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Departamento de Medicina Disciplina de Gastroenterologia A Gastroenterologia como especialidade médica tem raízes no final do século 19, com a monumental contribuição de Claude Bernard para o conhecimento da fisiologia do aparelho digestório, e o início do século 20, com a descoberta, pelos fisiologistas ingleses Bayliss e Starling, dos hormônios gastrintestinais (1902). Izmar Isidor Boas (1858-1938) é considerado o fundador da Gastroenterologia como especialidade médica. Em seu consultório em Berlim dedicou-se com exclusividade ao estudo e tratamento de doenças do aparelho digestório, utilizando técnicas de análise do suco gástrico e preconizando a detecção de sangue oculto nas fezes pelo teste do guaiacol. Em 1895 Boas funda o primeiro periódico dedicado à especialidade, que hoje é publicado com o título de Digestion. Novas fronteiras de pesquisa (na biologia molecular, na biologia celular, na microbiologia, na bioquímica, na imunologia, na genética molecular e na neuroendocrinologia gastrintestinal) assim como o desenvolvimento de complexas técnicas diagnósticas e poderosas armas terapêuticas tornaram a Gastroenterologia, no início do século 21, especialidade de ampla abrangência. O ensino de Gastroenterologia na EPM tem origem em 3 fontes: as Cátedras de Clínica de Doenças do Aparelho Digestivo (Felipe Figliolini) e de Terapêutica Clínica (Felício Cintra do Prado), extintas em 1965, e a Secção de Gastroenterologia. Felipe Figliolini, nascido em São Paulo em 1896, formou-se médico pela Faculdade Nacional de Medicina (1922) defendendo a tese (como era norma à época) "Semiótica das Icterícias". Em 1933 assina o manifesto de fundação da EPM. Colabora continuamente com Felício Cintra do Prado. Da 1a edição do livro Atualização Terapêutica (1957) até a 8a edição (1970) Felipe Figliolini foi o coordenador da secção "Aparelho Digestivo". Felício Cintra do Prado, embora catedrático de terapêutica clínica, atuava profissionalmente como gastroenterologista. Teve importância na fundação e consolidação da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG). Esta, fundada em 1949 durante a 1a Jornada Brasileira de Gastroenterologia realizada no Rio de Janeiro, resultou da reunião das Sociedades de Gastroenterologia do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e de São Paulo. A sociedade de São Paulo foi representada por Felício Cintra do Prado, que organizou a 3a Jornada Brasileira de Gastroenterologia, em 1951 em São Paulo, tornando-se então presidente da FBG. A Secção de Gastroenterologia, que deu origem à atual Disciplina de Gastroenterologia, tem raízes que vêm de 1943, quando Jairo Ramos incumbiu Wladimir da Prússia Gomes Ferraz de reorganizar o Ambulatório de Clínica Médica, que então funcionava no Pavilhão Maria Thereza. Alguns dos assistentes deste Ambulatório, efetivos e voluntários, interessam-se de modo especial pelo estudo de doenças do aparelho digestório e criam, em 1947, o Serviço de Gastroenterologia. Na criação do Departamento de Clínica Médica em 1951 a Gastroenterologia é uma das 6 Disciplinas "fundadoras". A Secção passa a ser chefiada por Wladimir da Prússia Gomes Ferraz e conta com Moacyr Padua Vilela, Rubens Xavier Guimarães, Thomaz Imperatriz Pricoli, Marcos Cabeça, Moysés Mincis, Francisco Raposo de Almeida e Francisco dos Santos Rodrigues, entre seus primeiros assistentes. No início da década de 1960 duas teses de Livre Docência em Clínica Médica iniciam, na EPM, estudo sistematizado de hepatopatias: a de Oswaldo Luiz Ramos [Contribuição para o estudo da hemodinâmica do fígado na fibrose hepática da esquistossomose mansônica e sua repercussão sobre as condições funcionais do hepatócito, 1961] e, com o importante apoio de Oswaldo Ramos, a de Moacyr Pádua Vilela [Esplenoportografia transparietal: seu valor na identificação da síndrome de hipertensão portal (por bloqueio pré e intra-hepático) – avaliação de sua intensidade e suas possibilidades para a comprovação de varizes esofafogástricas, 1963]. Em 1966 Moacyr Pádua Vilela assume a chefia da Disciplina, exercendo-a até sua aposentadoria em 1992, com exceção dos períodos em que exerceu os cargos de Chefe do Departamento de Medicina e Vice-Diretor da EPM; nestes períodos chefiaram a Disciplina Thomaz Imperatriz Pricoli (1978) e Rubens Xavier Guimarães (1979-1983). Desde 1970 a Disciplina passa a dispor de área própria (2o andar do Edifício Jairo Ramos) para abrigar ambulatórios, laboratórios e secretaria. Em 1971 Moacyr Pádua Vilela conquista o título de Professor Titular. Em 1975 a Disciplina passa a contar com enfermaria própria (14 leitos) e Setor de Endoscopia Digestiva, instalados no 2o andar do Hospital São Paulo. Após a reforma curricular de 1971 o Internato no curso de Medicina passa a ser desenvolvido em 2 anos e a Disciplina de Gastroenterologia a receber grupos de 6 a 8 alunos da 5a série, em ciclos de 4 semanas, para atividades práticas. Até esta data a participação da Disciplina no curso de Medicina limitava-se a aulas teóricas ou teórico-práticas. Em 1992 ampliou-se a participação da Disciplina no curso de Medicina, com aulas teóricas para alunos da 3a série. Com a implantação na UNIFESP do Currículo Nuclear para o curso de Medicina, a Disciplina de Gastroenterologia, em 2001, participa: do módulo "Sistema Digestório" (5 semanas, para turmas de 15 alunos da 4a série) juntamente com as Disciplinas de Gastroenterologia Cirúrgica, Gastroenterologia Pediátrica, Patologia e Diagnóstico por Imagem, do Internato (5a série) em programa de atividades práticas desenvolvido de modo integrado com a Disciplina de Gastroenterologia Cirúrgica. No período de 1967 a 1974 são produzidas 6 teses de doutoramento e realizados 2 concursos de Livre-Docência (Thomaz Imperatriz Pricoli e Moysés Mincis); em 1976 é credenciado o Programa de Pós-Graduação stricto sensu (mestrado e doutorado). No país apenas 4 universidades oferecem programa de doutorado em Gastroenterologia: UNIFESP, USP, UFMG e UFRGS. A maioria dos atuais docentes da Disciplina tem experiência no exterior e/ou pós-doutoral:
Em 1991 a Comissão de Pós-graduação da EPM autorizou o funcionamento do Programa de Pós-graduação "Gastroenterologia: Ciências Biológicas", aberto a profissionais não-médicos; é único no país com esta característica na área de Gastroenterologia. Além dos programas de residência e de pós-graduação em Gastroenterologia a Disciplina oferece programa de especialização. Em 1987 são reabertos na EPM os concursos de Livre-Docência (interrompidos desde 1974) e o título passa a ser pré-requisito para concurso de Professor Titular. São realizados dois concursos: Durval Rosa Borges em 1990 (tese "Depuração hepática da calicreína plasmática") e Manoel Martins das Neves em 1992 (tese "Disfunção pancreática precoce em etilistas assintomáticos"). Em julho de 1992 Durval Rosa Borges conquista o título de Professor Titular; em agosto de 1992 Moacyr Pádua Vilela aposenta-se e Durval Rosa Borges é escolhido para exercer a chefia da Disciplina. Em 1993 Moisés Mincis conquista o título de Professor Titular, aposentando-se em 1997. Em julho de 1995 Durval Rosa Borges assume a Pró-Reitoria de Graduação da UNIFESP (1995-1999) e Manoel Martins das Neves a chefia da Disciplina. Neste período, com verba da FAPESP para infra-estrutura, as dependências no 2o andar do Edifício Jairo Ramos são reformadas e adequadas à setorização da Disciplina. Após o falecimento prematuro de Manoel Martins das Neves, assume a chefia da Disciplina seu vice-chefe (Ângelo Paulo Ferrari Jr) durante 6 meses. Após este período a chefia vem sendo exercida por Sender Jankiel Miszputen. Em 1999 Durval Rosa Borges assume a chefia do Departamento de Medicina. A linha de pesquisa "Disfunção pancreática precoce no alcoolista", liderada por Manoel Martins das Neves (1944-1996) foi interrompida com seu falecimento. Formado pela Escola Paulista de Medicina em 1971, completou programa de Residência Médica em 1974. Em 1976 o Programa de Pós-graduação em Gastroenterologia foi credenciado e em 1979 Manoel tornou-se o primeiro mestre titulado pelo novo programa. No mesmo ano de 1979 foi aprovado em concurso para Professor Assistente na Disciplina e em 1980 obteve o título de Doutor, contribuindo para o conhecimento da pancreatopatia alcoólica, com dados e idéias originais, aceitos internacionalmente. Em 1981/82 realizou estágio pós-doutoral na UC S Francisco no Serviço de M. Sleisenger, trabalhando diretamente com Young Kim. Após sua volta ao Brasil consolidou o Setor de Pâncreas, que passou a ser referência nacional. Neste Setor formaram-se 4 doutores, atualmente professores de Gastroenterologia em universidades federais: Renato de Jesus Patto (Uberaba), Luiz Carlos Marques de Oliveira (Uberlândia), José Milton Correia Lima (Fortaleza) e Júlio Maria Fonseca Chebli (Juiz de Fora). Manoel obteve o título de Livre-Docente em Gastroenterologia em 1991. Em seus 25 anos de atividades o Programa de Pós-Graduação em Gastroenterologia consolidou grupos responsáveis pelas seguintes linhas de pesquisa, clínicas e experimentais:
A lista de pontos para concurso de livre docência em Gastroenterologia em 2001 é:
O corpo docente da Disciplina (quadro permanente da UNIFESP) em 2001 é:
Disciplina de Geriatria Em 1985 tem inicio, de maneira informal e com trabalho voluntário de residentes da Clinica Médica, o agendamento especifico de idosos, uma vez por semana, no âmbito dos ambulatórios do Hospital São Paulo. Dois anos depois, este embrião de ambulatório de Geriatria passa a ocorrer três vezes por semana e a congregar, além de médicos, profissionais das áreas de nutrição, fisioterapia e fonoaudiologia. Um crescimento em número de atendimentos e envolvimento profissional, e acima de tudo, característica que viria marcar todo o desenvolvimento da Geriatria na EPM: o trabalho interprofissional. Em 1989 a direção da EPM, reconhecendo o trabalho que vinha sendo desenvolvido, doa uma sede própria para a Geriatria, até hoje localizada na Rua dos Otonis 731, e cria o Setor de Geriatria, ligado a Diretoria. O imóvel pôde ser adequado ao atendimento ambulatorial, graças a Secretaria de Estado da Saúde que investiu na criação de Centro de Referência para o Programa de Saúde do Idoso da Secretaria, que na época era coordenado por docente que acumulava as funções de Chefe do recém criado Setor. Em 1990, com a presença do Secretário de Estado da Saúde e do Diretor da EPM inaugurou-se o atendimento ambulatorial na chamada "casinha" da Geriatria. A partir de então o ambulatório passa a funcionar diariamente, atendendo cerca de 500 pacientes por mês, com definição de dias de agendamento específico para os grupos de doenças mais comuns em idosos: cardiopatias, endocrinopatias, neuropatias, e doenças osteoarticulares. Um dia por semana não havia atendimento para reunir o grupo em reuniões científicas e administrativas. Em 1991 a FAPESP aprova projeto temático do Setor, que tinha como objetivo estudar idosos residentes na área da Vila Clementino. Com isso o Setor se equipa para fazer pesquisa, e lança as bases para a criação do Centro de Estudos do Envelhecimento. Em 1992 já haviam sido visitados e avaliados cerca de 1700 idosos, que dois anos depois foram reavaliados, configurando o primeiro estudo longitudinal com idosos residentes na comunidade do Brasil (1991/92-1993/94). O projeto, que veio a ser conhecido como EPIDOSO, estudou fatores associados ao envelhecimento saudável, e permitiu a iniciação científica de vários alunos, a dissertação de mestrado e tese de doutorado de vários membros da equipe, além de ter sido apresentado em inúmeros congressos nacionais e internacionais, e publicado em várias revistas indexadas. Em 1992 o Setor de Geriatria passa a pertencer à Disciplina de Clínica Médica, e seus integrantes passam a dividir as responsabilidades pelo ensino de propedêutica dos alunos de terceiro e quarto anos do curso de medicina. Cria-se neste ano a enfermaria de geriatria, com 10 leitos da chamada "terceirona" (enfermaria de Propedêutica I) dedicados a pacientes idosos. Além dos alunos, os residentes de clínica médica passam a ser orientados pela equipe interdisciplinar do Setor. Este ano marca ainda o inicio do estágio de geriatria, com dois estagiários de primeiro ano e dois de segundo (exigindo-se como pré-requisito dois anos de residência em clínica médica, em programa credenciado). O estágio prevê atividades ambulatoriais, na enfermaria e reuniões científicas e de supervisão. A partir de 1994, os residentes de clínica médica (primeiro ano) passam a ter estágio oficial de um mês na Geriatria, na parte ambulatorial. Desde 1994 o Setor ministra curso de reciclagem médica em Geriatria com uma aula semanal durante todo o ano. O curso tem freqüência média de 100 médicos e carga horária de 40 horas. Este curso conta créditos na pós-graduação em Clínica Médica, desde 1996. Na área de Gerontologia, o Setor ministra um curso para profissionais da área, também anual, com freqüência média de 40 alunos. Este curso conta créditos para a Pós-graduação de Reabilitação desde 1996. Em 1995 o Setor transfere suas atividades de reabilitação para o Lar Escola São Francisco (LESF), onde passam a atuar os profissionais de fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia, sob supervisão de um dos médicos do Setor. Neste ano a equipe interprofissional passa a ter 4 estagiarias com bolsa da FUNDAP, atuando no LESF. Lá fica sediada a pós-graduação de Reabilitação com áreas de concentração em Pneumologia, Reumatologia, Fisiatria, Medicina Esportiva e Geriatria. Em 1997 após processo de seleção baseado no mérito científico dos projetos apresentados, tem inicio a ocupação do Centro de Pesquisas Clínicas e Cirúrgicas. Coube ao Setor de Geriatria metade de um andar, onde foi instalado o Laboratório do Envelhecimento, sob a coordenação de professora livre docente do Instituto de Química da USP que tornou-se professora visitante do Setor, trazendo seu laboratório da USP. Nesta época foi aprovado mais um projeto temático da FAPESP para o Setor, sobre "Estresse oxidativo e envelhecimento", mesclando as bases epidemiológicas do EPIDOSO com a metodologia de estudo bioquímico da oxidação celular recém incorporada pelo Setor. Neste mesmo ano o Departamento de Medicina institui o primeiro concurso de Livre Docência em Geriatria na UNIFESP, coroando desta forma os esforços do Setor, que nos últimos dez anos, vem desenvolvendo ampla estrutura de assistência, ensino e pesquisa. Em 1998 o Departamento de Medicina aprova o mérito da criação da Disciplina de Geriatria. No final do mesmo ano, a Comissão Nacional de Residência Médica aprova a criação da Residência de Geriatria na UNIFESP-EPM, com a abertura de duas vagas de primeiro ano, com pré-opção em Geriatria, no programa do Departamento de Medicina (rodízio nas várias especialidades), seguidos de programa específico com duração de dois anos. Ainda neste ano tem inicio o estágio de geriatria para os alunos do quinto ano no Centro de Saúde de Vila Mariana. Em 1999 a disciplina insere-se no programa de disciplinas eletivas oferecido aos alunos da graduação médica, com carga horária de 24 horas semestralmente. Em 2000, além das disciplinas eletivas oferecidas ao 3º e 4º anos do curso médico, a Geriatria é incluída no currículo nuclear do 4º ano médico (12 horas). Hoje a Disciplina de Geriatria congrega mais de 50 profissionais entre médicos, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogas, enfermeiras, biomédicos, bioquímicos e assistente social, além de residentes, estagiários e alunos bolsistas, todos envolvidos em atividades assistenciais, de ensino e pesquisa. A grande maioria dos profissionais da Disciplina esta vinculada a cursos de pós-graduação, com projetos de pesquisa em andamento. Nos últimos 6 anos foram concluídas 10 dissertações de mestrado e 7 teses de doutoramento, todas ligadas a Disciplina. O quadro atual de professores contratados da Disciplina inclui um professor associado (livre docente), um professor assistente, um professor visitante (livre docente), um professor substituto (mestre), além de três médicos concursados pelo Serviço Público Federal (dois doutores) que exercem atividades de ensino e pesquisa, além das assistenciais. A lista de pontos para concurso de livre docência em Geriatria em 2001 é:
O corpo docente da Disciplina (quadro permanente da UNIFESP) em 2001 é:
Disciplina de Hematologia e Hemoterapia A Disciplina foi criada por Marcelo Pio da Silva nos idos de 1941 e, até 1951, era designada Serviço de Hematologia; funcionava quase que como simples apêndice do Laboratório da Clínica Propedêutica Médica (Cátedra do Prof. Jairo Ramos). Em 1951, criou-se o Departamento de Clínica Médica com suas várias Secções, entre as quais a de Hematologia. Em 1965, com a restruturação do Departamento realizada por Jairo Ramos, o qual veio a denominar-se Departamento de Medicina, a Secção de Hematologia passou a chamar-se Disciplina de Hematologia. Posteriormente, em 1983, atendendo a necessidades técnicas, científicas e funcionais, o Banco de Sangue do HSP foi anexado à Disciplina, que passou a designar-se Disciplina de Hematologia e Hemoterapia. Uma vez criada a Secção de Hematologia (1951), estruturou-se o curso regular de Hematologia ministrado aos alunos do 4o e do 5o anos do curso médico, propiciando-se ainda condições à pesquisa. Assim, em 1952 Luíz Gonzaga Murat especializou-se em hemostasia, após estágio com AJ Quick. Mário Ritter, com o mesmo propósito, estagiou na Universidade de Chapell Hill, estudando o metabolismo do ferro. Desta forma, criaram-se os laboratórios de coagulação e de metabolismo do ferro, voltados fundamentalmente à pesquisa. Infelizmente, em 1964 Murat viria a abandonar a medicina e Ritter, em 1969, transfere-se, definitivamente, para os Estados Unidos. Contudo, alguns anos após o laboratório de hemostasia foi reativado por Celso Carlos de Campos Guerra, que contou com a inestimável colaboração de Linda Nahas, coagulacionista do Instituto Butantã. Os estudos que então se realizaram neste setor, sobre coagulopatias de consumo, projetaram a Disciplina em âmbito nacional. Em 1959, graças a auxílio da Fundação Rockfeller à EPM, dois dos docentes da Disciplina passaram ao regime de trabalho em tempo integral geográfico. Este fato, pelas condições então criadas, fez com o que a Hematologia viesse a fazer parte do elenco das Disciplinas obrigatórias no rodízio dos Médicos Residentes. Assim, funcionando em tempo integral, começou a ter em seu quadro ex-residentes da EPM e a receber estagiários dos mais diversos pontos do país, contribuindo de maneira importante para o desenvolvimento e implantação da especialidade em diversos Estados. Este fenômeno intensificou-se com a criação do Curso de Pós-Graduação em 1979, passando a receber, ainda, estagiários de diversos países da América Latina, de tal modo que, hoje contam-se 12 serviços ou Disciplinas do país, além de 5 do exterior cujos chefes foram estagiários ou pós-graduandos da Disciplina. Até 1985 a Disciplina foi chefiada por Marcello Pio da Silva e, a partir daquele ano e até a presente data, por José Kerbauy. Desde então a Disciplina foi dividida em Setores bem definidos, embora não estanques. Esta divisão se fez necessária em função da ampla diversidade da hematologia e compreendeu as seguintes áreas: imuno-hematologia e hemoterapia, coagulopatias hereditárias, coagulopatias adquiridas, doenças hereditárias dos glóbulos vermelhos e onco-hematologia. De início, procurou-se propiciar às diversas áreas condições para que pudessem ter desenvolvimento compatível com o progresso da especialidade. Assim, cuidou-se para que docentes e médicos realizassem estágios de pós-doutorado em centros internacionais. Desta maneira, foram criados laboratórios de pesquisa, que encontram-se em pleno funcionamento, e constituem a base de apoio à Pós-Graduação, destacando-se os Laboratórios de: Biologia Molecular, Citogenética, Citoquímica e Imunofenotipagem, Imuno-Hematologia, Hemostasia e Trombose. Atualmente a Disciplina conta com os seguintes docentes e médicos contratados: José Kerbauy, Chefe da Disciplina, Coordenador do Curso de Pós-Graduação e do Curso de Especialização em Hematologia; José Orlando Bordin, Chefe do Setor de Hemoterapia e Imuno-Hematologia; Mihoko Yamamoto, responsável pelos laboratórios de Citoquímica e Imunofenotipagem; Maria de Lourdes L. F. Chauffaille, responsável pelo Laboratório de Citogenética e pelo Setor de Leucemias; Dayse Maria Lourenço, responsável pelo Laboratório de Hemostasia e Trombose e pelas Doenças Hemorrágicas e Trombóticas; Maria Stella Figueiredo, responsável pelo Laboratório de Biologia Molecular e pelas Anemias Hereditárias; José Salvador Rodrigues de Oliveira, responsável pelo Transplante de Medula Óssea e Doenças Linfoproliferativas; Mitie Matsumoto, responsável pelas Anemias Adquiridas; Gisele Wally Braga Colleoni, responsável pelos Linfomas não-Hodgkin; Sandra Vallin Antunes, responsável pelo Setor de Hemofilia; Silvana Fahel da Fonseca, responsável pelas Talassemias. As atividades da Disciplina incluem:
A lista de pontos para concurso de livre docência em Hematologia e Hemoterapia em 2001 é:
O corpo docente da Disciplina (quadro permanente da UNIFESP) em 2001 é:
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