Métodos de Barreira

 

São denominados métodos de barreira aqueles que evitam a gravidez através do impedimento da ascensão dos espermatozóides ao útero. São métodos que colocam obstáculos mecânicos ou químicos à penetração dos espermatozóides no canal cervical.
Atualmente, com a crescente incidência das doenças sexualmente transmissíveis (DST), em particular a AIDS, houve uma revalorização do uso dos métodos de barreira (preservativos). Eles são pouco difundidos em nosso meio, devido à influência sócio-culturais. O sucesso de seu emprego depende da motivação, da aceitação e da confiança para usá-lo.

 

PRESERVATIVOS

 

Masculino: é o método de barreira mais difundido no mundo. Consiste em um envoltório de látex ou membrana que recobre o pênis durante o ato sexual e retém o esperma por ocasião da ejaculação. Seu uso oferece proteção contra doenças sexualmente transmissíveis, sendo a principal forma de prevenir a disseminação da AIDS.

 

Feminino: é um contraceptivo de barreira vaginal de poliuretano. Adequadamente posicionado recobre a cérvice uterina, paredes vaginais e parte da vulva. Devido à grande área genital tanto feminina quanto masculina recobertas, oferece proteção efetiva contra a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis. É mais resistente e durável que o preservativo masculino, com a vantagem de poder ser inserido fora do intercurso sexual, ficando seu uso sob controle feminino.

fonte: http://www.anticoncepcao.org.br

Mecanismo de Ação


O preservativo previne tanto a gravidez quanto as doenças sexualmente transmissíveis (DST). Quando utilizados corretamente, não permitem que o esperma e os microorganismos contidos no sêmen entrem em contato com a vagina e vice-versa.


Critérios de Elegibilidade desenvolvidos pela Organização Mundial de Saúde (WHO, 1996 - Categoria3)
Ver critérios de elegibilidade

· Anomalias do pênis
· Dificuldade na manutenção da ereção
· Processos alérgicos ao látex

 

Eficácia


A eficácia do método depende do seu uso correto, da motivação do casal em usá-lo em cada intercurso, do tempo de experiência com o método, e também da qualidade do produto que pode ser afetada pelo armazenamento inadequado, principalmente por parte do usuário. A taxa de gravidez é de 14 para cada 100 mulheres no primeiro ano de uso.

 

Vantagens


· Praticidade, fácil acesso e não depende de controle médico
· Podem ser obtidos sem prescrição médica

 

Desvantagens


· Requerem alto grau de motivação, necessitam de manipulação durante o ato sexual
· Pode ocorrer rotura
· É possível a ocorrência de reações alérgicas

 

Modo de uso

Preservativo Masculino

a) Usar o preservativo em todas as relações sexuais.
b) Colocar o preservativo antes de qualquer contato do pênis com os genitais femininos.
c) Desenrolar o preservativo sobre o pênis ereto, deixando um espaço da extremidade sem ar, para o sêmen.
d) Retirar o pênis ainda ereto da vagina, após a ejaculação. Pressionar as bordas do preservativo com dois dedos durante a retirada do pênis para evitar que o sêmen extravase ou que o preservativo se desprenda e fique na vagina. Observar se houve rotura.
e) Jogar fora o preservativo após o uso; ele jamais deverá ser reutilizado.

Veja aqui

Preservativo Feminino

a) Usar em todas as relações sexuais
b) Colocar o preservativo antes da relação sexual
c) Introduzir o preservativo na vagina
d) Desprezar após o uso
e) Não reutilizar

Veja aqui

Efeitos Colaterais

Em pessoas alérgicas a látex, podem causar prurido. Além disso, alguns indivíduos podem ser alérgicos ao lubrificante de algumas marcas de preservativo.


Benefícios e Riscos

Benefícios

· Os preservativos apresentam benefícios não contraceptivos importantes. Uma de suas grandes vantagens é a proteção que oferece contra doenças sexualmente transmissíveis. Seu uso protege contra doenças viróticas, conseqüentemente, diminuindo a incidência de neoplasias cervicais em mulheres
· Podem ser utilizados em pacientes portadores de doenças endócrino-metabólicas

Riscos

· Indivíduos alérgicos ao látex podem apresentar reações como prurido, edema, rubor

 

DIAFRAGMA

 

É um método anticoncepcional de uso feminino que consiste num anel flexível, coberto no centro com uma delgada membrana de borracha ou silicone em forma de cúpula que se coloca na vagina cobrindo completamente o colo do útero. Existem diafragmas de diversos tamanhos sendo necessário medição por profissional de saúde treinado, para determinar o tamanho adequado a cada mulher. A vida média útil do diafragma é de cerca de 2 anos, se observadas as recomendações do produto.

fonte: http://www.anticoncepcao.org.br

Mecanismo de Ação

Impede a penetração dos espermatozóides no útero, fazendo com que não ocorra a fecundação.

Critérios de Elegibilidade desenvolvidos pela Organização Mundial de Saúde (WHO, 1996 - Categoria3) Ver critérios de elegibilidade

· Alergia ao látex
· História de síndrome do choque tóxico

 

Eficácia

Em uso rotineiro são pouco eficazes. A taxa de gravidez é de 20 para cada 100 mulheres no primeiro ano de uso. Se utilizados corretamente, seguindo todas as recomendações do produto a taxa de gravidez é de 6 para cada 100 mulheres no primeiro ano de uso.


Vantagens

· É um método seguro, de fácil acesso
· É fácil de ser utilizado

Desvantagens

· Algumas mulheres podem ter alergia ao látex

 

Modo de Uso

a) Usar o diafragma preferencialmente com espermaticida todas as vezes que mantiver relações sexuais, independente do período do mês.
b) Esvaziar a bexiga e lavar as mãos antes de colocar o diafragma.
c) Antes de cada uso, examinar cuidadosamente o diafragma contra a luz, para assegurar-se da inexistência de defeitos ou orifícios
d) Em caso de uso com geléia espermaticida, aplicá-la dentro da parte côncava.
e) Colocar o diafragma na vagina na posição que achar mais confortável (deitada, de cócoras ou em pé, com uma das pernas levantada ou sentada na beira de uma cadeira) da seguinte forma:
- Segurar o diafragma com uma das mãos, na parte côncava virada para cima (com a geléia dentro), pressionar e unir as bordas com os dedos médio e polegar.
- Afastar os lábios da vulva com a outra mão e colocar, dentro da vagina, o diafragma dobrado, empurrando-o para baixo e para dentro do fundo posterior da vagina até onde seja possível.
- Com o dedo indicador, empurrar a borda anterior do diafragma até que se apóie na face posterior do púbis.
f) Verificar a correta colocação do diafragma através do auto toque, certificando-se de que o colo uterino esteja coberto pela membrana de borracha.
Em caso de uso associado:
g) Ocorrendo nova relação sexual, aplicar novamente geléia espermicida e assim sucessivamente, usando o aplicador para colocá-la à frente do diafragma, sem retirá-lo do local.
h) O diafragma não deve ser retirado antes de um período de 6 a 8 horas após a última relação sexual, e deve-se evitar duchas vaginais durante esse período.
i) Remover o diafragma colocando o dedo indicador por trás da sua borda anterior, puxando-o para baixo e para fora.
j) Após o uso, lavar o diafragma com água e sabão neutro, enxaguar bem, secar e guardar no estojo próprio, salpicado com amido de milho (o uso de talcos pode danificar o diafragma e ser prejudicial ao colo uterino e à vagina, além de propiciar alergias).

Veja aqui

Efeitos Colaterais

· As infecções do trato urinário podem ser mais freqüentes, mas a mulher pode evitá-las urinando sempre após a relação sexual
· Pode provocar dor pélvica, cólicas ou retenção urinária
· Pode provocar reações alérgicas ao látex

 

Benefícios e Riscos

Benefícios

· Não possui efeitos hormonais
· Não possui efeitos sobre o leite materno
· Pode ser inserido até seis horas antes da relação sexual

Riscos

· Pode ocorrer corrimento vaginal intenso e odor fétido
· Pode aumentar o risco para infecção do trato urinário

 

ESPERMICIDAS

 

São substâncias que têm ação de barreira por inativação dos espermatozóides quando colocadas no fundo da vagina.
O espermicida destina-se, mais adequadamente, ao uso combinado com o diafragma ou, eventualmente ao preservativo. Deve ser colocado na vagina antes de cada relação sexual. Podem se apresentar na forma de óvulos, supositórios, geléias, cremes, espumas ou aerossóis.

fonte: http://www.anticoncepcao.org.br

Mecanismo de Ação

São substâncias químicas que formam uma película que recobre a vagina e o colo do útero, impedindo a penetração dos espermatozóides no canal cervical, e, bioquimicamente, imobilizando ou destruindo os espermatozóides.

 

Critérios de Elegibilidade desenvolvidos pela Organização Mundial de Saúde (WHO, 1996 - Categoria 2) Ver critérios de elegibilidade

· Câncer cervical

 

Eficácia

São pouco eficazes ao uso rotineiro. A taxa de gravidez é de 26 para cada 100 mulheres no primeiro ano de uso. Se utilizados correta e consistentemente são mais eficazes, sendo a taxa de gravidez de 6 para cada 100 mulheres no primeiro ano de uso.


Vantagens

· É um método de fácil utilização
· Pode ser inserido até uma hora antes da relação sexual
· Pode ser utilizado imediatamente após o parto

 

Desvantagens

· Pode causar reações alérgicas

 

Modo de Uso

a) Tirar a tampa do tubo e colocar o aplicador na abertura do mesmo, girando.
b) Apertar o tubo desde o fundo, forçando seu conteúdo para o cilindro do aplicador, até que o êmbolo esteja totalmente exposto e o cilindro completamente cheio.
c) Separar o aplicador do tubo, fechar o tubo e enroscá-lo desde o fundo, após cada uso.
d) Segurar o aplicador cheio e inseri-lo na vagina o mais profundo possível.
e) Reaplicar a cada relação sexual.
f) Evitar duchas vaginais até, pelo menos, 8 horas após o coito.
Lavar o aplicador com água e sabão após cada uso, enxaguando-o bem, entretanto não se deve fervê-lo.

 

Efeitos Colaterais


· O espermicida pode causar desconforto pelo aumento da ocorrência de úlceras e erosões genitais, prurido e queimaduras, especialmente se usado várias vezes ao dia.
· Pode causar reação alérgica local na mulher ou no parceiro.


Benefícios e Riscos


Benefícios


· Não possui efeitos hormonais
· Não possui efeitos sobre a lactação


Riscos


· Pode causar irritação pelo uso repetido
· Pode aumentar o risco para candidíase genital ou infecções do trato urinário