A origem da Disciplina de Cardiologia

A origem da Disciplina de Cardiologia se situa na década de 1940 dentro da Clínica Propedêutica Médica, dirigida pelo Prof. Jairo Ramos, um dos grandes nomes da medicina brasileira, fundador, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia e o primeiro Editor da revista cardiológica mais conceituada da América do Sul, os Arquivos Brasileiros de Cardiologia. Devido a sua influência, muitos dos seus assistentes começaram a formar um núcleo de médicos interessados, preferencialmente, pelas doenças cardíacas. Foi assim que em torno de Horário Kneese de Mello se agregaram vários outros assistentes, possibilitando a implantação da enfermaria e Ambulatório da Cardiologia.

A Disciplina de Cardiologia do Departamento de Medicina foi criada em 1951 sob a chefia do Prof. Horácio Kneese de Melo. Em 1970 o Prof. Horácio Kneese de Melo foi nomeado Diretor da Escola Paulista de Medicina, assumindo a chefia da Disciplina de Cardiologia o Prof. Adolpho Barcellini. Nesse período foi constituída a Unidade Coronariana com leitos de UTI no 10º andar do Hospital São Paulo e a nova enfermaria da Cardiologia. Nesse período foram também instalados os novos equipamentos para o Serviço de Hemodinâmica e, em 1976, o curso oficial da pós-graduação em Cardiologia.

O início da cinecoronariografia apareceu numa fase posterior com a aquisição de novo equipamento para a Hemodinâmica, tendo se destacado nesse esforço o Prof. Dirceu Vieira dos Santos.

Com a criação do Departamento de Medicina, a Disciplina de Cardiologia se estruturou definitivamente. Atualmente, a Disciplina de Cardiologia apresenta 15 setores ou serviços.

A Disciplina teve como chefes os Professores Horácio Kneese de Melo, Adolpho Barcellini, Eulógio Emílio Martinez Filho e Angelo Amato Vincenzo de Paola.

A atual chefia da Disciplina de Cardiologia é exercida pelo Prof. Antonio Carlos de Camargo Carvalho.

A Disciplina de Cardiologia é um dos maiores centros cardiológicos brasileiros. Apesar de inserida em um Hospital geral, compete qualitativa e quantitativamente com Hospitais completamente dedicados à Cardiologia, não só na atividade assistencial em publicações como também no pioneirismo de várias tecnologias cardiológicas, inexistentes nos hospitais mais sofisticados do Brasil e da América do Sul.

 

A Cardiologia UNIFESP – Cenário Atual

Com os avanços tecnológicos constantes na medicina, sobretudo na área cardiológica, a Disciplina de Cardiologia da UNIFESP conta com o mais moderno serviço de atendimento préhospitalar e hospitalar das Síndromes Coronarianas Agudas. Em parceria com a Prefeitura de São Paulo, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e as AMAs, o paciente atendido em qualquer local da Grande São Paulo com um diagnóstico provável de Síndrome Coronariana Aguda (SCA) realizará um ECG no interior da ambulância ou AMA sendo este enviado ao Serviço de TeleCardio (funcionamento 24 horas) e será laudado em tempo real pelos cardiologistas da UNIFESP.
Cenário atual Este serviço de tele-eletrocardiografia consta com profissionais habilitados para dar qualquer suporte necessário às condutas e dúvidas dos colegas médicos que estão no atendimento do paciente.
Caso identificada uma SCA com supradesnivelamento do segmento ST que preencha os critérios para trombólise este paciente receberá ainda na ambulância ou na unidade AMA o trombolítico Tenecteplase (última geração) e será encaminhado para o serviço de referência, no caso ao serviço de cardiologia da UNIFESP onde terá um cardiologista responsável para a avaliação e conduta imediata deste paciente. Com o setor de Hemodinâmica atrelado a essa corrente de atendimento, aqueles casos com evolução insatisfatória ou que não receberam a trombólise serão encaminhados ao estudo hemodinâmico: angioplastia primária ou resgaste. A Cardiologia UNIFESP é pioneira neste tipo de suporte a estes pacientes no Brasil: um serviço pré-hospitalar efetivo, um serviço de Tele-Eletrocardiografia 24 horas, o seguimento agudo no intra-hospitalar e o acompanhamento ambulatorial do pós-infarto e da prevenção secundária destes pacientes tornam o nosso serviço completo, dinâmico e altamente resolutivo. O ganho para o paciente é enorme, a redução do tempo de atendimento pré-hospital é revertido em diminuição de complicações cardíacas, dias de internação hospitalar, diminuição da mortalidade pré-hospitalar e menor evolução para desfechos graves (p.ex. óbito, reinfarto).
Os efeitos trazidos pela modernização tecnológica na medicina são reconhecidos na Disciplina de Cardiologia da UNIFESP que aproveita todo este aparato para reverter em qualidade de atendimento à população de São Paulo.

 

Information about Cardiology and Cardiovascular Surgery (2008) at Federal University of Sao Paulo – Unifesp

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