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Departamento de Medicina As Disciplinas Em 2001 o Departamento de Medicina, o maior dentre os 23 departamentos da UNIFESP, é integrado por 11 Disciplinas e 3 Setores e possui 96 docentes em seu quadro permanente (anexo 3), o que corresponde a aproximadamente 17% do quadro docente da UNIFESP. Conta ainda o Departamento com 81 médicos contratados em regime da CLT (técnico-administrativos). De setor de informática da Disciplina de Nefrologia originou-se em 1988 o CIS (Centro de Informática em Saúde) que, em 1999, transformou-se em Departamento; foi o primeiro Departamento de Informática em Saúde a ser criado na universidade brasileira. O sumário histórico de cada uma das Disciplinas e Setores é de sua responsabilidade. São incluídas informações sobre o quadro docente permanente (o que exclui os profissionais contratados como tecnico-administrativos) assim como as listas de pontos para concurso de Livre Docência. Disciplinas: Cardiologia | Clínica
Médica | Doenças Infecciosas e Parasitárias
| Endocrinologia Setores: Medicina Laboratorial | Radioterapia | Oncologia Clínica Disciplina de Cardiologia A história da cardiologia brasileira tem raízes profundas na Escola Paulista de Medicina. Jairo Ramos foi o fundador, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia e o primeiro Editor da revista cardiológica mais conceituada da América do Sul, os Arquivos Brasileiros de Cardiologia. A origem da Disciplina de Cardiologia situa-se na década de 1940, dentro da Clínica Propedêutica Médica, dirigida por Jairo Ramos. Naquela época, por sua influência, muitos de seus assistentes começaram a formar núcleo de médicos interessados preferencialmente pelas doenças cardíacas. Assim foi que em torno de Horário Kneese de Mello agregaram-se outros assistentes, possibilitando a implantação de enfermaria e ambulatório da cardiologia. Nessa época não existia UTI e um único eletrocardiógrafo Cambridge, de corda, possibilitava o registro das únicas derivações, bipolares (D1, D2 e D3). A Disciplina de Cardiologia foi formalmente criada em 1951, sob a chefia de Horacio Kneese de Melo, com os seguintes setores: enfermaria (chefia de José Landulfo), eletrocardiografia (chefia inicial de Américo Sampaio e posteriormente de Cantídio de Moura Campos Filho), hemodinâmica (chefia de Sílvio Jorge Pinto Borges) e ambulatórios. A rotina das enfermarias e dos ambulatórios era feita por Internos, sob a orientação dos Professores José Landulfo, Adolpho Barcellini, Victor Schubsky, Américo Sampaio, Arnaldo Marckman, Francisco Sporkes e Cícero Hadad. Os Internos eram acadêmicos concursados, no término do 3º ano médico, após o curso de Propedêutica Médica (Chefia inicial Wladimir da Prússia Gomes Ferraz e posteriormente Silvio dos Santos Carvalhal). Com a criação da Residência Médica em 1957 extinguiu-se o Internato concursado. As doenças mais freqüentes naquele período eram a doença reumática, a cardiopatia chagásica, a hipertensão arterial e as cardiopatias congênitas. Por iniciativa de Jairo Ramos foram estagiar no Exterior, principalmente no Instituto Nacional de Cardiologia do México, vários assistentes, entre eles, Ítalo Domingos Le Voci, Silvio Borges, Cantídio de Moura Campos Filho; para centros de pesquisa nos Estados Unidos foram Dirceu Vieira dos Santos Filho e Adolpho Barcellini. O Serviço de Eletrocardiografia chefiado por José Bocanegra desde 1959, auxiliado por Abraham Pfeferman responsável pela Vectocardiografia, a partir dos anos de 1980 passou a fazer parte do Setor de Métodos Gráficos, sob sua chefia até 1997. Em 1970 Horácio Kneese de Melo foi nomeado Diretor da Escola Paulista de Medicina, assumindo a chefia da Disciplina de Cardiologia Adolpho Barcellini. Nesse período foi implantado o setor de Métodos Gráficos (inicialmente com ergometria, eletrocardiografia e vectocardiografia), foram constituídas a Unidade Coronariana (leitos de UTI no 10º andar do Hospital São Paulo) e a nova enfermaria da Disciplina. Nesse período foram também instalados os novos equipamentos para o Serviço de Hemodinâmica e, em 1976, iniciou-se o Programa de Pós-graduação em Cardiologia. Contribuíram para o início desta segunda fase da Disciplina Horacio Kneese de Mello, Victor Schubsky, Silvio Borges, Dirceu Vieira dos Santos Filho, Celso Ferreira, Rogério de Freitas Guimarães, Oswaldo Luiz Ramos, Oscar Pimentel Portugal, Antoine Yunes e alguns estagiários estrangeiros, como José Bocanegra Arroyo, do Peru, Roberto Blandon, do Panamá e René Buzzi, da Argentina. Naquele tempo o cateterismo cardíaco limitava-se em obter pressões das cavidades cardíacas e oximetria. As angiografias eram ainda pouco utilizadas e não existia a cinecoronariografia. Esta apareceu em fase posterior com a aquisição de novo equipamento para a Hemodinâmica, tendo se destacado nesse esforço Dirceu Vieira dos Santos Filho. Com a criação do Departamento de Medicina a Disciplina de Cardiologia estruturou-se definitivamente. Os residentes que optavam pela Disciplina desempenharam importante papel de progresso e desenvolvimento. Dentre os vários que aqui passaram devemos citar alguns como exemplo de dedicação e entusiasmo: Celso Ferreira, Paulo Tucci, José Focchi, Demóstene Uvo, João Lourenço Herrmann, Eulogio Martinez Filho, Nelson Kasinski, Edson Stefanini, Jaime da Silva Teles, Ângelo A. V. de Paola, Orlando Campos Filho, Rui Manuel Póvoa e Valter Correia de Lima. Chefiaram a Disciplina: Horacio Kneese de Melo, Adolpho Barcellini, Eulogio Emilio Martinez Filho, Dirceu Vieira dos Santos Filho e atualmente Angelo A. V. de Paola. A Disciplina de Cardiologia apresenta, em 2001, 15 setores ou serviços:
A lista de pontos para concurso de livre docência em Cardiologia em 2001 é:
O corpo docente da Disciplina (quadro permanente da UNIFESP) em 2001 é:
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