Muitas pessoas que apresentam sintomas de
doença coronariana não podem se submeter a outros exames diagnósticos, como por
exemplo, o teste de esforço. Alguns tipos de infarto são difíceis de serem
diagnosticados a partir do ECG. Levando em consideração as limitações em obter exames
diagnósticos de pessoa para pessoa, a cintilografia é um exame que pode oferecer alguma
ajuda quando outros exames não podem ser realizados.
A cintilografia consiste na injeção de
substâncias radiativas na circulação sanguínea. Estas substâncias, depois de algum
tempo, ficam impregnadas em certas regiões do corpo. Em cardiologia são usadas
substâncias que ficam impregnadas no miocárdio. Algumas horas após a injeção venosa
de uma determinada substância radiativa, a pessoa é conduzida a uma sala que dispõe de
equipamentos especiais que permitem registrar a impregnação miocárdica. O resultado é
registrado em forma de um gráfico de dispersão, onde se vê áreas impregnadas e
não-impregnadas. Dependendo da substância injetada, áreas impregnadas são áreas
não-irrigadas e áreas não-impregnadas são áreas irrigadas. A partir destes resultados
é possível fazer um diagnóstico preciso quando uma pessoa não pode ser submetida aos
exames mais comuns.
Cuidados com Substâncias Radiativas Usadas em Cintilografia
Cardíaca
Por se tratar de substância radiativa, é
imprescindível que mulheres gestantes não se aproximem do paciente. Isto quer dizer,
não podem ficar no quarto onde ele está até que estas substâncias sejam metabolizadas.
Atualmente estão sendo empregadas outras substâncias de menor efeito radiativo, mas que
conseguem dar uma boa definição de áreas miocárdicas afetadas.
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