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Hipertensão Arterial

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É um estado alterado da saúde no qual a pressão do sangue está acima das medidas consideradas normais por um período longo de tempo. Esta alteração decorre do aumento na contratilidade da camada muscular lisa que forma a parede da artéria. Algumas substâncias químicas do próprio organismo é que promovem a contração das artérias. Em situações de desequilíbrio dessas substâncias, ou da alteração dessa camada muscular, é que ocorre o aumento da pressão do sangue dentro dos vasos. Em termos gerais, pode-se definir a hipertensão arterial, como as medidas acima de 140 mmHg para a pressão sistólica (valor maior) e acima de 90 mmHg para a pressão diastólica (valor menor).

A hipertensão arterial sistêmica (HAS), como é tecnicamente chamada, pode ser primária (quando a causa não é conhecida) ou secundária (devido à um problema conhecido), como por exemplo: estreitamento de uma parte da artéria, estreitamento de uma válvula cardíaca, tumores nas glândulas supra-renais (o que causa a Síndrome de Cushing e o Hiperaldosteronismo), tumores na glândula pituitária (localizada no cérebro), compressão do parênquima renal, ou outros problemas. A hipertensão arterial pode acometer tanto adultos como crianças; acomete com maior frequência as pessoas negras, pessoas de média idade (nos homens antes, nas mulheres depois dos 50 anos), as pessoas obesas, e as mulheres que usam contraceptivos orais (anticoncepcionais). Pessoas com diabetes, gota, ou doença renal, tem alta frequência de hipertensão arterial. O processo de envelhecimento também é um outro fator que faz com que as artérias fiquem endurecidas e a pressão arterial aumente. Estes fatores são considerados como "sem controle". O estado descrito acima é também conhecido como "pressão alta" e "hipertensão essencial".

CLASSIFICAÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL EM ADULTOS E A RECOMENDAÇÃO DE SEGUIMENTO

PRESSÃO SISTÓLICA PRESSÃO DIASTÓLICA CLASSIFICAÇÃO SEGUIMENTO
< 130 < 85 normal reavaliar em 01 ano
130 a 139 85 a 89 normal - limítrofe reavaliar em 06 meses
140 a 159 90 a 99 hipertensão leve confirmar em 02 meses
160 a 179 100 a 109 hipertensão moderada confirmar em 01 mês
> ou = 180 > ou = 110 hipertensão grave imediato
> ou = 140 > 90 hipertensão sistólica confirmar em 02 meses

A hipertensão arterial é conhecida como a "doença que mata em silêncio". Na maior parte dos casos, não existe nenhum sintoma ou sinal, e este é o fator que faz com que grande parte dos hipertensos abandone o tratamento. É importante ficar alerta para o fato de que, mesmo sem sinais, uma pessoa pode estar com a pressão alta e então correr alguns riscos mais sérios para a sua saúde. Dependendo do estágio da doença, alguns sintomas podem se manifestar, como por exemplo: sangramento nasal, dor no peito, falta de ar, alterações da visão, vertigens, dor de cabeça e o urinar muitas vezes durante à noite. Se você apresentar alguns destes sintomas, combinados ou isolados, procure um serviço médico.

Saiba que a hipertensão arterial aumenta diretamente o risco de desenvolver doenças nas artérias coronárias (que podem conduzir a um infarto do miocárdio) e problemas vasculares no cérebro (derrame). É uma doença que não tem as causas completamente conhecidas, por isso não existe cura para a mesma. Os tratamentos atuais consideram somente o seu controle. Portanto, se você descobrir que é hipertenso, não se desespere - existem formas de controlar  sua pressão arterial e o mais importante: ao iniciar um tratamento, não o abandone!

Ao lado, uma representação gráfica do dano causado no cérebro devido a um acidente vascular cerebral (derrame). Note que uma determinada artéria rompe-se, devido ao aumento da pressão, causando extravazamento de sangue para fora do vaso; ficando a região subsequente sem irrigação. As consequências deste acidente vascular podem levar a pessoa à morte ou causar sérias alterações no sistema neurológico.

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Atualizado em:  01 Apr 2004   - CardioSite © 2000-2004. Todos os direitos reservados.