Você está aqui: Página Inicial Apoio à paciente LINFONODOS OU GÂNGLIOS LINFÁTICOS AXILARES - QUAL A SUA IMPORTÂNCIA NO CÂNCER DA MAMA ?

LINFONODOS OU GÂNGLIOS LINFÁTICOS AXILARES - QUAL A SUA IMPORTÂNCIA NO CÂNCER DA MAMA ?

1.    O que é um linfonodo?

     Os linfonodos ou gânglios linfáticos são pequenos órgãos compostos por tecido linfóide que se encontram espalhados pelo corpo, sempre no trajeto de vasos linfáticos.  Os linfonodos atuam como filtro da linfa, antes da mesma retornar ao sangue, cada grupamento linfonodal é responsável pela drenagem de determinada parte do corpo, um exemplo são os linfonodos axilares que recebem tanto a linfa da mama como do braço.  Quando algum microorganismo invade o corpo ele é detectado ao passar por um linfonodo e começa haver multiplicação das células de defesa (linfócitos) presentes no mesmo, levando ao aumento do gânglio.
      Alguns tipos de cânceres têm como sua principal via de disseminação pelo corpo o sistema linfático, o câncer de mama é um desses exemplos. Quando há comprometimento de um linfonodo por câncer ele também pode aumentar de tamanho.

2.    Porque se deve realizar a retirada dos linfonodos durante o tratamento cirúrgico do câncer de mama?

     O comprometimento dos linfonodos axilares é um dos principais indicadores da evolução da doença, logo a sua retirada e avaliação pelo Patologista (médico que analise se existem células tumorais dentro do gânglio) orientam o Mastologista quanto à necessidade de outros tratamentos, como quimioterapia ou radioterapia. Infelizmente ainda hoje não se dispõe de métodos não cirúrgicos que nos permitam avaliar com segurança se há comprometimento linfonodal. Tanto o exame físico da axila realizado pelo médico como os exames de imagem (Mamografia, Ultra – sonografia, Ressonância Magnética) não conseguem substituir o retirada cirúrgica do ou dos linfonodos axilares.
     Outro papel consiste em diminuir o reaparecimento da doença nas mulheres. Após o esvaziamento axilar se observa retorno da doença em menos de 1% dos casos.

3.    Quais são as complicações da retirada dos linfonodos axilares?

     A técnica cirúrgica para a retirada dos linfonodos não costuma apresentar grandes dificuldades para Mastologistas experientes, são pouco comuns lesões de  nervos, artérias e veias na axila, embora possam ocorrer. Complicações mais precoces usualmente estão relacionadas com a formação de seromas (acúmulo de líquido) que podem ser resolvidos com uso de drenos.
     Algumas complicações que podem ocorrer mais tardiamente são as limitações motoras (força e movimento) e alterações de sensibilidade do braço, ambas podendo aparecer em graus variados. Porém a complicação mais desconfortável para a paciente decorrente do esvaziamento axilar é o linfedema. Esse se manifesta com aumento do volume do braço (inchaço) e também pode ocorrer em diversos graus, desde alterações reversíveis e discretas até grandes inchaços com comprometimento da função do membro acometido. Felizmente, se observa esse tipo de alteração em cerca de 6% das mulheres submetidas ao esvaziamento axilar, mas esse número pode se tornar maior quando se associa a radioterapia axilar.

4.    O que é o linfonodo sentinela? Como identificá-lo?
                
     É o primeiro linfonodo ou grupamento de linfonodos encontrados na drenagem linfática da mama. Existem dois métodos principais para que o cirurgião identifique esse linfonodo, um deles consiste na injeção de um corante azul (Azul Patente) na região da aréola minutos antes do procedimento cirúrgico, então o cirurgião procura na axila o linfonodo corado de azul e procede com a retida do mesmo. Outro método consiste na injeção de substância radioativa algumas horas antes do procedimento cirúrgico e o cirurgião consegue localizá-lo com uso de uma sonda que capta a radiação proveniente do linfonodo e emite um sinal sonoro, identificando o linfonodo a ser retirado.
     Importante ressaltar que ambos os métodos apresentam bons resultados e poucas complicações.

5.    Porque em certas situações se pode substituir o esvaziamento axilar pela pesquisa do linfonodo sentinela?
                
     Quanto maior o tamanho do tumor na mama, maior também é a chance da presença de células do tumor dentro dos linfonodos. Assim, tumores de até 2 cm tem risco de até 30% de envolvimento dos linfonodo.  Antes, um grande número de mulheres era submetida a esvaziamento axilar. Hoje, como esse novo procedimento - a técnica do linfonodo sentinela – pode-se retirar esse primeiro linfonodo e avaliar durante a cirurgia se este está livre de tumor. Caso esteja NEGATIVO (ou sem tumor) os outros linfonodos também não estarão comprometidos.  Portanto, evita–se assim um esvaziamento completo. Já quando o linfonodo sentinela apresenta comprometimento pelo câncer é necessário o esvaziamento completo.

6.    Como se avalia a presença de tumor no linfonodo sentinela?

     Durante a cirurgia, com a paciente ainda anestesiada, é realizada a biópsia de congelação (uma técnica de biópsia mais rápida, já que a paciente está anestesiada). Se o linfonodo estiver NEGATIVO, não se realiza o esvaziamento axilar. Porém essa analise inicial não é 100%, e algumas pacientes podem necessitar de um novo procedimento cirúrgico para complementar a cirurgia inicial. Felizmente, esses casos são raros.

7.    Existem mulheres que não podem realizar a pesquisa do linfonodo sentinela?

     Existem algumas contra–indicações relativas e outras absolutas para realização do procedimento. Normalmente não se indica o procedimento para pacientes que já apresentam linfonodos endurecidos (suspeitos) no exame médico, também tumores maiores que 5 cm, pacientes que fizeram quimioterapia prévia, mulheres com carcinoma inflamatório. Algumas cirurgias mamárias (redução de mamas e colocação de prótese por via axilar ou areolar). Deve–se sempre conversar com seu médico sobre a indicação da pesquisa do linfonodo sentinela no seu caso.     

.      

Ações do documento
« Outubro 2014 »
Outubro
SeTeQuQuSeSaDo
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031
Instituto Avon

Avon1
 

Américas Amigas

Logo Américas Amigas