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Algumas Verdades Sobre o Uso do Cigarro
Evidências científicas demonstram
que o tabagismo, a maior causa de doença que pode ser prevenida no mundo, tem um profundo impacto
na saúde pública. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que
cerca de um terço da população adulta mundial, ou seja, 1.1 bilhão, são fumantes.
Dados sugerem que globalmente cerca de 47% dos homens e 12% das mulheres fumam.
A cada ano, o cigarro causa a morte de 3.5 milhões
de mortes, ou cerca de 10.000 por dia. Um milhão destas mortes ocorrem em países em
desenvolvimento. A epidemia global do tabagismo varre prematuramente a vida de cerca de
250 milhões de crianças e adolescentes, um terço dos quais estão em países em
desenvolvimento. Na China, por exemplo, existe a previsão de que dos 300 milhões de
homens na faixa etária de 0-29 anos, 200 milhões se tornarão fumantes. Destes 200
milhões, por perto de 100 milhões irão eventualmente morrer por doenças relacionadas
ao uso do cigarro. Pesquisas têm demonstrado que parar de fumar reduz grandemente o risco
para estas doenças, sendo que 100 milhões destas prováveis mortes podem ser prevenidas
ou evitadas. Pelo ano 2020, acredita-se que o tabagismo se tornará na causa de morte
número 1, matando mais de 10 milhões de pessoas anualmente, 2 milhões destes somente na
China, causando assim mais mortes no mundo do que o HIV, tuberculose, acidentes
automobilísticos, suicídio e homicídios combinados.
Efeitos Nocivos do Cigarro
Um de cada dois fumantes que começam a fumar na
adolescência e continuam fumando ao longo da vida irá morrer devido a alguma doença
causada pelo fumo. Em média, fumantes que começam a fumar na adolescência e continuam a
fumar regularmente têm 50% de chance de morrer devido ao cigarro. Metade destes morrerá
antes dos 70 anos de idade, tendo cerca de menos 22 anos de expectativa de vida. Ao
continuar fumando, os fumantes têm uma freqüência de morte cerca de três vezes maior do
que os não-fumantes, isto contando todas as faixas etárias. Um estudo da Organização
Mundial da Saúde estima que o número de mortes devido ao tabagismo irá
triplicar nas duas próximas décadas. Atualmente são conhecidas mais de 25 doenças
relacionadas ao uso do cigarro..

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Riscos de saúde agudos pelo uso
do cigarro incluem o encurtamento da respiração, aumento da frequência cardíaca,
exacerbação da asma, impotência sexual, infertilidade e aumento do monóxido de carbono
no plasma sanguíneo;
Riscos de saúde a longo prazo
causados pelo cigarro são os maiores responsáveis pela mortalidade e morbidade. Incluem
ataque cardíaco e problemas vasculares cerebrais, câncer de pulmão, laringe, cavidade
oral, esôfago, pâncreas, bexiga, útero e leucemia, e doenças pulmonares obstrutivas
(bronquite crônica e enfisema pulmonar);
Não somente ao fumante, mas aos indivíduos que o
cercam, o cigarro pode causar outras doenças. Alguns exemplos são: morte súbita em
crianças, doença respiratória, doença do ouvido médio em crianças e recém-nascidos,
câncer e doença cardíaca em adultos. Além de todas estas doenças, o cigarro pode
causar dependência nos filhos de fumantes.
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Uso do Cigarro e Doença Coronariana
O cigarro libera muitas substâncias
químicas quando é queimado. As substâncias que mais agridem o sistema circulatório
são a nicotina e o monóxido de carbono. A nicotina estimula uma glândula localizada
junto ao cérebro (hipófise) a produzir doses adicionais de um hormônio que
estimula a produção de adrenalina e nor-adrenalina pela glândula supra-renal. A
adrenalina e a nor-adrenalina são catecolaminas, cuja função é promover a
contratilidade da musculatura lisa da camada média das artérias. Em doses acima do
normal, irá produzir taquicardia e aumento da pressão arterial. O coração de uma
pessoa não-fumante bate, em média, de 60 a 80 vezes por minuto em condições de
repouso. Numa pessoa fumante este número de batimentos aumenta para 80 a 100 vezes por
minuto. O monóxido de carbono tem uma afinidade com a hemoglobina cerca de 250 vezes
maior do que o oxigênio. Quando uma pessoa fuma, o monóxido de carbono é
automaticamente colocado na corrente sanguínea o que irá inutilizar cerca de 10 a 15% do
oxigênio.
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Se por um lado o cigarro
através da nicotina, aumenta o trabalho do coração, produzindo maior número de
batimentos cardíacos e gerando maior consumo de energia, por outro lado ele também
restringe a oferta de oxigênio ao reduzir a quantidade de oxigênio através da
inalação de monóxido de carbono. Como se vê, o cigarro é uma arma mortal para o
sistema circulatório. Seria o mesmo que obrigar uma pessoa a realizar um trabalho pesado
e ao mesmo tempo dar a ela menor quantidade de alimento. |
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01 Apr 2004
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