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Compacta Ginecológica on line

Número 17

Efeito da reposição estroprogestativa sobre o sistema de coagulação sangüínea em mulheres na pós-menopausa.

Claudio Emilio Bonduki
Dayse Maria Lourenço
Mauro Abi Haidar
Geraldo Rodrigues de Lima
Edmund Chada Baracat

Atualmente preconiza-se a reposição hormonal em mulheres na pós-menopausa para minimizar ou prevenir as alterações oriundas do estado de hipoestrogenismo causado na fase do climatério. Sempre houve a preocupação dos eventuais riscos aos quais as mulheres estariam sujeitas com este tratamento, sobretudo quanto aos fenômenos tromboembólicos (trombose venosa profunda e embolia pulmonar) , devido aos distúrbios do sistema de coagulação sangüíneo.

Os mecanismos bioquímicos e celulares envolvidos na coagulação do sangue destinam-se a mantê-lo dentro do vaso, evitando a hemorragia. São também importantes na manutenção da fluidez do sangue no interior do vaso, prevenindo a trombose.

A trombose venosa é decorrente do desequilíbrio dos elementos da hemostasia. Constituem os elementos da hemostasia as plaquetas, os fatores da coagulação (vias intrínseca, extrínseca e comum) , os fatores inibidores da coagulação (antitrombina III e sistema proteína C e S) e a fibrinólise (Owen et al, 1983). O estado de hipercoagubilidade ou a detecção do estado pré-trombótico sempre foi uma preocupação no sentido de se estabelecer os indivíduos expostos a maior risco, para melhor aplicação das medidas profiláticas. Assim, a medida de diversos componentes plasmáticos foi utilizada para a detecção da ativação exagerada "in vivo" do processo de coagulação, sendo os principais o fragmento 1+2 e o complexo trombina-antitrombina (Malm et al, 1992; Manuci et al, 1992; Moerloose & Bounambaux, 1992). A literatura é discordante quanto à relação entre a incidência de tromboembolismo e a reposição hormonal no climatério. Assim, Jick et al (1978) e Petiti et al (1979) referiram que os estrogênios responsabilizam-se pelo aumento de incidência de infarto do miocárdio. Já Rosemberg et al (1976), Pfeffer (1978), Vessey & Mann (1978) e Nachtigall et al (1979) entre outros não encontraram aumento dessas doenças. Devor et al (1992), em um grupo de pacientes com idade superior a 50 anos, que apresentavam tromboflebite, trombose venosa profunda e embolia pulmonar, concluiu que não havia maior incidência destas doenças após a estrogenioterapia. Bonduki (1994 e 1997) ao estudar pacientes que utilizaram estrogênios conjugados eqüinos, por via oral (0,625mg/dia, continuamente) associado ou não a acetato de medroxiprogesterona e outras que usaram 17 beta-estradiol, por via transdérmica (50ug/dia, continuamente) associado ao acetato de medroxiprogesterona, não relatou casos de fenômenos tromboembólicos, após um ano de tratamento.

Já Maede (1997), ao analisar várias observações epidemiológicas, refere haver aumento de incidência de trombose em usuárias de estrogênios em relação às não usuárias, sendo que o fenômeno ocorria, geralmente, no início da terapêutica. A maioria dos trabalhos não mostra alterações do número ou das funções das plaquetas em pacientes que utilizaram estrogênios por via oral ou transdérmica (Notelovitz & Greig, 1975; Poller et al, 1977; Sporrong et al, 1990 e Bonduki, 1994 e 1997). Já Bar et al (1993), ao contrário, estudando a função plaquetária, ou seja, a agregação e a liberação de ATP, notou decréscimo significativo destas funções após três meses de uso de estrogênio isolado, enquanto o grupo que utilizou terapêutica combinada (estrogênio e progestágeno) não teve alterações destas funções. Concluiu, este último autor, que a estrogenioterapia não combinada pode inibir o processo aterosclerótico pela diminuição da agregação e da liberação de ATP das plaquetas. Coope & Thomson (1975), Gitel & Wenlen (1978) e depois Meade (1992) demostraram haver encurtamento do tempo de protrombina (TP) e aumento dos fatores VII e X, após três meses de estrogenioterapia. Bonduki (1997) mostrou diminuição do TP a partir do terceiro mês em pacientes que utilizaram estrogênios conjugados eqüinos (associados ou não ao acetato de medroxiprogesterona) e 17 beta estadiol associados a acetato de medroxiprogesterona. Entretanto outros autores não demostraram alterações nos fatores de coagulação (Notelovitz & Greig, 1975; Grambell, 1982; Enzelsberger et al, 1991 Bonduki, 1994). Fisiologicamente, os níveis da antitrombina III (AT III) não se alteram quando se comparam mulheres na pré e pós-menopausa (Grambell, 1982). Contudo, Meade et al (1990) e Meade & Berra (1992) mostraram que os níveis de AT III aumentam na pós-menopausa, colocando em dúvida se o estrogênio endógeno faz diminuir o teor de AT III e ainda questiona se a terapia de reposição hormonal teria o mesmo efeito. Vários estudos mostram diminuição da AT III, especialmente em pacientes que usaram estrogênios conjugados eqüinos (Stagel, 1977; Geola et al, 1980; Padwick et al, 1985; Varma et al, 1986; Sitruk-Ware, 1990; Caine et al, 1992). Bonduki (1994 e 1997) também mostrou diminuição estatisticamente significante em mulheres que utilizaram 0,625mg/dia de estrogênios conjugados eqüinos associados a acetato de medroxiprogesterona já no terceiro mês de tratamento. Em contrapartida, esta modificação não seria observada na reposição hormonal não oral (Astedt, 1985; Padwick et al, 1985; Powers et al, 1985; Jamin & Aiach, 1987; Sitruk-Ware, 1990; Bonduki, 1994 e 1997). No entanto, Enzelsberger et al (1991) não verificaram alterações significativas nos níveis de AT III após um ano de reposição por via oral (estrogênios conjugados, 0,625 e 1,25mg ao dia) ou transdérmica (17 beta-estradiol, 50ug ao dia), combinados com progestágenos, assim como Chetkovoski et al (1986) não evidenciaram modificações da AT III (método imunológico) em mulheres medicadas com 17 beta-estradiol por via transdérmica, nas dosagens de 25 a 200ug, e nas que usaram estrogênios conjugados por via oral nas doses de 0,625 e 1,25mg. Os mesmos achados foram encontrados por Kaulla et al (1975) e Varma et al (1986), após a ministração de estrogênios conjugados (0,625 e 1,25mg) e de valearato de estradiol (1 e 2mg). Diversos autores assinalam que os progestágenos derivados noresteróides não determinam alterações no sistema de coagulação, enquanto o linestrenol pode diminuir a AT III (Bounameaux & Duckert, 1978; Cornard, 1979; Cornard & Samama, 1983 e Cornard et al, 1987) provavelmente pelos seus produtos metabólicos que têm atividade estrogênica (Soutoul,1976). Sporrong et al (1990), ao analisar mulheres que usaram 17 beta-estradiol associado a acetato de noretisterona (1 e 0,5mg) e megestrol (5 e 2,5mg), durante um ano, notou haver declínio da atividade da AT III e da proteína C nos grupos que utilizaram dosagem maior de progesterona. A literatura mostra, pois, existir controvérsias sobre os efeitos da terapêutica de reposição oral sobre os inibidores da coagulação, principalmente em relação à AT III, enquanto a terapêutica por via transdérmica, ao que parece, não causa polêmicas. A fibrinólise parece não se alterar com a hormonioterapia. Notelovitz & Greig (1975) não acharam alteração do tempo de lise da coagulação após o uso de estrogênios conjugados, na dose de 1,25mg, confirmando os dados de Kaulla et al (1975), Astedt (1985) e Astedt & Jeppsson (1974), assim como os dados de Bonduki (1994 e 1997) que estudou usuárias de estrogênios conjugados (0,625mg/dia) e 17 beta-estradiol (50ug/dia) associados a acetato de medroxiprogesterona. Mostraram Alkjaersig et al (1988) aumento da alfa-1- antitripsina e de plasminogênio nas usuárias de estrogênios conjugados, na dose de 1,25mg. Estudos mais recentes mostram haver um aumento do potencial fibrinolítico em mulheres menopausadas em reposição estrogênica devido a uma diminuição do inibidor do ativador do plasminogênio (PAI-1) e um aumento do ativador do plasminogênio (tPA) (Gebara et al, 1995; Gilabert et al, 1996; Meilahn et al, 1996; Shahar et al, 1996) não acarretando risco de trombose nestas mulheres. Analisando os marcadores de hipercoagubilidade, Alkjaersig et al (1988) verificaram que não se altera o FPA após a ministração de estrogênios conjugados na doses de 0,625 e 1,25mg. Saleh et al (1993) demonstraram não haver alterações do fragmento 1+2 e do complexo trombina-antitrombina em mulheres que utilizaram estrogênios conjugados nas doses de 0,625 e 1,25mg ao dia de 17 beta estradiol 50ug ao dia. Cieplluch e Estochowska (1996) não encontraram alterações do fragmento 1+2 e do complexo trombina-antitrombina em 116 usuárias de 17 beta estradiol associado com acetato de medroxiprogestorona após um ano de tratamento. Caine et al (1992), ao contrário, analisando mulheres que usaram terapêutica com estrogênios conjugados 0,625 e 1,25mg, notaram haver aumento do fragmento 1+2 (40 e 98%, respectivamente) e também aumento do FPA (37 e 71%, respectivamente). Concluiu que estas pacientes poderiam se encontrar em estado pré-trombótico ou de hipercoagubilidade. Já Bonduki (1997) encontrou aumento dos níveis do fragmento 1+2 no terceiro mês em mulheres que utilizaram 17 beta estradiol, 50ug/dia, por via transdérmica associado à acetato de medroxiprogesterona, 5mg/dia, 12 dias por mês. A reposição com estrogênios conjugados eqüinos (0,625mg/dia), isoladamente, não modificou os níveis da AT III e do fragmento 1+2 (Bonduki, 1997). Em suma, a análise da literatura sugere que a terapêutica de reposição hormonal no climatério com estrogênios conjugados eqüinos por via oral associado à acetato de medroxiprogesterona, pode determinar alterações em qualquer dos componentes do sistema de coagulação, principalmente a diminuição dos níveis de AT III, expondo-as a risco de desenvolver fenômenos tromboembólicos. Os estudos com os marcadores do estado pré-trombótico também não definem se estas pacientes estão sujeitas a tais doenças. Enfim, parece haver aumento de risco para as pacientes que utilizam a associação do acetato de medroxiprogesterona, principalmente no inicio da terapêutica (Bonduki, 1997), mas ainda não existem dados concretos a este respeito.

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