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Departamento de Medicina Disciplina de Clínica Médica A Disciplina de Clínica Médica (antiga Disciplina de Propedêutica Médica) teve, após a criação do Departamento de Medicina, como Professores Titulares, Italo Domingos Le Voci, Duílio Ramos Sustovich e Antonio Carlos Lopes. Ela tem, como objetivos o ensino, a pesquisa e a assistência, com atividades didáticas e assistenciais em enfermaria do Hospital São Paulo e nos ambulatórios Didático e de Clínica Médica. Exerce atividades de ensino junto aos alunos do 3º, 4º, 5o e 6º anos do Curso de Graduação em Medicina. Possui Programa de Residência em Clínica Médica com duração de 3 anos, e cursos de especialização em Clínica Médica e Fisioterapia em Clínica Médica. O Curso de Pós-Graduação (mestrado e doutorado) em Medicina de Urgência da Universidade Federal de São Paulo está vinculado à Disciplina de Clínica Médica. Suas linhas de pesquisa têm permitido publicações em revistas médicas de circulação internacional e comunicações em congressos no país e no exterior. Possui os Setores de Propedêutica Médica, Clínica Geral e Terapêutica e Laboratório de Investigação Médica. A lista de pontos para concurso de livre docência em Clínica Médica em 2001 é:
O corpo docente da Disciplina (quadro permanente da UNIFESP) em 2001 é:
Disciplina de Doenças Infecciosas e Parasitárias A Disciplina de Doenças Infecciosas e Parasitárias (DIPA) do Departamento de Medicina nasceu com a Escola Paulista de Medicina com o nome de "Clínica de Doenças Infectuosas e Tropicais". As atividades práticas foram desenvolvidas até 1982 no então Hospital de Isolamento Emílio Ribas, quando foi implantada a Unidade de Internação da DIPA no 7º andar do Hospital São Paulo. Esta enfermaria conta com 18 leitos, sendo 2 de Terapia Intensiva e 8 de unidade de internação com pressão negativa. A Disciplina conta com cerca de 200 profissionais incluindo docentes, médicos, residentes, pós-graduandos, profissionais de enfermagem, profissionais de laboratório clínico e de pesquisa e funcionários administrativos. Na área assistencial dispõe de equipe multiprofissional de alto nível, destacando-se a enfermagem especializada no atendimento a paciente com doenças transmissíveis. O serviço de interconsulta é responsável pelo maior número de atendimentos no Hospital São Paulo com cerca de 12.000 avaliações anuais. O controle de antimicrobianos constitui importante elo entre assistência e pesquisa. O setor de epidemiologia hospitalar, coordenado pela DIPA junto à administração e divisão de enfermagem do Hospital São Paulo, é referência nas áreas de qualidade no atendimento hospitalar e controle de infecções hospitalares. No ambulatório destaca-se o atendimento aos pacientes com Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, com cerca de 1.200 pacientes em acompanhamento. No ensino de graduação a Disciplina está inserida no programa do Departamento de Medicina, com o internato no 5º ano médico. O programa de residência médica já formou 43 especialistas desde 1979 contando atualmente com 9 residentes. O programa de pós-graduação, que contempla as áreas clínicas e de ciências em níveis de mestrado e doutorado, é considerado uma das boas pós-graduações do país em Doenças Infecciosas e Parasitárias e Doenças Tropicais, com 106 mestres e 49 doutores titulados, incluindo docentes de outras instituições do país e do exterior. Na área de pesquisa destacam-se os setores de Epidemiologia Hospitalar, Epidemiologia Clínica, Pesquisas Clínicas e os Laboratórios de Microbiologia Clínica, Micologia, Virologia, Imunologia, Microbiologia Molecular e Retrovirologia, com áreas próprias, equipamentos e pessoal capacitados, e com projetos colaborativos com outros Setores, Disciplinas e Departamentos da UNIFESP, além de outras instituições do país e do exterior. A lista de pontos para concurso de livre docência em Doenças Infecciosas e Parasitárias em 2001 é:
O corpo docente da Disciplina (quadro permanente da UNIFESP) em 2001 é:
Disciplina de Endocrinologia As atividades de pesquisa experimental da Disciplina de Endocrinologia tiveram suas raízes nas décadas de 1930 e 1940, no então Laboratório de Endocrinologia do Instituto Butantan, sob a chefia de Thales Martins, também Professor de Fisiologia da Escola Paulista de Medicina, que tinha como colaborador José Ribeiro do Valle. A esse grupo de pesquisa básica juntou-se, nos anos de 1940, um grupo clínico, chefiado por José Ignácio Lobo, com Luciano Décourt e Álvaro M. Silva como assistentes. A interação desses dois grupos foi muito produtiva, culminando com a produção de uma série de trabalhos importantes. Com a mudança de Thales Martins para o Rio de Janeiro em 1947, o grupo como um todo migrou para a EPM. Os pesquisadores básicos, chefiados por Valle, estabeleceram-se na Farmacologia e continuaram exercendo liderança na área de Endocrinologia Experimental. O grupo clínico, liderado por Décourt, estabeleceu-se no Departamento de Medicina, como Disciplina de Endocrinologia, tendo como assistentes Álvaro M. Silva, Arnaldo C. Sandoval, Mário P. C. Lima e Eugênio Chiorboli e, mais tarde, João Paulo B. Vieira-Filho. Tendo em vista, entretanto, a importante fundamentação básica da especialidade, apesar de exercer principalmente atividades clínicas, a Disciplina de Endocrinologia nunca abandonou seu interesse básico e continuou a produzir trabalhos importantes, entre os quais destaca-se, em colaboração com Sasso, da Histologia, nos anos de 1950, a descoberta de que as pacientes com Síndrome de Turner não apresentavam cromatina de Barr, o que ajudou a desvendar a patogenia da síndrome. Oswaldo Ramos, em certa ocasião durante uma palestra, considerou esta a mais importante contribuição da EPM à literatura mundial. Nos anos de 1960 a Disciplina firmou-se como centro de pesquisas em esteróides, em virtude da criação de laboratório bem equipado. No início dos anos 1970, Antonio Roberto Chacra estimulou a criação e implementação da Residência em Endocrinologia e posteriormente, seguindo orientação de Luciano Décourt, Mario P. C. Lima e Oswaldo Ramos, estagiou na Universidade do Texas, inaugurando ciclo importante de estágios posteriores de futuros docentes no exterior com grande repercussão na organização posterior da Disciplina. Nessa mesma época iniciaram-se os cursos de pós-graduação na UNIFESP, primeiramente nas áreas básicas; como já existia integração entre alguns departamentos básicos com diversos setores da clinica médica, houve a percepção, pelo Departamento de Medicina, do impacto que a criação da pós-graduação traria ao desenvolvimento de pesquisa brasileira. Assim, houve expansão natural desses cursos para as áreas clínicas mais progressistas da UNIFESP. Também, por essa ocasião, estava havendo renovação dos quadros docentes da UNIFESP e, na Endocrinologia, diversos ex-Residentes de Clínica Médica e Endocrinologia foram efetivados como Auxiliares de Ensino: Antonio R. Chacra, Ieda T. N. Verreschi, Rui M. B. Maciel, Claudio E. Kater, José Gilberto H. Vieira e Reinaldo P. Furlanetto. Desta maneira a possibilidade da criação do Curso de Pós-Graduação, com a conseqüente perspectiva de financiamento dos projetos e independência intelectual entusiasmou estes jovens docentes, que sob a liderança de Mario P. C. Lima, então chefe da Disciplina e com o apoio decidido de José Ribeiro do Valle e Antonio C. M. Paiva da área básica e Oswaldo L. Ramos e Octávio R. Ratto do Departamento de Medicina, dedicaram-se à tarefa de organizá-lo. Tendo em vista a integração com os básicos, especialmente com a Biofísica, as primeiras linhas de pesquisa dedicaram-se ao estudo dos fatores hipotalâmicos de liberação dos hormônios hipofisários TSH, LH e FSH. A contribuição mais importante nesta década, entretanto, foi o desenvolvimento de inúmeros métodos de dosagens hormonais no sangue, que ajudaram a colocar a Disciplina de Endocrinologia como líder no cenário nacional, de maneira definitiva. Novos docentes agregaram-se ao grupo (Ewaldo Russo, M. Teresa Zanella, Ana Maria Lengyel, Sergio Dib, Julio Abucham, Regina Santiago). Por essa ocasião vários complementaram sua formação no exterior (Antonio Chacra na U. Texas, Rui Maciel na UCLA e Harvard, Claudio Kater na UCS Francisco, Gilberto Vieira na UCS Diego e Harvard, Ana Maria Lengyel no St. Bartholomew e McGill, M. Teresa Zanella na Cleveland Clinic e Boston U, Sergio Dib e Ewaldo Russo na Joslim-Harvard, Julio Abucham na Tuffs, Regina Santiago na UCS Diego) trazendo na volta novas técnicas e projetos, que solidificaram as linhas de pesquisa iniciais. Nos anos de 1980 a pesquisa, agora com recursos humanos próprios da Disciplina e financiamento da FAPESP, FINEP e CNPq, espraiou-se para as áreas da adrenal e gônadas, de neuroendocrinologia, do metabolismo de cálcio, da patogenia do diabetes e da tiróide, com contribuições importantes e de impacto na literatura. Nos anos 1990 a Disciplina foi pioneira, no Departamento, a iniciar pesquisa na área de biologia molecular e hoje diversos grupos (diabetes, tiróide, metabolismo mineral, adrenal e gônadas) vem trabalhando intensamente na área, com financiamentos próprios. O Curso de Pós-Graduação em Endocrinologia Clinica até o final de 2000 desenvolveu 80 Mestrados e 50 Doutorados e publicou mais de 100 trabalhos na literatura internacional. Recentemente ampliou suas atividades para profissionais não-médicos, criando Curso de Pós-Graduação em Ciências Endocrinológicas, procurando preencher importante lacuna na área. As principais linhas de pesquisa são ligadas ao Diabetes (patogenia celular e molecular, epidemiologia, hipertensão), Tiróide (fatores de crescimento da tiróide humana normal e patológica), Metabolismo Mineral, Adrenal (fisiologia e fisiopatologia), Neuroendocrinologia (fisiologia e fisiopatologia) e Gônadas. Além disso, dispõe de infra-estrutura de pesquisa clinica e laboratorial, com laboratórios equipados, atualizados e financiados pela FAPESP, ocupando áreas no Centro de Pesquisas Clinicas e Cirúrgicas da UNIFESP.
A lista de pontos para concurso de livre docência em Endocrinologia em 2001 é:
O corpo docente da Disciplina (quadro permanente da UNIFESP) em 2001 é:
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