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ISCIPLINA
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ASTROENTEROLOGIA |
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No hall de entrada do Edifício José Leal Prado da Universidade Federal de São Paulo encontra-se o painel "Medicina Experimental” do qual foi extraído o logotipo do Laboratório de Hepatologia Experimental (figura de Claude Bernard). O Laboratório abriga Grupo de Pesquisa interdisciplinar formado pela união, ao longo de anos de trabalho em torno de linha de pesquisa, de docente-pesquisadores das Disciplinas de Bioquímica e de Gastroenterologia. Suas raízes vêm do final da década de 40 com a criação, em 1948, do Laboratório de Farmacologia e Bioquímica e, em 1947, da Disciplina de Gastroenterologia. Aquele foi o primeiro núcleo de pesquisa da Escola Paulista de Medicina e a criação desta ocorreu em época de especialização de setores da clínica médica no Departamento de Medicina. José Leal Prado, no Departamento de Bioquímica, liderou por décadas Laboratório dedicado ao estudo de aspectos do sistema calicreina-cinina. Durval Rosa Borges em 1972 foi realizar estágio pós-doutoral com José Leal Prado. A idéia do estágio foi a de integrar, na prática da pesquisa, disciplinas das áreas clínica e básica. O estágio completou-se com estada de um ano no Laboratório de AH Gordon no National Institute for Medical Research, Mill Hill, Londres, onde DR Borges familiarizou-se com a técnica de perfusão do fígado isolado de rato. Voltando da Inglaterra DR Borges passa a trabalhar no Laboratório de JL Prado estudando o papel do fígado na modulação do sistema calicreina-cinina. Nesta linha de pesquisa orientou o mestrado (1983) e doutorado (1987) de Maria Kouyoumdjian, que realizou estágio pós-doutoral no National Institute for Medical Research. Com o falecimento de Leal Prado em janeiro de 1987, DR Borges assumiu a liderança do grupo e o Laboratório passou a dedicar-se à Hepatologia experimental. Márcia Regina Nagaoka após doutorar-se no Laboratório completou estágio pós-doutoral na Universidade de Montreal (Laboratório de P. Michel Huet) onde familiarizou-se com a técnica de transplante de fígado experimental em rato. O Laboratório de Hepatologia Experimental vem participando tradicionalmente de trabalhos interdisciplinares e esta aberto ao desenvolvimento de projetos com outros grupos de pesquisa. Em 1997, com o Laboratório de Metabolismo Hepático da Universidade Estadual de Maringá (coordenado por Adelar Bracht), formou o Núcleo de Metabolismo Hepático, que recebeu auxílio do PRONEX I. O Núcleo de Metabolismo Hepático reuniu dois Laboratórios dedicados ao estudo do papel do fígado na modulação do meio interno usando a técnica de perfusão do fígado isolado. A rigor são os dois únicos grupos que, no Brasil, dominam ampla e rotineiramente esta técnica. Desta forma, ocupam nicho quase único na ciência brasileira. Desde 2003 o Laboratório de Hepatologia Experimental, em colaboração com outros grupos da Disciplina de Gastroenterologia, coordena projeto Temático da FAPESP. O Laboratório de Hepatologia Experimental ocupa hoje dois espaços na Unifesp: no Edifício José Leal Prado (Rua Botucatu 862) e no Edifício de Pesquisas Clínicas e Cirúrgicas (Rua Pedro de Toledo, 781).
Programa
de Doutorado
Programa
de Mestrado Ana Carolina Tineli Elias Marcos Silva Flato Fernado Guariglia D’Agostino Flavia Bracale Graciani José Eduardo Pincerno Pouza Leda Teixeira de Carvalho Rodrigo Rovai Bega Aspectos clínicos e experimentais da hipertensão portal As duas vertentes da linha de pesquisa têm raízes nacionais e repercussão internacional. Na linha de pesquisa clínica estudamos a hepatopatia esquistossomótica e na linha de pesquisa experimental a ação e reação, no fígado, do sistema da bradicinina, peptídio vasoativo descoberto no Brasil. O estudo da hepatopatia esquistossomótica pura (em pacientes sem outros fatores etiológicos de doença hepática, como vírus de hepatites ou alcoolismo) permitiu caracterizar o consumo crônico de fatores da coagulação na forma descompensada, a existência de disfunção de síntese protéica mesmo na forma compensada e marcadores não invasivos de hipertensão portal (número de plaquetas circulantes) e de fibrose (ácido hialurônico sérico). No estudo da modulação hepática de sistemas de peptídeos vasoativos verificamos que o fígado é capaz de sintetizar cininogênio e procalicreína plasmática assim como de internalizar calicreínas teciduais e a calicreína plasmática. Esta endocitose mediada por receptor depende da cadeia pesada da calicreína plasmática e tem via comum, mas não única, com a do ativador tecidual de plasminogênio. Verificamos que o fígado é capaz de converter lisil-bradicinina e metionil-lisil-bradicinina em bradicinina e de converter angiotensina I em angiotensina II e de inativar a bradicinina. Caracterizamos como sendo as principais cininases hepáticas a endopeptidase EC 3.4.24.15 e a enzima conversora de angiotensina. Verificamos que a bradicinina provoca resposta hipertensiva portal, via receptor B2, ao contrário de sua ação hipotensiva no sistema arterial, e que esta resposta hipertensiva é modulada pelo óxido nítrico. Em geral a modulação hepática dos sistemas de peptídeos vasoativos está qualitativamente preservada nas situações de inflamação aguda, fibrose hepática, regeneração hepática e cirrose, embora possa estar quantitativamente modificada. Fígado e peptídeos biologicamente ativos: ação e reação
a) Efeitos hemodinâmicos e metabólicos de peptídeos biologicamente ativos na perfusão bivascular do fígado isolado. Hepatotoxicidade a) Efeito hepático da atorvastatina isoladamente ou em associação com etanol. Hepatopatia esquistossomótica
a) Estudo da plaquetopenia em formas crônicas da esquistossomose mansoni.
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Contato: magali@gastro.epm.br |
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