer e Genoma Clínico da FAPESP.
  6. Obtiveram o título de Livre Docente: Reinaldo Salomão (Unifesp) e Roberto José da Silva Badaró (UFBa) em Doenças Infecciosas e Parasitárias, Mirela Jobim de Azevedo (UFRGS) em Endocrinologia, José Osmar de Abreu Medina Pestana (Unifesp) em Nefrologia, Bráulio Luna Filho (Unifesp) e Francisco Antonio Helfenstein Fonseca (Unifesp) em Cardiologia.
  7. Elaboração de projeto multidisciplinar. Embora não contemplado pelo CNPq no âmbito dos Institutos do Milênio, a elaboração do projeto “Instituto de Medicina Celular e Molecular†(resumo no anexo 7), com a importante colaboração de Reinaldo Salomão, foi exercício que poderá sugerir rumos de atuação futura do Departamento.

Agenda

  1. As eleições de chefe e vice-chefe do Departamento realizaram-se de acordo com o seguinte cronograma: inscrições de 10 a 12 de dezembro de 2001, eleições dia 13 de dezembro de 2001 e posses dia 28 de fevereiro de 2002. Para o período 2002-2005 foram eleitos Antônio Roberto Chacra (Chefe) e Ângelo Amato Vicenzo de Paola (Vice-chefe).
  2. O Departamento deverá definir critérios para alocação de futuras vagas no corpo docente. Os critérios deverão considerar: a) necessidades justificadas das Disciplinas baseadas em relatório circunstanciado das atividades da Disciplina no ensino, pesquisa e assistência e em relatórios individuais das atividades dos docentes e dos técnico-administrativos de nível superior; b) CV de potenciais candidatos que preencham as necessidades das Disciplinas. Por solicitação do Conselho de Departamento Emília Sato e Osvaldo Beppu elaboraram sugestão (anexo 8) que foi enviada para consideração dos docentes do Departamento. Após análise das sugestões recebidas será consolidado texto a ser levado à deliberação do Conselho do Departamento.
  3. O Departamento deverá implementar a reformulação dos programas de Residência Médica, a partir de 2003.
  4. O Departamento deverá definir e implantar novo modelo de pós-graduação senso estrito. O modelo vigente, calcado nas especialidades médicas, foi modelo de sucesso, mas esgotou-se. Devem ser claramente distintos os programas de pós-graduação stricto sensu e os programas de formação/aperfeiçoamento do especialista. Os objetivos são claramente distintos: o objetivo da pós-graduação stricto sensu no Departamento deve ser o de formar o pesquisador clínico. Será programa com característica multidisciplinar. O novo modelo deverá levar em conta a heterogeneidade de origem dos pós-graduandos: são diferentes as condições, de um lado, de um aluno formado em universidade de pesquisa e que teve experiência de iniciação cientifica e, de outro lado, de bacharel formado em universidade sem tradição de pesquisa. O novo modelo deverá ser baseado no binômio orientador/pós-graduando e na linha de pesquisa do orientador. Isto significa que os créditos serão obtidos em cursos de caráter geral (biologia molecular, metodologia científica, cultura geral) e em cursos relacionados ao projeto de pesquisa a ser desenvolvido. A Unifesp é universidade temática com estrutura departamental. E universidade especializada não pode ser apenas universidade pequena, deve ser de elite. Deve ter os melhores programas de pós-graduação na área da saúde, no país. Deve ter as características de uma universidade de pesquisa, como conceituado no relatório elaborado pela The Boyer Commission on Educating Undergraduates (http://naples.cc.sunysb.edu/Pres/boyer.nsf/).
  5. O Departamento deverá reformar seu Regulamento, para adequá-lo aos novos Estatuto e Regimento da Unifesp.
  6. O Departamento deverá discutir a estrutura departamental da Unifesp e sua estrutura em particular. O Departamento de Medicina, composto por Disciplinas com dimensão departamental, é na prática uma confederação de departamentos.
  7. Avaliação do Departamento: O Departamento, até mesmo para cumprir o Estatuto e o Regimento da Unifesp, deverá sistematizar processo de avaliação. Este processo poderá incluir uma auto-avaliação e o aproveitamento de avaliações parciais já realizadas. São avaliações parciais disponíveis: a que a CAPES realiza a cada 3 anos dos programas de pós-graduação, a dos alunos do curso de medicina que respondem questionário elaborado pela Pró-Reitoria de Graduação e a dos Residentes. A avaliação sistematizada deverá incluir avaliação externa. O processo de avaliação deverá influir nos critérios de distribuição de novas vagas de docentes e de técnico-administrativos de nível superior.
  8. Implementar a contribuição financeira das Disciplinas ao Departamento. Completaram-se os ciclos do Departamento provedor de Disciplinas e da individualização das Disciplinas. Vivemos o ciclo onde a consolidação e autonomia das Disciplinas permitem que estas suportem o Departamento para que este, sem inibir, coordene e estimule seu desenvolvimento.

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