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Departamento de Medicina Disciplina de Pneumologia Em 1951, mercê do pioneirismo de Jairo Ramos, catedrático da Cadeira de Propedêutica Médica da Escola Paulista de Medicina, foi criado o Departamento de Medicina. Na ocasião já havia nítida diferenciação em especialidades, tendo sido criados várias Disciplinas, inclusive a Pneumologia. Seu primeiro chefe foi Ítalo Domingos Le Voci. Seguiram-se a ele Octávio Ribeiro Ratto, Manuel Lopes dos Santos, Miguel Bogossian, José Roberto de Brito Jardim e, atualmente Osvaldo Shigueomi Beppu. A Disciplina conta com 11 docentes e 12 médicos assistentes com obrigações docentes com os 3º e 5º anos do Curso Médico; recebe quatro residentes do 1º ano em rodízio e oito residentes do 2º ano e 3º ano. Há já 20 anos ministra estágio de 2 anos em Pneumologia com cinco vagas anuais. O seu Curso de Pós-Graduação é um dos mais antigos da área clínica (credenciado em 1973), sendo o primeiro no Brasil a ter o seu doutorado credenciado. Já foram defendidas 77 teses de mestrado e 65 de doutorado. Há poucos anos foi criado Curso de Pós-Graduação em Ciências Pneumológicas para contemplar profissionais da área de saúde, médicos ou não, interessados na pesquisa no campo da Pneumologia. Desde 1989 a Disciplina de Pneumologia oferece Curso de Especialização em Fisioterapia Respiratória, com autorização do antigo Conselho Federal de Educação. A Disciplina de Pneumologia oferece aos pacientes ambulatórios específicos para: doença pulmonar obstrutiva crônica, asma, oncologia, doenças do interstício, bronquiectasia e risco cirúrgico. São ainda oferecidos aos pacientes pronto atendimento clínico para emergência, centro de reabilitação pulmonar e laboratório de distúrbios do sono. A Disciplina tem-se destacado ao longo dos anos pela excelência da sua pesquisa em humanos e em animais de grande e pequeno porte. No momento desenvolve laboratório de biologia molecular. A secretaria, todos os laboratórios e salas dos professores estão conectados à rede de informática do Centro de Informática da Saúde da UNIFESP. A lista de pontos para concurso de livre docência em Pneumologia em 2001 é:
O corpo docente da Disciplina (quadro permanente da UNIFESP) em 2001 é:
Disciplina de Reumatologia A Reumatologia, como especialidade, teve seu início na Escola Paulista de Medicina em 1971, por iniciativa de Edgard Atra, inicialmente como Setor da Disciplina de Patologia Clínica. Em 1978 o Setor foi transformado em Disciplina, tendo como fundadores Edgard Atra e José Goldenberg. Em 1983 iniciou o Curso de Pós-Graduação em Reumatologia, reconhecido em 1987 (Mestrado e Doutorado). A Disciplina participa de programa de Pós-Graduação Multidisciplinar em Reabilitação, reconhecido em 1998. Bienalmente a Disciplina realiza o Curso de Reciclagem em Reumatologia para ex-residentes, estagiários e pós-graduandos. A Disciplina de Reumatologia, há cerca de dez anos vem setorizando suas atividades, tendo desenvolvido os seguintes Setores: Laboratório, Doenças do Colágeno, Epidemiologia Clínica, Coluna vertebral e Reabilitação em Reumatologia, Doenças Ósteo-metabólicas, Reumatismos de Partes Moles e Artrose, Doenças de Cristais e Reumatologia Pediátrica, o que tem permitido melhora da atividade assistencial e desenvolvimento de pesquisa de nível internacional. A Disciplina de Reumatologia, à semelhança das demais, conta com os recursos da Biblioteca Regional de Medicina, BIREME, que tem o apoio de organizações como a OMS e OPAS e permite acesso a grande número de publicações atualizadas na área da saúde, facilitando a realização de levantamentos bibliográficos fundamentais no preparo de revisões e artigos originais. A Disciplina conta com rede interna conectada à rede da UNIFESP, que possibilita acesso à BIREME, CAPES, CNPq, FAPESP, bem como a revistas e jornais eletrônicos, via Internet. A Disciplina conta com 6 microcomputadores em rede partilhados pelos 9 professores e eventualmente seus orientandos, 3 computadores partilhados pelos alunos de pós-graduação, um dos quais em rede, e 3 computadores em rede utilizados na secretaria. A Disciplina de Reumatologia oferece assistência ambulatorial, capilaroscopia, densitometria e ultrasonometria óssea, além de exames de auto-anticorpos relacionados a doenças reumáticas. Possui também o único serviço especializado em reabilitação em reumatologia do país. A infra-estrutura física dos laboratórios de pesquisa foi ampliada com a ocupação efetiva de área no Centro de Pesquisas Clínicas e Cirúrgicas, para onde foram transferidos os projetos pertinentes à área de Biologia Molecular. Além desse laboratório conta com sala de cultura de células, laboratório de rotina, salas de atendimento assistencial, sala de densitometria óssea, salas dos docentes, setor de biblioteca e secretaria. A Disciplina mantém o Centro de Estudos Prof. Dr. Edgard Atra. A lista de pontos para concurso de livre docência em Reumatologia em 2001 é:
O corpo docente da Disciplina (quadro permanente da UNIFESP) em 2001 é:
Os Setores O primeiro estatuto da UNIFESP (1994) reconhecia a existência de Setores e Laboratórios como subunidades das Disciplinas, por elas criados a seu juízo e de acordo com seu desenvolvimento. Entretanto quando da aprovação do Estatuto já existiam, no Departamento de Medicina, dois Setores a ele ligados, e que assim permaneceram. A reforma dos estatutos, iniciada em 1999 e concluída em 2001, prevê a existência de Setores vinculados a Disciplinas mas também vinculados diretamente ao Departamento. A justificativa é a possibilidade de existir, de um lado, Setor multidisciplinar e, de outro lado, o Setor ser o embrião de futura Disciplina. O Departamento de Medicina conta em 2001 com 3 setores. Setor de Medicina Laboratorial Em 1936, quando o Hospital São Paulo foi instalado provisoriamente no Pavilhão Maria Thereza, na chácara Schiffini (Rua Botucatú 90, Vila Clementino), reservou-se pequeno espaço no andar térreo para o Laboratório de Análises Clínicas. No ano seguinte, sob a direção de Mário Mesquita e Antônio Barros de Ulhoa Cintra este serviço foi oficialmente inaugurado, tendo recebido, pouco tempo depois, a contribuição de João Baptista dos Reis, o que possibilitou a realização de novos exames, inclusive de líquor. Em 1940, com a inauguração do Hospital São Paulo (Rua Napoleão de Barros 715), o Laboratório passou a ocupar área de 200 m2 no segundo andar e recebeu o nome de Laboratório Central do Hospital São Paulo. Nesta ocasião estava sob a direção de João Marques de Castro, que era o 1º assistente da cadeira de Patologia Geral da Escola Paulista de Medicina. As qualidades pessoais e a competência profissional de João Marques de Castro possibilitaram a formação de grande número de professores, tanto da Escola Paulista de Medicina como de outras escolas médicas, na área de Patologia Clínica. João Marques de Castro permaneceu na chefia do Laboratório Central até sua morte, em março de 1960, quando foi sucedido por Humberto Delboni Filho. Delboni continuou imprimindo vocação acadêmica ao Laboratório Central, sem deixar escapar os progressos metodológicos por que passava a atividade. Assim é que o Laboratório, além de manter-se como centro formador de profissionais da área de Patologia Clínica, prestava suporte diagnóstico para comunidade médica altamente atualizada e exigente. Delboni aposentou-se em 1986 e o Laboratório Central foi chefiado por Caio Roberto Chimenti Auriemo até 1987. Em 1987, sob a chefia de José Francisco da Silva, o Laboratório Central realizava cerca de 630.000 exames por ano, contando com 179 funcionários, incluindo-se 3 médicos Patologistas Clínicos. Em 1989 começou o processo de informatização do Laboratório, sob responsabilidade do então Centro de Processamento de Dados. No final do período de sua direção José Francisco da Silva concluiu a instalação da casa para atendimento e coleta de materiais de pacientes ambulatoriais na rua Varpa 36. Em 1990 assumiu a direção do Laboratório Central Tânia Leme da Rocha Martinez, permanecendo até 1991, quando foi sucedida por Newton Auricchio Raphael que, em 1992 transferiu a direção para Sara Blecher Silberstein. Em 1994 assumiu a chefia do Laboratório Adagmar Andriolo. Em 1995 inicia-se o Programa de Residência Médica em Patologia Clínica e, no ano seguinte, eram inauguradas as novas instalações do Laboratório Central, com 400 m2 no 2º andar no Prédio anexo ao Hospital São Paulo (Rua Napoleão de Barros 737). Nesta ocasião, eram já realizados, em média, 1.500.000 exames por ano, cobrindo praticamente todas as grandes áreas da Medicina Laboratorial. Com o Programa de Residência em Patologia Clínica evoluindo bem, Residentes de outros programas foram convidados a rodiziar pelo Laboratório e outras atividades didáticas foram acrescentadas sendo que, em 2001, o Laboratório Central mantém os seguintes cursos e atividades regulares:
Mantendo seu compromisso assistencial, o Laboratório Central qualificou seu quadro profissional, atualizou seus equipamentos, modernizou o sistema de informática e expandiu a relação de testes disponíveis realizando, em 2000, cerca de 2.000.000 exames, graças à automatização de algumas rotinas e ao interfaceamento de equipamentos. Trabalham, em 2001, no Laboratório Central, 200 colaboradores, constituindo equipe multiprofissional. O corpo médico é composto por 10 Patologistas Clínicos, sendo 1 Livre Docente, 2 Doutores, 3 Mestres e 4 com Título de Especialista em Patologia Clínica. Em janeiro de 2001 foi fundado, pelos médicos Patologistas Clínicos do Laboratório Central o Centro de Estudos em Medicina Laboratorial "Prof. João Marques de Castro", visando possibilitar a realização de atividades técnico-científicas adicionais e dar melhores condições operacionais ao Laboratório. A lista de pontos para concurso de livre docência em Medicina Laboratorial em 2001 é:
O corpo docente do Setor (quadro permanente da UNIFESP) em 2001 é:
Setor de Radioterapia Em 1939 iniciou-se o atendimento radioterápico ambulatorial dos pacientes do HSP e EPM por Mathias Octávio Roxo Nobre. Em 1943 foram instalados os aparelhos de Radioterapia convencional no HSP. A Secção de Radioterapia foi criada em 1946 juntamente com a contratação de Camillo Segreto que, em 1968, criou o laboratório de Radiobiologia para estudo dos efeitos biológicos das radiações ionizantes. Em 1990 houve modernização do Setor, com aquisição de equipamentos de alta energia e mudança para área física adequada. Atualmente, a chefia está sob a responsabilidade de Roberto A. Segreto e o laboratório de Radioterapia Experimental sob a coordenação de Helena R. Comodo Segreto. O programa de residência médica foi credenciado em 1993; os residentes realizam estágio complementar em outros locais como o Hospital Albert Eisntein (convênio da UNIFESP) e Hospital de Clínicas da FMUSP. O Setor de Radioterapia tem três divisões: Administrativa: cuja principal função é dar condições de trabalho às demais divisões e promover a organização e coordenação do Serviço. O pessoal de nível superior lotado no Setor é constituído por um Professor Associado, uma Professora Doutora, dois médicos contratados (técnico-administrativos), duas enfermeiras, um fïsico e seis residentes. Assistencial: são realizados atendimentos de consultas ambulatoriais e das interconsultas nas diversas enfermarias do Hospital São Paulo. Também é realizado planejamento individual, execução de máscaras se necessário e tratamento nos diversos aparelhos. A capacidade anual de atendimento é de 600 pacientes novos e 3500 pacientes em seguimento. Em cada aparelho são realizados entre 100 a 120 campos por dia. Estão sendo realizadas, semanalmente, aplicações de braquiterapia em baixa taxa de dose. Ainda dentro da função assistencial realizam-se controle radiobiológico periódico e orientação dos funcionários da UNIFESP/EPM e do Hospital São Paulo que trabalham com radiação ionizante, por meio do grupo GATRI (Grupo de Assistência ao Trabalhador com Radiação Ionizante). Ensino e pesquisa: três subsetores estão em atividade: Radioterapia Clínica, Física Médica e Radioterapia Experimental. Estes promovem aulas teóricas e práticas aos alunos da graduação, residentes, especializandos e pós-graduandos na área de Radioterapia e áreas afins. Os cursos ministrados são: Curso Eletivo de Radioterapia e Radiobiologia para o Curso Médico, participação no programa de Oncologia Clínica para o 3o ano Médico, Curso de Radiobiologia Geral para Pós Graduação, Curso de Radiobiologia geral e especial e Radioterapia Geral e Especial para residentes especializandos e pós graduandos em Radioterapia, Curso de Especialização em Radioterapia. O Laboratório de Radioterapia Experimental desenvolve as seguintes linhas de pesquisa:
O laboratório desenvolve projetos de pesquisa em colaboração com diversas Disciplinas desta Universidade e com a USP. São desenvolvidos protocolos de tratamento clínico em colaboração com diversas Disciplinas da UNIFESP. O Setor participa do programa de pós-graduação do Departamento de Diagnóstico por Imagem. A Radioterapia tornou-se especialidade nos anos 1950 e ainda muitos dos seus princípios básicos são desconhecidos por médicos generalistas e mesmo oncologistas. No Brasil a especialidade desenvolveu-se, na maioria das vezes, em hospitais e clínicas privadas, muito mais pelo interesse e esforço individual dos que vieram a tornar-se radioterapêutas do que pelo desenvolvimento curricular nas Escolas Médicas. A UNIFESP é uma das pioneiras do ensino em Radioterapia bem como em ter Laboratório de Radioterapia Experimental para dar suporte à clínica. O ensino da Radioterapia é multidisciplinar e envolve as áreas de radiobiologia, física médica, clínica médica e radioterapia. Longe de ser especialidade com risco de ser abandonada, talvez seja uma das áreas em que a informatização tem levado ao extremo a sofisticação de técnicas de tratamento, permitindo cada vez mais precisão e menos seqüelas. Roberto Segreto realizou concurso de Livre Docência e estágio de aperfeiçoamento em braquiterapia (alta e baixa taxas de dose) no Massachusetts General Hospital, Harvard Medical School. Helena RC Segreto realizou Pós Doutorado no Laboratório de Radiobiologia Celular e Molecular do Massachusetts General Hospital, Harvard Medical School. Está prevista modernização do Setor com a aquisição de novos equipamentos com verba liberada pelo PROJETO REFORSUS, Ministério da Saúde. O Setor participa do Programa de Qualidade em Radioterapia, coordenado pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) e Ministério da Saúde. A meta do Setor é a consolidação acadêmica da Radioterapia, onde se desenvolvam a radioterapia clínica assistencial, a física médica, a proteção radiológica, a informática e a radiobiologia. A lista de pontos para concurso de livre docência em Radioterapia em 2001 é:
O corpo docente do Setor (quadro permanente da UNIFESP) em 2001 é:
Setor de Oncologia Clínica O Setor tem origem multidisciplinar. Em 1980 a Disciplina de Hematologia iniciou curso de Oncologia Clínica para alunos de graduação em Medicina, que a seguir passou a ser coordenado por Carlos Alberto Freire, da Disciplina de Clínica Médica. Na Disciplina de Pneumologia Hakaru Tadokoru coordenava setor de oncologia. Em 1990, após estágio pós-doutoral no Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer (São Paulo), Nora Manoukian Forones formou o setor de oncologia da Disciplina de Gastroenterologia. Em maio de 1996 Nestor Schor, como chefe do Departamento de Medicina, tomou a iniciativa de criar o Setor de Oncologia Clínica, com dois objetivos imediatos: integração com o Grupo Multidisciplinar de Oncologia da UNIFESP (GMO) e desenvolvimento de programa de Residência. Este, aprovado pelo Conselho de Extensão em setembro de 1996, foi credenciado pela Comissão Nacional de Residência Médica em 1997 e iniciou-se em 1998. Além destes objetivos iniciais o Setor é responsável pelo ensino de oncologia clínica na graduação em Medicina, pela assistência integrada a doentes com câncer e pelo desenvolvimento de pesquisa na área de oncologia.
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